"Para meus “tios” e “primos”, a “turma” toda “Nós não pedimos para ser eternos, mas apenas para não ver os atos e as coisas perderem subitamente o seu sentido. O vazio que nos rodeia faz-se então sentir…” Eis um trecho impactante de Vôo Noturno, de Saint-Exupèry, que reli nesta semana. É uma notável e pequena obra-prima que, segundo Andre Gide, para além do valor literário “tem por outro lado o valor de um documento, e estas duas qualidades, inesperadamente reunidas, conferem à Vôo Noturno sua importância excepcional”. Valor de documento porque registra ali a experiência pessoal de Exupèry como aviador confrontando a morte muito de perto e com frequência diária. O contexto no qual o trecho citado aparece se dá quando a esposa de um dos aviadores da história vai ao escritório de Rivière, o chefe de todos, tentar descobrir notícias do marido que enfrentava uma tempestade terrível cujas chances de vencê-la era nula àquela altura, pelo pouco combustível restante. Ambos sabiam, ...
QUANDO EU PARTIR "Quando eu partir, por favor, tente entender que estarei em paz... Quando eu partir, permita-se sofrer a dor da minha ausência do seu modo, chore se precisar, não chore se conseguir... Quando eu partir, você sentirá que seus pés flutuarão sobre um chão que você não vê... Quando eu partir, seu coração sentirá emoções que nunca sentiu antes e sua mente te trará uma sessão de fotos, filmes e vídeos dos quais fizemos parte um dia... Quando eu partir, nada fará sentido, nem o que te dizem, nem o que você consegue absorver... Quando eu partir, sempre que a saudade apertar, ore, faça sua oração do seu jeito, coloque a intensidade que achar que precisa... isso me fará bem... Quando eu partir, você questionará a si, aos outros, ao universo, sobre o motivo pelo qual eu não poderia mais ficar... Quando eu partir, sentimentos ambíguos tomarão conta de você, como entendimento e ira, como coragem e medo, como aceitação e recusa, como entrega e arrependimento... Quando eu part...
Eu poderia dar inicio ao meu desabafo de várias maneiras... A verdade é que a vida me brindou com uma grande surpresa, que foi partida tão cedo do meu filho Márcio e com tanta covardia. Vivemos com você Márcio, uma felicidade radiante e inexplicável durante estes 30 anos. Nunca imaginei que um dia fosse nos deixar assim, em prantos em razão dessa tua partida. Fascinado por bola desde os seis anos de idade. Grande e corajoso zagueiro do Futebol Amador de Curitiba. Suas fotografias eternizam nas paredes dos clubes por onde você jogou muito futebol e por onde conquistou uma legião de amigos. Os campos de futebol ficaram vazios, a rua da nossa casa ficou vazia, a casa perdeu muito do seu brilho e a saudades se transformou num vazio tão imenso que todas as minhas lágrimas de dor não podem preencher jamais. Sinto o nosso bairro escuro, com a tua falta, porque sempre o amamos e continuaremos a te amar pela eternidade, mesmo que a dor atormente meu coração, porque apesar de tu...
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