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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Luto por Hilário Trigo


No final da página, assistam o vídeo do Hilário Trigo, onde ele fala sobre o luto

A festa
Uma pessoa se põe a caminho. Olhando à sua frente, vê ao longe a casa que lhe pertence. Caminha até lá e, ao
chegar, abre a porta e entra num espaço preparado para uma festa.
A essa festa comparecem todos aqueles que foram importantes em sua vida. Cada um que vem traz algo, per-
manece algum tempo e parte.
Assim vêm para a festa, e cada um deles traz um presente cujo preço integral já pagou, de uma forma ou de outra: a mãe o pai os irmãos um avô uma avó o outro avô a outra avó os tios e as tias todos os que cederam lugar para você todos os que cuidaram de você vizinhos, talvez amigos pro- fessores parceiros filhos; todos os que foram importantes em sua vida e os que ainda são importantes. E cada um que vem traz algo, permanece algum tempo e parte. Assim como os pensamentos vêm, trazem algo, permanecem algum tempo e partem. Assim como os desejos ou o sofrimento vêm, trazem algo, permanecem algum tempo e partem. Assim como a vida vem, nos traz algo, permanece algum tempo e parte.
Terminada a festa, aquela pessoa fica em casa, cumulada de presentes, e com ela só permanecem aqueles a quem convém ficar ainda algum tempo. Ela vai à janela, olha para fora e vê outras casas. Sabe que um dia ha- verá nelas também uma festa: ela comparecerá, levará algo, ficará algum tempo e partirá.
Nós também estamos aqui numa festa: trouxemos algo, tomamos algo, ficamos ainda algum tempo e parti- mos. 

Texto contido no Ordens do Amor de Bert Hellinger



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