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Mostrando postagens com o rótulo conforto
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Não chore, se você me ama... Se conhecesse o dom de Deus e o que é o céu... Se pudesse ouvir o cântico dos anjos e me ver entre eles... Se pudesse ver se desenvolver diante de seus olhos os horizontes, os campos e os novos caminhos que atravesso... Se, por um instante apenas, você pudesse contemplar como eu e a beleza diante da qual as belezas empalidecem... Como!... Você me viu, amou-me no país das sombras e não se conforma de me ver e me amar no país das realidades imutáveis? Acredite em mim. Quando a morte vier romper seus próprios laços como quebrou aqueles que me acorrentavam, quando chegar o dia que Deus fixou e conhece, e sua alma vier a este céu em que minh`alma antes chegou... nesse dia você voltará a me ver. Sentirá que eu o amei e continuo amando você e encontrará meu coração com todas suas ternuras purificadas. Você voltará e me verá em transfiguração, em êxtase feliz. Já não esperando a morte, mas avançando com você, eu o levarei segurando suas mãos, pelos caminhos novos...
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Há muitos anos, uma mulher viúva perdeu seu único filho. Desesperada, incapaz de aceitar aquilo e de suportar a dor, foi ver Buda. -Mestre, suplico-lhe que devolva o meu filho. O senhor pode ressuscitá-lo? -É claro - respondeu Buda-, mas para fazer isso preciso de uns grãos de mostarda… mas peça à uma família onde não tenha morrido nem crianças, nem jovens, nem velhos. A mulher, em sua busca desesperada, percorreu toda a cidade e os vilarejos próximos. Por mais que todos se mostrassem generosos para lhe entregar os grãos, os mesmos as decepcionavam ao lhe contar, em cada casa quem já tinha falecido. A mulher não conseguiu encontrar uma só família que não tivesse sofrido a morte de um ser querido. Compreendeu que sua dor era a mesma de muitas pessoas e que essa era a lição que o mestre queria lhe dar. Depois de sepultar seu filhinho, voltou para ver o Buda, que lhe disse: -Você achava que era a única que tinha perdido um filho, mas não está só em sua dor. A morte é uma lei igualitária e...

PERDER ALGUÉM QUERIDO

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Não há palavras para expressá-la. Não há livro que a descreva.  Por isso, o melhor jeito de consolar é falar pouco, orar junto,sentir junto e estar presente, cada um do jeito que sabe. Palavras não explicam a morte de alguém querido. Sabem disso o pai, a mãe, os filhos, os irmãos, o namorado e a namorada, o marido e a mulher, amigos de verdade. Quando o outro morre, parte do mistério da vida vai com ele. A parte que fica torna-se ainda mais intrigante. Descobrimos a relação profunda entre a vida e a morte quando alguémque era a razão, ou uma das razões, de nossa vida vai-se embora. Para onde? Para quem? Está me ouvindo? A gente vai se ver novo? Como será o reencontro?Acabou-se para sempre, ou ela apenas foi antes?Por que agora? Por que desse jeito? As perguntas insistem em aparecer e as respostas não aparecem claras. Dói, dói, dói e dói... Então a gente tenta assimilar o que não se explica. Cada um do jeito que sabe. Há o que bebe, o que fuma, o que grita, o que abandona tudo, o q...