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sexta-feira, 27 de março de 2015

trecho do livro O Perfume de Eliana

por Alice Lanalice

Tomando fôlego para começar


31 de janeiro de 2001. Faz hoje exatamente um ano que minha filha, Laninha, se foi. Prefiro dizer que ela se foi. Qualquer outra maneira de expressar esta tragédia  parece ser mais dolorosa ainda. Escolhi justamente esse dia para iniciar a escrita do livro.

Escrevo em memória de minha filha Eliana, que morreu em um acidente automobilístico, em Campinas (cidade do estado de São Paulo) e também para partilhar a angústia com aqueles que choram pela mesma dor.

Foi um ano de grande dor, muitas perguntas, raríssimas respostas e algumas certezas.

Não sei se esta é a melhor época para escrever sobre isto. Toda a emoção que ainda existe pode comprometer a real compreensão do momento. No entanto, se esperasse mais tempo, talvez não conseguisse dar voz aos sentimentos.

O que importa saber se essa é a melhor época? Não sei tantas coisas. Não consegui  entender essa morte e me conformar com o estrago que ela trouxe.

Precisei aceitar essa situação sem respostas.

Eliana, minha filha querida!

Só tive a noção exata de quanto a amava depois que você se foi...

Será que é assim mesmo? Será que o amor só se apresenta na sua grandeza depois que o perdemos? O que fazer com esse amor, se não posso expressá-lo mais? Cadê você? Já não a tenho para lhe dizer essas coisas.

Passei minha vida com os olhos secos e só olhei o mundo de fora, a distância, numa atividade sem fim. Agora que estão molhados, só vejo o mundo de dentro, recheado de sentimentos, tentando encontrar, a qualquer custo, o sentido da vida.

Há ainda mais um filho, mas minha menina se foi para sempre! Tive o privilégio de ter dois filhos especiais. Envaideço-me por isso. Porém, choro quando lembro de Laninha. Nada pode substituir sua perda.

Éramos quatro. Sempre quatro. Quatro tigelas de sopa, quatro canecas de leite, quatro pratos na mesa, quatro ovos de Páscoa, quatro pedaços de pizza...

Agora, um buraco constante. Em tudo o que faço, sinto a falta do “mais um”. Mesmo juntos, nunca mais seremos quatro!

Ela se foi e a família perdeu sua estrutura. Desequilibrou-se.

O vazio não está somente dentro de cada um, mas também entre nós.

Os passos dos pés estão intimidados, não encontram caminhos. Os sons das vozes têm timbres mais surdos, as frases estão emblemáticas e os suspiros, constantes. A música está calada. Os jornais não são abertos e as notícias lá de fora já não interessam mais. Tudo perdeu a importância. Perdemos os hábitos e o jeito que tínhamos.

Um segundo de acidente foi o bastante para destruir tudo o que foi construído e criar uma difícil eternidade.

Nascida no dia 20 de setembro de 1974, início da Primavera, ela morreu aos 25 anos de idade, em uma manhã de verão, no auge dos sonhos e das realizações. Eram sete horas da manhã. Sua vida se deteve serenamente. Soube que logo depois do acidente, já agonizava. Foi socorrida, mas não tinha mais vida quando chegou ao hospital. Desde então, fico me perguntando se sentiu muita dor na hora da morte. Revivo toda a cena, mesmo sem tê-la presenciado. Não consigo admitir que uma jovem saudável perca a vitalidade, a inteligência, a voz, o sorriso, o movimento em apenas alguns segundos.

Dolorosamente sepultamos o que restava: seu corpo.

contato: lanalice@uol.com.br

sexta-feira, 20 de março de 2015

A VIDA

alen da lenda

A vida passa em uma fração de segundos...

Há momentos na vida que temos que abrir mão de tudo que fazia sentido, das nossas verdades e do que reputávamos como sendo os nossos valores. Constatamos que eles se tornaram inúteis ao nosso crescimento, já fazem parte do passado e a vida, não se detém olhando para trás, antes, caminha para a frente, em busca de novos acontecimentos.

Há momentos na vida que todas as vigas mestras que asseguravam a nossa sustentação vêm abaixo e a casa cai, independente da nossa tácita recusa ou inaceitação.

Há momentos na vida que ficamos sem saber para onde ir, que nada consegue nos alegrar, motivar ou seduzir e, em compasso de espera, vamos assistindo a fragmentação das nossas estruturas, agora transformadas em quimeras.

Nestes momentos ( que têm o peso de uma eternidade), nada nem ninguém pode fazer nada por nós ... estamos definitivamente vazios e sós.

Em meio à dor, esmiuçamos o que sobrou de nós, remexemos entre os escombros e descobrimos que algo ainda não morreu.

Tênue e frágil, lá está uma pequena centelha de esperança, aguardando uma virada do destino, que certamente nos surpreenderá com novas alegrias ... e com tantos outros desatinos.


Fátima Irene Pinto 

fonte: Casulo

sexta-feira, 13 de março de 2015

Quem, eu? Uma avó. Um neto. Uma lição de vida | Editora Belas Letras


Neto larga faculdade e emprego para cuidar de avó com Alzheimer no RS

Fernando Aguzzoli, 22 anos, acompanhou de perto a doença de Dona Nilva.
Estudante criou página em rede social e vai transformar conteúdo em livro.

Fernando, 22 anos, e a avó Nilva (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Fernando, 22 anos, posa ao lado da avó Nilva 
(Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
 
“Passei de neto a pai da minha avó.” A frase é do porto-alegrense Fernando Aguzzoli, 22 anos, que acompanhou de perto os últimos meses de vida de Nilva de Lourdes Aguzzolli, diagnosticada com mal de Alzheimer há seis anos.
O estudante de filosofia UFRGS trancou a faculdade no início do ano passado, largou emprego e as festas com os amigos para se dedicar em tempo quase integral aos cuidados da matriarca da família Aguzzoli ao lado da mãe, Rose Marie, 55 anos. Vovó Nilva, como ficou conhecida, morreu em dezembro de 2013.
O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa ainda sem cura, mas a chance de controlá-la é maior se ela é detectada precocemente. Ocorre na terceira idade e seu sintoma mais comum é a perda da memória, mas compromete ainda o comportamento e pensamento do paciente.
As experiências vividas, ora inusitadas, ora dramáticas e as lições aprendidas durante o período, o inspiraram a criar uma página em uma rede social. O sucesso dos relatos daquela rotina um tanto incomum e os diálogos compartilhados com a avó foi tão grande que gerou um livro. “Quem, Eu?” deve ser publicado em setembro deste ano.
“Escrevi o livro ao lado dela. Transcrevia tudo o que ela me dizia. Foi fantástico. Mas não queria que fosse um livro só biográfico. Além dos diálogos, coloquei opiniões de profissionais. Mas não de uma forma muito técnica. É para um leigo entender mesmo como é essa doença”, explica ao G1.
A inversão nos papéis de avó e neto foi uma tentativa de não sucumbir à tristeza, inevitavelmente provocada pela doença. “É realmente uma doença familiar. Deixei de ir a festas com meus amigos para limpar dentadura, por exemplo. A gente criou uma relação de melhores amigos”, comenta sobre o relacionamento que passou a ter com a mulher que cuidou dele durante a infância.
Fernando quando era bebê no colo da avó Nilva (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal) 
Fernando quando era bebê no colo da avó Nilva
(Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
 
Do desespero ao cuidado
Tudo começou quando a família percebeu os frequentes enjoos de Dona Nilva, que morava sozinha em um apartamento em Porto Alegre. Após uma série de exames com diferentes médicos, saiu o diagnóstico. “A gente percebeu que ela ficava muito enjoada depois do almoço. Depois a gente viu que ela estava tomando os comprimidos para pressão alta de forma errada. Às vezes tomava mais de uma vez, outras vezes esquecia”, relata o neto.
Aos poucos, a enfermidade foi comprometendo o cérebro de Dona Nilva. Deprimido, o neto achou que hora de agir. “Foi desesperador quando vi que minha avó ia ficar acabada, ia ter que usar fralda, não ia conseguir engolir comida. Eu não tinha como curar a minha avó. Mas decidi dedicar todo o meu tempo a ela”, avalia.
Com o passar dos meses, a rotina da família Aguzzoli foi totalmente transformada. “Eu e minha mãe começamos a aplicar mudanças leves no cotidiano da minha avó. Alugamos um apartamento para ela na mesma rua que a nossa, depois no mesmo prédio. Até ela vir para dentro de casa”, afirma.
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Fernando largou a faculdade e o emprego para cuidar da avó (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Fernando largou faculdade e emprego para cuidar
da avó (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
Com bom humor e palavras de carinho, Fernando criou a página Vovó Nilva no Facebook. Ali, reproduziu momentos comuns na rotina de quem sofre de Alzheimer: seja o paciente, sejam os familiares. O espaço foi crescendo e hoje já tem mais de 11 mil seguidores.
“Meu intuito era criar um espaço diferente para falar do Alzheimer. Normalmente quando se fala da doença é de forma negativa e muito técnica, específica. Queria fazer um contraponto a esse conteúdo. E encontrei pessoas de várias partes do Brasil e do mundo que quiseram compartilhar também suas histórias”, revela.
Em dezembro de 2013, Dona Nilva não resistiu a uma infecção urinária, pouco antes de completar 80 anos de idade. “Eu não sou um herói, não sou um guri iluminado. Eu apenas tomei uma decisão e fiz o que tive que fazer. Todo jovem pode se relacionar com seus avós. Não é porque ela era velha ou porque tinha um obstáculo no caminho. Aprendi muito com ela”, analisa o jovem.
Dona Nilva foi internada alguns dias antes do Natal de 2013 (Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)Dona Nilva foi internada alguns dias antes do Natal de 2013 
(Foto: Fernando Aguzzoli/Arquivo pessoal)
 
Abaixo, algumas publicações da página Vovó Nilva
No elevador:
Eu: O que está fazendo, vó?
Vó: To abanando...
Eu: Eu sei, mas para quem?
Vó: Para a senhora ali!
Eu: Mas estamos sozinhos aqui!
Vó: Claro que não, ali do outro lado tem uma senhora me abanando de volta, olha.
Eu: Ah sim, agora vi, aquela senhora abanando ao lado de um bonito rapaz?
Vó: Não, aquela ali de preto!
Eu: É A ÚNICA!! Mas não é um bonito rapaz ao lado?
Vó: É, nem tinha visto! Abana para ela!
Eu: É O TEU REFLEXO NO ESPELHO, VÓ!
Vó: Quem, eu? Olha ali, ela é bem mais velha!
Eu: Claro, deve ter uns 80 anos né?
Vó: Sim, tadinha!
Eu: Tadinha mesmo, tadinha. Sorri e abana vó, abana! Tchau moça!!
Em casa:
Eu: Vó, tira a dentadura pra dormir um pouquinho e põe na água.
Vó: Tá. Pronto.
(2 minutos depois)
Vó: Vou tirar minha dentadura (sabe quando velhinho fala sem dentadura e fica coisa mais querida? Pois é).
Eu: Mas tu já tirou, tá na caneca.
Vó: Claro que não amorzinho, tô com ela.
Eu: Tu só pode tá brincando, né? Olha o jeito que tu tá falando, acha que tá com dentadura?
Vó: Eu tô! Olha! (sorriu)
Eu: HAHAHAHAHA NÃO TEM NADA AÍ!
Vó: Ai meu Deus, claro que tem!
Eu: Me faz um favor, coloca o dedo nos dentes de cima então.
Vó: Tá. UÉÉÉÉ, CADÊ MINHA DENTADURA?
Eu: Como eu havia dito, na caneca.
Vó: Ah, tá então.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Até breve, José - de Camila Goytacaz

Mãe escreve livro para ajudar outras a lidar com a perda de um filho

POR GIOVANNA BALOGH
23/02/2015 FOLHA DE SÃO PAULO
Camila com os filhos Pedro e Joana (Foto: arquivo pessoal)

Tinha leite no peito, mas não tinha bebê para mamar. Tinha barriga de pós-parto, mas não tinha bebê no colo. Tem quarto de bebê pronto, mas não tem ninguém para dormir ali ou usar o enxoval preparado com todo carinho. Além da imensurável tristeza, esses são alguns dos sentimentos das mães que perdem seus bebês na barriga ou pouco tempo depois do nascimento.
“O mais difícil é a inabilidade total e completa da nossa sociedade em lidar com a perda, com a morte, com as enlutadas, com a dor, com a tristeza, com a solidão coletiva que perpetuamos todos os dias por não sabermos ou mesmo falar com quem perdeu um filho”, comenta a jornalista Camila Goytacaz, que perdeu o seu segundo filho, José, com apenas 11 dias de vida.
Camila comenta que buscou ajuda em grupos virtuais e presenciais de maternidade para ser ouvida por outras mulheres que passaram por isso ou que, como mães, simplesmente entendiam a sua dor. “O tempo ajuda, mas não dá conta de tudo. O que realmente faz diferença é a solidariedade, o apoio sincero, o abraço de coração, as palavras amigas, as lágrimas dos outros, inclusive de desconhecidos, estas é que me ajudaram a chorar a morte do meu filho.”
Quando José ainda estava na barriga, Camila fazia uma espécie de diário falando sobre os seus sentimentos, as expectativas para a sua chegada e que ele já tinha um irmão mais velho, Pedro, que o esperava para brincar.
Camila diz que durante os poucos dias em que seu filho esteve na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) , ela começou a compartilhar os textos na internet. Muitas das mensagens eram escritas quando ela estava ao lado do leito da UTI ou enquanto tirava leite para amamentar o filho. “Nos textos eu colocava toda a emoção que sentia, o medo de perder, a esperança pela melhora dele. A partir daí comecei a ver o impensável retorno positivo disso: mães  me contando como o meu relato reverberou para elas, de alguma forma, na relação com seus filhos. Como se emocionaram e como as minhas palavras sobre o quanto meu filho e seu destino não me pertenciam”, comenta a jornalista.
Capa do livro "Até breve, José", de Camila Goytacaz (Foto: Divulgação)
Livro”Até breve, José”, de Camila Goytacaz (Foto: Divulgação)
Segundo ela, aquela história ‘fora do roteiro’ da maternidade foi a ensinando a lidar com o não planejado e as suas reflexões começaram a fazer sentido para outras mães também. “E logo já não eram apenas mães: eram pais, avós, conhecidos e anônimos se envolvendo e querendo ler e entender sobre a perda e sobre José e sobre esta história que é do José, mas poderia ser do Miguel, da Mariah,  do Arthur, do Gabriel, e de tantas crianças que se foram tão cedo”, diz.
Motivada pela solidariedade de centenas de pessoas, Camila continuou a escrever depois que José morreu. “Acordava, chorava, sentava, escrevia, meditava, chorava, escrevia, dormia, chorava, escrevia. Escrever era minha rotina no luto, assim como chorar”, relata.
Os textos tomaram formato e acabaram virando um livro chamado “Até breve, José”. Camila conta que não tinha certeza em publicá-lo pois escrevia só para colocar para fora o que a sufocava.  Com a ajuda de uma editora e de uma coaching, Camila conseguiu compilar 400 páginas em 110 com os seus melhores textos que viraram uma história de amor, em um pano de fundo ilustrado e suave, para oferecer esperança e ser uma leitura gostosa, apesar do tema. O livro não fala dos detalhes do quadro clínico do sobre José, porque tem o objetivo de refletir sobre a perda e sobre o luto enquanto experiências transformadoras, por meio de um relato leve, poético e sutil.
“As pessoas têm muito medo de falar da morte, de comentar sobre quem morreu ou de assumir que sim, os bebês também morrem, por razões e situações diversas, e isso faz parte da nossa  existência. A  dificuldade em poder falar abertamente sobre isso me  machucava, me colocava em uma condição ainda mais solitária”, comenta Camila, que compara a dor do luto a atravessar um deserto “uma travessia solitária, longa e triste”.
Ainda sofrendo, Camila engravidou novamente menos de três meses após a morte de José. “Engravidei no susto. Ainda estava naquela mistura entre o  puerpério e o luto, no limbo que se encontra por um tempo uma mãe que perde um bebê. Eu tive medo, muito medo. Tive medo do parto,  dos julgamentos, até de não conseguir olhar para esta gestação como ela merecia pois ainda estava aceitando a morte de José. Tive medo de perder de novo, medo de não dar conta”, diz.
Apesar de todas as encanações, um ano e um mês após a partida de José, nasceu Joana.  “Se tem uma coisa que aprendi com José é que é preciso entrega pois,  no final, só nos resta confiar, confiar no corpo, na sabedoria da vida, do universo. Das histórias que acompanho de outras mães, muitas também tiveram outros bebês depois da perda e também reencontraram a paz”, diz.
No dia do nascimento de Joana, Camila diz que não lembrou de José. “Não havia espaço para o José. Era hora da Joana. Mas, depois que ela nasceu, não há um dia em que não nos lembramos dele, com leveza e amor, e que não sentimos saudade. Cada filho é um filho. Não há substituições. Jamais. Cada filho, uma história, cada partida, uma saudade.”
Camila diz que hoje está feliz e olha com gratidão para sua história. Ela considera que a experiência da perda foi engrandecedora. Aos poucos, ela vai conversando com seus filhos Pedro, 6 anos, e Joana, 3 anos, sobre o “irmão-estrela” e os ensina sobre como há beleza na vida, mesmo nas histórias mais tristes.
Ela conta que nestes quatro anos após a perda de José foi conhecendo muitas mães de filhos que partiram ainda bebês ou na gestação. “Era fundamental dar voz à esta história e trazer à tona – ainda que de uma forma leve, sutil e poética – o tema morte de bebês. E era preciso mostrar que. Assim como a minha, estas famílias estão aí vivendo, em que pese toda a inenarrável tristeza que as acometeu e toda a revolta que sentiram, elas estão aí e a vida continua, e ser triste e feliz faz parte da vida. Quero mostrar que falar dos seus filhos que partiram não as ofende, pelo contrário! Queremos honrar a história deles. Queremos homenageá-los. Queremos reconhecê-los. Eles vieram ao mundo, e foram amados. E são nossos filhos, onde quer que estejam! E ignorar isso é muito rude, além de ser dolorido”, desabafa.
Camila decidiu fazer o livro de forma independente, ou seja, sem editoras ou patrocínios. Por isso, optou pelo financiamento coletivo onde as pessoas adquirem um ou mais livros e tem outras compartidas ao ajudar no projeto. O valor arrecadado será utilizado para arcar com os custos da gráfica. Em poucos dias, 70% da meta básica já há havia sido arrecadada, mas ela quer ir bem além disso e imprimir muitos livros. Saiba como adquirir o seu livro
“Quero mesmo ver chegar às mãos de quem neste momento está sozinha a chorar em um quarto, achando que aquilo só aconteceu com ela. Se eu alcançar esta mãe e somente ela com meu livro, já valeu a pena cada centavo investido até aqui, cada lágrima de tantas que derramei nestes quatro anos, cada minuto das muitas horas na edição, cada dúvida e cada certeza nas escolhas que fiz até agora”.

Capa do livro "Até breve, José" (Foto: divulgação)
Capa do livro “Até breve, José” (Foto: divulgação)