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terça-feira, 29 de maio de 2012

O QUE PODERIA TER SIDO


 Dirijo estas simples palavras a todos aqueles que no fundo do seu dorido coração continuam a querer amar a vida e sentem dentro de si o desejo de uma outra margem onde todos os sentimentos possam habitar. A todos aqueles que querem acreditar que ainda há esperança e desejam continuar, em plena consciência, a usar o seu espaço por saberem a sua importância em relação a si próprios e ao mundo onde habitam.

     Sarar esta angústia que oprime e acreditar na eternidade, que está para além da nossa compreensão, são os passos que temos de dar para não adoecermos para sempre. Empenharmo-nos como verdadeiros lutadores que somos na Vida de todos os dias, é uma prova de amor para com o(a)s nosso(a)s filho(a)s. É uma determinação que os honrará. Digam com muita força: Vou caminhar semeando neste deserto, onde agora me encontro, tudo aquilo que de melhor possuo, tudo o que é ainda possível dar enquanto o meu coração bater. Quero acordar novamente para a Vida! Não nos deixemos cair quando os momentos de maior tristeza e angústia se agarrarem a nós. Não podemos desistir. É essencial desafiar o medo, deixar cair a revolta para assim podermos relembrar os bons momentos passados com o(a)s nosso(a)s filho(a)s e sermos misericordiosos para connosco.

     Sabemos que muitas e muitas vezes ao longo das nossas vidas havemos de cair em melancolia: O QUE PODIA TER SIDO E NÃO FOI... Não há chaves, nem métodos, nem técnicas que nos conduzam ao nosso próprio equilíbrio. Há diversos caminhos a percorrer e cada um de nós tem de o procurar. Para isso, no entanto, precisam de companheiro(a)s e amigo(a)s que vos acompanhem na responsabilidade das vossas decisões para encontrarem o FUTURO QUE FICOU INCOMPLETO. Na realidade não sei se ficou incompleto ou diferente porque só tu companheiro(a) o poderás saber com a ajuda da sabedoria do tempo.

     Transformem, decidam, avancem nesse caminho tão difícil de desbravar. A resposta ao vosso desejo de paz de espírito surgirá. Insurgirmo-nos contra o desânimo e meditar sobre este mundo banhado de alegrias e tristezas dar-nos-á conforto perante uma realidade triste. Os humanos cometem erros sobre erros, injustiças sobre injustiças, mas... milagre dos milagres! Entre eles surgem as estrelas que nos trazem a esperança no seu eu, não à desistência. O que é a Esperança? É a luta pelo bem e que se encontra na lucidez destas palavras: NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA SE O QUISERMOS.
    
    Lutemos pois com o potencial que existe em nós pela serenidade, pelo companheirismo, pela fé de crer neste simples milagre de darmos as mãos e passarmos a partilhar um novo sorriso. O(A) nosso(a) filho(a) será sempre o(a) nosso(a) companheiro(a).

(Texto de: Aida Nuno, modificado por Liane T. Caron)

sexta-feira, 25 de maio de 2012


Queridos ASDL essa carta  é da Drª. Elisabeth Kübler-Ross e foi traduzida por Rodrigo Luz e publicado por ele no blog quando a vida diz adeus.
Para ler o texto dele na íntegra acesse o link do blog.
Aproveitem essa carta maravilhosa e que traz muito alento a todos nós.




Meus queridos amigos.
Esta é uma carta para você que está no processo de perder uma criança. Nós temos acompanhado e seguido muitas mães e pais nessa difícil jornada e este livro é sobre as preocupações que eles expressaram e as lições que nós aprendemos.
Assim que os seus filhos forem ficando mais fracos e mais próximos da morte, você ficará admirado ao perceber o quanto eles sabem sobre o possível resultado de uma doença terminal. Eu digo “possível” porque tenho testemunhado muitos milagres.
Todas as crianças sabem (não conscientemente, mas intuitivamente) sobre o desfecho de suas doenças. Todos os pequeninos estão cientes (não intelectualmente, mas em um nível de espiritualidade) quando estão perto da morte. Eles vão perguntar, ocasionalmente: “Mamãe, eu vou morrer?” Ou, se a sensibilidade deles atinar para o fato que você está inapto de falar ou mesmo de pensar nisso, e se forem mais velhos, irão escrever um poema ou uma redação em seus diários sobre a própria morte. Eles podem confiar em um amigo ou em uma pessoa especial, que não é necessariamente um membro da família, e que pode estar, portanto, mais apto a compreender a sua linguagem não verbal.
Caso eles possuam um amigo de quarto ou um camarada, mesmo que seja na sala de brinquedos do hospital, eles provavelmente compartilharão seus conhecimentos entre as outras crianças doentes. Poucos adultos sabem o número de segredos que são compartilhados nessas vivências.
Todas as pessoas – pequenas ou grandes – precisam de alguém em quem confiar. Crianças, às vezes, escolhem as pessoas mais inesperadas, tais como: um técnico de enfermagem, uma faxineira, ou, por vezes, crianças deficientes que vêm visitá-las em cadeiras especiais. Suas falas são breves, mas tão profundas que os adultos podem se assombrar. Desde que elas passem pelas tempestades de vento na vida, mesmo com pouca idade, elas saberão coisas que as outras crianças irão sequer compreender. É dessa maneira que o Deus que nos criou a todos compensa os pequeninos, assim que eles começam a padecer fisicamente. Eles ficam fortalecidos em sua sabedoria interior e em seus conhecimentos intuitivos.
Elas são cientes dos seus medos e dos seus horrores, das suas noites em claro e das suas preocupações e você não pode esconder isso delas. Não entre no quarto de hospital com um falso sorriso de alegria. Crianças não podem ser enganadas. Não minta para elas dizendo que você fatiou algumas cebolas. Quantas cebolas você vai cortar? Diga para elas que você está triste e algumas vezes pensa ser tão inútil que sente não poder ajudar mais. Eles vão segurar você com seus braços frágeis e se sentirão bem por poder ajudar através do compartilhamento de carinho. Compartilhar a tristeza é muito mais fácil de suportar do que deixar as crianças com o sentimento de culpa e de medo de que elas sejam a causa de toda a sua ansiedade.
Os irmãos devem ser envolvidos e informados? Sim, todo irmão e irmã de uma criança gravemente doente podem fazer parte do tratamento de um modo ou de outro. Se o paciente está no seu lar, os irmãos e as irmãs devem receber tarefas específicas no tratamento do doente. Eles podem ser responsáveis por trazer o cão favorito em visitas regulares depois da escola. Eles podem ajudar ao fazer um artesanato (como os “Olhos de Deus”, um favorito passatempo para crianças de seis anos ou mais) quando, física ou corporalmente, os pais estiverem tão cansados para brincar ou fazer algo mais. Os irmãos podem assumir a responsabilidade de administrar a fita de vídeo com a música predileta da criança ou eles podem servir uma refeição por dia, enquanto a criança doente ainda puder comer [por via oral].
As crianças saudáveis não devem se sentir culpadas por rir e gargalhar, por trazerem amigos para assistir televisão em casa, saírem para dançar ou irem jogar bola, assim como nenhuma mãe deve ser desencorajada a ir ao cabeleireiro, ou ambos os pais deixarem de ir, ocasionalmente, ao jogo de boliche, ou qualquer coisa que antes os alegrava.
A pior coisa que podemos fazer com as crianças severamente doentes e o resto da família é fazer da casa um necrotério enquanto a criança continua vivendo. Onde existe riso e alegria, compartilhamento de amor e de pequenos prazeres, as dificuldades do dia a dia são muito mais fáceis de ultrapassar. Se o pequeno doente é superprotegido, se todos os caprichos e desejos são satisfeitos, se é esperado que todos andem pé ante pé em torno da casa, o resultado é geralmente desastroso para os sobreviventes.
Quando Bob foi diagnosticado como portador de câncer, todos os desejos dele eram satisfeitos por pais que possuíam muita culpa e um pesar não resolvido. Os brinquedos passaram a ser exclusivamente seus, além de serem caros e excessivos. Bob testava os seus pais e era óbvia a sua crença de que ele poderia ter tudo o que desejada. Ele mal brincava, mas exigia mais e mais atenção. Ele nunca se sentira amado, mas ele sabia que poderia receber, instantaneamente, [todas as] coisas materiais que desejasse. Era essa a punição? Sua vingança por ser enganado acerca daquilo que é o elemento mais importante da vida, ou seja, o presente do amor incondicional?
Seu irmão, Billy, assistiu com perplexidade, e mais tarde com raiva e inveja, quando o seu irmão recebeu literalmente tudo aquilo que ele pedia. Atletas famosos escreveram para Bob e mandaram para ele algumas bolas autografadas de basquete e beisebol. Ele foi levado para a Disneylândia e para a Bahamas. Ele voou para Tennessee para ver o Grand Ole Opry e andou entre as montanhas do Colorado.
Billy começou a ficar ressentido em relação ao seu irmão e começou a também testar aos seus pais. Ele pediu coisas pequenas, depois coisas maiores – sempre com o mesmo resultado. A resposta dos pais era sempre irritadiça: “Não, você não pode ter isso. Não podemos lhe proporcionar isso.” Quando ele questionava porque seu irmão poderia ter tudo, a resposta era estereotipada: “Você gostaria de ter câncer?” Não, Billy não gostaria de ter câncer. Ele não gostaria de ter sua medula óssea comprometida. Ele não gostaria de perder seus cabelos. Mas o que tem uma coisa a ver com a outra?
Billy começou a ofender a si mesmo sistematicamente, mas ninguém prestou atenção nele. Os pais estavam muito preocupados com o seu irmão doente. Quando ele pediu um sanduíche para comer, sua mãe se irritou: “Não vê que eu estou ocupada? Faça isso você mesmo.” Billy começou a molhar a sua cama durante a noite e levou uma surra por isso. Mais tarde, alguns poucos meses antes da morte do irmão, a professora informou que Billy estava sendo muito cruel com uma criança portadora de deficiência que frequenta a escola em uma cadeira de rodas. Mas ninguém atentou para aquilo que vai além das observações nos seus documentos escolares.
Billy levou-me para o meu carro assim que eu deixei o meu telefone de casa após a minha primeira visita em seu lar. Assim que eu abri a porta do carro, eu o convidei para que ele se sentasse comigo e falasse como as coisas iam se passando com ele. Ele olhou surpreso e disse: “Comigo?”.
“Sim, com você,” eu respondi. “Algumas doenças são muito mais difíceis para um irmão ou uma irmã do que para os próprios pacientes.” Ele olhou tristemente para mim e disse: “Você sabe que eu tenho asma? Mas eu suponho que isso não seja o bastante...”.
Então, é importante lembrar-se também de ser bom para você mesmo e para a sua família. Continuar compartilhando com todos eles e não exagerar com o pequeno paciente: você só vai deixá-lo com culpa e outros sentimentos negativos sobre o seu real estado: “Porque eu nunca recebi essas coisas e agora que eu tenho câncer tudo me é possível?”.
Um doente terminal, geralmente, custa uma fortuna, e nem sempre o melhor plano de saúde cobrirá todos os custos. Existe uma série de fundações que podem ajudar de várias maneiras, mas nós temos visto, muitas vezes, famílias que ficaram com as contas para U$ 100000 ou U$ 200000 depois da morte da criança. Seria muito mais significativo se os problemas de família pudessem ser discutidos à mesa de jantar; então, os irmãos e as irmãs poderiam compartilhar as suas preocupações e estariam aptos a se oferecer voluntariamente, sem pressão ou culpa, para desistir de certos prazeres extras, de forma a prestarem a sua contribuição para o bem estar da família. Eles ficariam com um senso de importância e de dignidade.
Muitos irmãos e irmãs menores foram ensinados a com ajudar com a administração do oxigênio ou a usar, gentilmente, o aparelho de sucção; então, eles podem oferecer contribuições para o cuidado do paciente, dando a eles o mesmo senso de autoestima que receberam. Essas crianças não irão desejar que seus irmãos (ou irmãs) morram a fim de trazer alguma aparência de uma vida familiar de volta para a sua existência. Crianças (irmãos) que fazem tais comentários em uma explosão de raiva não devem ser punidas. Elas estão expressando um grito de socorro antes que seja tarde demais, e adultos compreensivos devem dar um pouco de seu tempo para deixá-las ventilar a sua frustração, a sua sensação de desimportância e de abandono.
Alguém, preferencialmente um membro da família ou um amigo íntimo, pode dedicar um pouco de tempo extra com tais crianças, levando-as às compras, à pescaria, para brincar, ou, quem sabe, a um jogo de futebol, não somente pelo prazer, mais pela percepção de que alguém continua cuidando delas, “apesar delas não terem câncer”.
Crianças de todas as idades que tenham sido incluídas no atendimento domiciliar de uma criança em estado terminal não ficam chocadas ou traumatizadas ao terem a visão de um irmão caquético com o abdome murcho e marcas azuladas nas mãos e nos braços. Eles veem os doentes com olhos diferenciados; eles se comunicam em níveis diferentes. Somente podem se chocar aqueles que não fizeram parte do cuidado diário da criança doente; portanto, os visitantes irão, naturalmente, precisar ser preparados e informados antes de entrar no quarto do doente.
Quando uma criança morre, é importante que a família esteja apta a estar sozinha com o paciente que está fazendo a transição. Todos os irmãos e as irmãs, independentemente de suas idades, devem estar autorizados (mas não forçados) a participar, juntos, desse momento final. Muitas famílias têm usado essa hora para cantar a música favorita da criança, para começar uma oração, ou, simplesmente, se abraçar em um círculo de união antes que os estranhos sejam autorizados a entrar.
Faça a sua despedida final e, em seguida, use o seu tempo para vestir o seu filho, para dar banho nele você mesmo, caso você deseje, para vesti-lo e carregá-lo para o carro que irá conduzi-lo para o necrotério ou qualquer outro lugar que seja mais indicado.
Enquanto muitas famílias expressam o desejo de se mudar após a morte da criança, de terem outros vizinhos “que não se lembrem de suas tragédias” ou longe da esquina de onde ocorreu o acidente fatal, não estarão tendo uma escolha saudável, e muitas famílias têm se arrependido de suas mudanças impulsivas. Para ir além da dor, deve-se enfrentar e reconhecer isso e mover-se através da dor, ao invés de evitá-la. Aqueles que se saem bem nessa longa trajetória, estão aptos a enfrentar os vendavais da vida, sem tentar fugir deles.
Ficar na mesma casa é uma bênção para os irmãos, já que as suas vidas foram suficientemente abaladas. Eles se sentem “no caminho” durante as últimas semanas e meses de uma doença terminal de um irmão, e, geralmente, seu único suporte é um amigo do colégio, um professor ou um orientador escolar, bem como um amigo na vizinhança. Arrancá-los de súbito do lar pode ocasionar um intenso período de inquietante sofrimento e é, geralmente, a pior coisa que podemos fazer por eles.
Ainda existem muitas famílias que se perguntam se as crianças sobreviventes devem ser levadas a um velório ou ao funeral. Minha pergunta é “Porque não?” Não foi a irmã ou o irmão delas que morreu? Porque elas deveriam ser excluídas desse ritual de despedida final que serve somente como uma forma de encerramento e começo de um processo de “deixar partir”? O funeral é um reconhecimento público de que uma pessoa significativa em nossas vidas morreu. Trata-se de um ritual que sinaliza a aceitação dessa realidade e deposita o corpo físico em um último lugar que poderá ser visitado mais tarde, de forma a promover a separação gradual. O velório e o funeral servem a importantes propósitos no processo do luto, e aqueles que são excluídos sentem que não são partes importantes da família.
Se um irmão possui muitos negócios não resolvidos concernentes à criança que morreu, ele ou ela pode se recusar a assistir ao funeral. Essa escolha é um sinal de assuntos inacabados e deve ser amplamente respeitada. Crianças nunca devem ser forçadas a permanecer em um velório ou em um funeral, mas elas devem ser incentivadas a atender à realidade dos fatos, assim como fariam parte da refeição em família. Se elas se recusarem, a causa é geralmente o medo, a culpa, a vergonha ou algum ressentimento latente relativo ao descaso do resto da família. Seja qual for a questão, alguém poderia, mais tarde, após o término do funeral, tentar conversar sobre isso com a criança de uma maneira completamente amorosa e por um caminho isento de julgamentos. Muitas prevenções psiquiátricas podem ser feitas por esse meio.
Nós temos tomado muitos irmãos, separadamente, para conversar, antes da visita dos adultos e sem os parentes [mais velhos] - que poderiam ser ambivalentes sobre dar a permissão para a criança ver o caixão aberto. Com seu consentimento, nós fazemos uma visita especial, se as crianças assim o desejarem, para permitir aos irmãos verem o corpo e responder quaisquer questões que eles possam ter. Muitos irmãos e irmãs querem tocar o cadáver e estão, naturalmente, autorizadas a fazê-lo. Muitos deles trazem com eles uma carta especial ou um bilhete de amor, uma flor ou um brinquedo favoritos, e serenamente “aconchegam” o objeto sob o travesseiro.
Esses são momentos muito tocantes e nos mostram o amor e o cuidado que os irmãos desejam compartilhar nesse último momento. Caso não seja contrário à crença da família, nós podemos dizer à criança que ela pode falar com seu irmão ou irmã, que ele irá continuar a estar ciente dela, e que, às vezes, ele pode, até mesmo, visitá-la em seus sonhos. Essas crianças saem aliviadas e maduras, e estão mais bem preparadas para lidar com futuras mortes em suas vidas.
Os primeiros dias depois da morte e do funeral serão bem ocupados. Existem tantas coisas para se pensar e tantos parentes para acomodar, tantas portas para serem abertas e fechadas e tantas cartas para serem respondidas... Geralmente, isso é bom, desde que a ocupação nos proporcione momentos de distração e, às vezes, até mesmo, um sorriso ou uma risada, ambos necessários.
É depois que os vizinhos tenham parado de cozinhar e que os amigos e os parentes tenham partido que a solidão e o real pesar começam. Nesse instante, seja bom para você mesmo. Não espere que o seu luto dure para sempre ou que esteja concluído em um tempo determinado. Em verdade, não pense em tudo. Vá pensando sobre seus dias da melhor maneira possível. Chore quando você sentir necessidade de chorar e bata no travesseiro se você sentir necessidade de expressar a sua raiva. Faça as suas refeições ou cuide do seu jardim, dos seus filhos, do seu tempo, do seu cachorro e do seu emprego como você fazia antes. No início, será muito mecânico, mas tudo bem. Você tem o direito de sentir a sua dor. A dor faz tudo parecer sombrio – temporariamente.
Não faça do quarto do seu filho um santuário. Mas, por outro lado, não esconda as fotos e as recordações. Se você não pode decidir o que fazer com os brinquedos, a bicicleta ou, até mesmo, com as roupas, não faça nada. Não há pressa alguma. Concentre-se na vida, no seu companheiro, nos seus pais, que não somente sofrem pela sua aflição, mas também pela perda de um neto. Faça coisas com seus outros filhos; então, você poderá se concentrar nos seres vivos e parar de ficar conjecturando sobre realidades que não podem ser mudadas.
Você vai pensar por um bom tempo: “Tem algo que eu poderia ter feito diferente? Algo que eu omiti? Eu deveria ter notado as mudanças mais cedo e buscado fazer outra consulta médica?” Pensamentos como esse irão assombrar alguns pais por um bom tempo, mas a culpa e o medo são os maiores inimigos do homem. Alguns pensamentos são compreensíveis, mas você deve lembrar que pais nunca são médicos de seus filhos, mesmo se eles possuírem uma grande experiência na vida acadêmica. Pais são muito íntimos dos seus filhos para serem seus médicos especialistas. Lembre-se de que toda a culpa do mundo não alivia a alma – além de tudo, não está ajudando o seu filho que morreu. A culpa irá fazer você ficar emocionalmente doente e, se você não se liberar dela, você pode ficar fisicamente doente.
Aprenda a aceitar lentamente as coisas que você não pode mudar, e a se concentrar nos seus filhos vivos e naqueles que fazem parte da sua vida. Se você estiver solitário, pense nos milhares de pessoas solitárias da sua vizinhança. Compartilhe o seu tempo e o seu amor com elas, pois isso irá ajudá-lo a resistir à autopiedade e a cair no fundo do poço.
Existem tantos orfanatos para crianças e adolescentes não desejados onde você pode, literalmente, salvar uma vida, se você ousar a se envolver com um deles. A taxa de suicídio entre eles é assustadora, e, se você precisa de amor, dedique-se e o amor retornará cem vezes mais.
Fale com o seu filho que morreu, se isso lhe ajuda. Compartilhe com ele o seu progresso e mostre que você pode lidar com as tempestades da vida, porque a morte de um filho, geralmente, é um aprendizado de amor incondicional, e o amor incondicional não possui reivindicações, expectativas e nem exige a necessidade da presença física.
Com amor e bênçãos,
E. K. –R


segunda-feira, 21 de maio de 2012

'O NÃO DE ELOÁ' - 
ELOÁ CRISTINA PIMENTEL


UM ALERTA PARA OS PAIS!!!
Criando um Monstro


O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada?


Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? 
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?


O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. A garota disse não, não quero mais falar com você. 
E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.


Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os
programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.
Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.


Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. 
Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. 
Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. 
Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.
Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador converssasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.


Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.


O mundo está carente de nãos.
Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.
Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ).
Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.
Noras que não conseguem dizer não às sogras.
Chefes que não dizem não aos subordinados.
Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. 
E assim são criados alguns monstros.
Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.


Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. 
Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. 
Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer:
Não, você não pode bater no seu amiguinho. 
Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. 
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. 
Não, você não vai passar a madrugada na rua.
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. 
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. 
Não, essas pessoas não são companhias pra você. 
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. 
Não, aqui não é lugar para você ficar. 
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. 
Não, essa conversa não é pra você se meter. 
Não, com isto você não vai brincar. 
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.


Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.


Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.


Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias. 



TEXTO EXTRAÍDO ATRAVÉS DO GOOGLE - ARTIGO PUBLICADO NO JB, DA DRª MARIA ISABEL, PROFESSORA DE PSICOLOGIA, QUE DENOMINEI DE 'O NÃO DE ELOÁ'.
Isabel Alves
Centro de Apoio e Defesa da Cidadania-RJ
Encaminhado por sua aluna Danielli Pinho.

sexta-feira, 18 de maio de 2012





Palavras e atitudes 

Cada pensamento nosso, no qual colocamos crédito, provoca uma atitude. Nossas atitudes são frutos de nossas crenças. Agimos de acordo com elas. Cada atitude nossa movimenta as energias ao nosso redor e promove uma reação. É como quando estamos dentro de uma piscina. Qualquer gesto movimenta a água em ondas que vão e vêm, reagindo a nosso contato. 

Estamos todos mergulhados na mente universal, como quando estamos dentro da água, cercados de energias. Elas são neutras. São nossas atitudes que lhes dão padrão e as projetam para o futuro, provocando reações dentro do sistema, que reage e responde, devolvendo o resultado. 

Toda atitude nossa tem, portanto, uma resposta da vida. Mas como ela age sempre pelo melhor, essa situação não é definitiva. Quantas vezes vimos predições ruins que nunca se realizaram? É que as leis universais não agem para nos castigar ou punir. Em sua sabedoria, sabem que a punição ou o castigo nunca educaram ninguém. Ao contrário, quando modificamos nossas atitudes, elas apagam e substituem aquelas energias negativas que emitimos anteriormente pelas novas e melhores de agora. Com esse critério, aquelas reações dolorosas que estavam programadas em nossa vida são modificadas. 


Zíbia Gasparetto 

sábado, 12 de maio de 2012

Mães




Ser mãe é uma confusão. Uma mistura tão intensa de sensações e sentimentos. Ser mãe é uma caixinha de surpresas. 

Ser mãe é viver um dia de cada vez, uma fralda de cada vez, uma mamada, uma soneca, manha, beicinho. Tudo de cada vez.
Ser mãe é saber que é hora de quê sem olhar no relógio. É não ver o dia passar. 
Ser mãe é se encher de orgulho quando falam da sua cria. Pode ser um simples “Nossa! Que grandão!”
Ser mãe é ser assim. Ser forte sem ter noção da força.
É escolher com o quê ter paciência. É descobrir uma nova mulher em si a cada dia.
É não se importar com o resto do mundo, mas chorar ao pensar em que mundo seu filho vai crescer.
Ser mãe é não pensar tanto no futuro. É todo dia lutar pra ver seu filho feliz.
Ser mãe, aliás, é achar que um dia ele é a sua cara, mas no outro de seu só tem o pé.
Ser mãe é achar tudo lindo, tudo engraçado, tudo novo. É estar atenta as descobertas sem interferir muito. É aplaudir o acerto e ser firme no erro.
Ser mãe é não ter sono. Ou ter e fingir que ele não existe.
É deixar de lado a vaidade, mas se achar linda com olheiras e tudo.
Ser mãe, para a maioria, é esquecer que existe estria, celulite, peito caído, salto alto, bijuteria.
Ser mãe é ser polvo. É ter quantos braços forem necessários para carregar o carrinho, a bolsa, a chupeta, o paninho, o brinquedo e o filho. Ufa...
Ser mãe é procurar selo do Inmetro, peça pequena, peça grande, estímulo.
Ser mãe é conseguir. Conseguir amamentar, trabalhar, deixar na escola, deixar crescer.
É conseguir entender o choro e deixar chorar.
Ser mãe é ficar parada na beira do berço namorando aquele serzinho que dorme gostoso. 
Ser mãe é aguentar o tranco.
É sentir dor nas costas, nas pernas, nos braços. E não sentir mais nada quando um sorriso se abre, quando um choro pára.
Ser mãe é discutir com o pediatra, é questionar o medicamento, é acreditar nas dicas da avó.
Ser mãe é ter e ouvir os instintos. É ser leoa, ave de rapina. É ser desconfiada como a raposa e ágil como a lebre.
Ser mãe é ser filha também. É mais aprender do que ensinar e mais ensinar do que aprender.
Ser mãe é conviver. É deixar que convivam. É aproveitar cada fase do filho e de ser mãe.
É cortar as asas e é deixar que voe.
É correr pro abraço, esquecer o cansaço. E fazer tudo ao mesmo tempo.
É ter o coração quente, os olhos cheios de lágrimas, os braços cheios de força e a cabeça cheia de preocupações.
Ser mãe é ter sempre um filho a mais: o marido.
É entender o começo de tudo. É procurar explicações bem no fundo.
É suspirar. É concordar discordando.
É, desde o exame positivo, nunca mais estar sozinha, e mesmo sozinha, ter em quem pensar. É estar perto mesmo longe.
Ser mãe é seguir em frente não deixar que o tempo pare e é achar que passa rápido demais.
Ser mãe é continuar mãe, mesmo, que o que dê sentido a ela, não mais a acompanhe.
Ser mãe é ser mãe.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O PODER DAS AÇÕES


Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. 

Seu nome era Kyle.
Parecia que ele estava carregando todos os seus livros.

Eu pensei:
‘‘Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira? Ele deve ser mesmo um C.D.F’’!
O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho...
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle.
Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que ele caiu no chão.
Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.
Meu coração penalizou-se! Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos. 
Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: ‘‘Aqueles caras são uns idiotas! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria’’. Kyle olhou-me nos olhos e disse: ‘‘Hei, obrigado’’!
Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.
Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto antes, porque ele frequentava uma escola particular. 
Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros. Ele se revelou um garoto bem legal.
Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele. Meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse: 
‘‘Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!’’.

Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos. Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade.


Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F.

Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar. 

No dia da Formatura Kyle estava ótimo. 

Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola. Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos.
Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adoravam! Às vezes eu até ficava com inveja.

Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: ‘‘Ei, garotão, você vai se sair bem!’’

Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse:

-Valeu! 

Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso: 

‘‘A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar. Vou contar-lhes uma história: ’’

Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana! Contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.

Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso. 

‘‘Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável! ’’ Eu observava o nó na garganta de todos na plateia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza. 

Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão. 

Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.

Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior. 

Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre os outros de alguma forma. 



(Desconheço a autoria do texto)

sexta-feira, 4 de maio de 2012







"Toda a vida está mudando, todas as suas formas, e nós fluímos com o rio, ou nos recusamos. Se nós fluímos com o rio, podemos assimilá-lo; assim ele seguiu, nós fluímos e não sofremos. Aceite isso e seremos unos com você; resista e nós ficaremos feridos."


Christmas Humphreys

terça-feira, 1 de maio de 2012


VOCÊ É CAPAZ

Conta-se que numa tarde nublada e fria, duas crianças patinavam, sem preocupação, sobre um lago congelado. 
De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água. 
A outra, vendo que seu amiguinho se afogava debaixo da camada de gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, até que conseguiu quebrá-la e salvar seu amigo. 
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: 
"Como você fez isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!" 
Naquele instante apareceu um ancião e disse: 
"Eu sei como ele conseguiu." 
Todos perguntaram: "como?" 
E o ancião respondeu: 
"Não havia ninguém por perto para lhe dizer que não conseguiria fazer!" 

É bem possível que você já tenha desistido de algum projeto, ou deixado de tentar, porque havia alguém ao seu lado para dizer que você não seria capaz. 
É bem provável que, em algum momento, você tenha fraquejado diante de um empreendimento porque alguém demonstrou falta de confiança em seu potencial de realização. 
Muitos de nós somos demasiadamente influenciáveis pelos que nos rodeiam. 
O que devemos levar em conta, nesse contexto, é que nem todas as pessoas têm a mesma disposição e a mesma visão das situações. O que para uma parece impossível, para a outra é de fácil concretização. 
Existem, também, pessoas extremamente pessimistas, e enxergam barreiras em tudo. E outras são exageradamente entusiastas, e até um tanto inconseqüentes. 
Assim sendo, é importante que cada um saiba avaliar seu próprio potencial e se disponha a realizar o melhor para sua vida. 
Pense nisso! 
Quantas vezes você pensou em desistir, em deixar de lado ideais e sonhos... 
Quantas vezes bateu em retirada, com o coração amargurado pela injustiça... 
Quantas vezes sentiu o peso da responsabilidade, sem ter com quem dividir... 
Quantas vezes sentiu solidão, mesmo tendo pessoas à volta... 
Quantas vezes falou, sem ser notado. 
Quantas vezes lutou por uma causa perdida. 
Quantas vezes voltou para casa com a sensação de derrota... 
Quantas vezes as lágrimas teimaram em cair, justamente quando precisavas parecer forte... 
Quantas vezes pediu a Deus um pouco mais de força, um pouco mais de luz... 
A resposta sempre acaba vindo, seja lá como for: um sorriso, um olhar de aprovação, um cartão, um bilhete, um gesto de gratidão, de amor... 
E você insiste! 
Insiste em prosseguir. Em acreditar mais uma vez, em transformar, em dividir, em estar, em ser... 
E você sabe porque insiste em continuar? 
Porque sabe que tem uma missão a cumprir. 
Por essas e outras razões, tenha sempre em mente que você é capaz, senão Deus não teria lhe confiado essa missão que só você é capaz de realizar.

Texto extraído do site: www.momento.com.br