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domingo, 29 de maio de 2011

Depoimento


Carissima amiga Zelinda, mais uma vez quero solidarizar-me com vc pelo belíssimo trabalho que desenvolve junto à população de Curitiba/Pr  e de outros estados. Você minha querida é uma abnegada, pois na dor da morte do seu amado neto (com 14 anos) doou-se nesse trabalho realmente maravilhoso e consolador para os que sofrem. Amo-a amiga, conte comigo sempre. Beijos fraternos, Syomara (PARA OS QUE ENVIO ESSE E-MAIL TOMAREM CONHECIMENTO DO TRABALHO LINDO DESSA MINHA ADORAVEL AMIGA CURITIBANA.)

quinta-feira, 26 de maio de 2011


A lição da culpa

Há alguns anos, Sandra ficou encantada quando Sheila, sua melhor amiga, convidou-a para ser dama de honra em seu casamento. No dia, Sandra foi em seu carro novo buscar a noiva para levá-la à igreja.
Estava chovendo e Sandra estacionou na garagem aberta do prédio de Sheila. A dama de honra ajudou a noiva a carregar para o carro as roupas que iria trocar depois da cerimônia e a bagagem da lua-de-mel. Sandra estava prestes a se sentar no banco do motorista quando Sheila disse: “Quero dirigir”
“Você não pode ir dirigindo pra seu próprio casamento!”
“Por favor, insistiu Sheila. “Isso vai me distrair e evitar que eu fique pensando em um milhão de coisas, inclusive que o sol decidiu não comparecer ao meu casamento.”
Sandra concordou e lá se for am elas. Percorreram os poucos quilômetros até a igreja enfrentando um verdadeiro temporal. De repente, o carro derrapou, Sheila perdeu o controle da direção, o carro bateu em um poste e a noiva morreu instantaneamente. Sandra quebrou alguns ossos, mas sobreviveu. Ou seja, sobreviveu fisicamente. Sua psique, no entanto, focou gravemente ferida.
Até hoje, vinte anos depois, Sandra é atormentada pelo que aconteceu naquele dia. “Se ao menos eu estivesse dirigindo”, queixou-se ela, “Sheila ainda estaria viva.” 
Fiz algumas perguntas a Sandra enquanto conversava com ela. “Você tem certeza absoluta de que Sheila teria sobrevivido se você estivesse na direção? Você sabia que ia acontecer um acidente? Você sabia que ela ia morrer? Você sabia que iria sobreviver e ela não?” a resposta a todas essas perguntas foi não. 

“Não, mas eu estou viva e ela morreu!”

Estava claro que Sandra ainda era incapaz de se livrar da culpa. Perguntei: “Se as coisas tivessem acontecido ao contrario e você tivesse morrido, o que você gostaria que Sheila lhe dissesse? Em outras palavras, se em vez de você, fosse ela que estivesse aqui, e você pudesse falar com ela, o que lhe diria? Se você visse sua amiga, décadas depois, ainda atormentada pela culpa, o que você lhe diria a respeito do acidente?”
Sandra levou um minuto para realmente se colocar no lugar da amiga. 

“Eu diria: era eu que estava dirigindo, e eu era responsável pelas minhas decisões. Ninguém me obrigou a dirigir e ninguém poderia ter me impedido. Era o dia do meu casamento e eu não teria aceito um não quando disse que queria dirigir”. Os olhos de Sandra se encheram de lagrimas e ela continuou: “Eu diria: Não foi sua culpa. Aconteceu. Não quero que você desperdice a sua vida se sentindo culpada”. 

fonte: grupo casulo

segunda-feira, 23 de maio de 2011


Tão só

"Fiquei arrasada ao perder meu marido, o qual era meu melhor amigo, Não há palavras que possam descrever a solidão e a desolação que eu sinto. Completamos cinquenta e dois anos de casados, e eu sinto como se tivesse perdido uma parte de mim mesma."
"Pensei que estivesse preparado para a morte e para estar sozinho, mas depois de trinta e cinco anos de matrimônio penso que é impossível estar preparado."
"Quando todo o mundo voltou para casa após o enterro, eu me sentia totalmente perdido e triste. Eu não sabia o que fazer. Voltei a trabalhar logo depois, mas fiquei terrivelmente cansado e me dava vontade de chorar por qualquer coisa. Eu me sentia culpado. Eu me sentia vazio."

A morte é uma afronta. Intelectualmente nós podemos tentar nos enganar pensando que a morte somente faz parte do ciclo da vida, mas quando bate a nossa porta entramos em choque. Nós não esperamos a morte, e sua irrevocabilidade pode ser aterrorizante.
O luto é um processo longo. Não nos recuperamos em dias ou semanas, como se acabássemos de sair de uma gripe. Precisamos de muito tempo para nos acostumarmos com a perda de alguém que era parte integrante de nossa vida.
A perda desencadeia sentimentos fortes. É comum as pessoas pensarem que estão enlouquecendo, mas sentimentos confusos são perfeitamente normais. Outro sentimento comum e que, por vezes, surpreende, é a raiva. Pode ser raiva do ente querido por ter falecido ou, até mesmo, duma coisa trivial como não ter cortado a grama 'antes de sair e sofrer um acidente!'
Não importa se nossa fé é fraca ou forte, temos direito a nos sentirmos abandonados. Perder alguém que nós amamos, nos deixa com um sentimento de vazio e as pessoas deveriam dar valor a isso. De qualquer forma, é o preço que pagamos pela dádiva do amor humano.
A morte é parte natural da vida. Permite que nosso espírito passe além da morte.
Deus compartilha de nossa dor. Deus está conosco na profundidade da dor da perda, da raiva e da confusão.

"Experiences of Bereavement", Helen Alexander

sábado, 21 de maio de 2011

Se eu soubesse...


Se algum dia eu soubesse que nunca mais veria você eu lhe daria um abraço mais forte. 
Se eu soubesse que seria a última vez a ver você eu lhe daria um beijo e o chamaria para dar mais um. 
Se eu soubesse que seria a última vez a ouvir a sua voz eu gravaria cada movimento e cada palavra, para revê-los depois todos os dias. 
Se eu soubesse que seria a última vez que eu poderia parar mais um ou dois minutos para dizer-lhe: "Gosto de você..!!!!" ...eu diria, ao invés de deixar que você presumisse. 
Se eu soubesse que hoje seria o último dia a compartilhar com você... o sentiria muito mais intensamente em vez de deixá-lo simplesmente passar. 
Sempre acreditamos que haverá o amanhã para corrigir um descuido... para ter uma segunda chance de acertar. Será que haverá uma chance para dizer: "posso fazer alguma coisa por você"? 
O amanhã não é garantido para ninguém, seja para jovens, ou mais velhos, e hoje pode ser a última chance de abraçarmos aqueles que amamos. Então, se estamos esperando pelo amanhã, por que não agirmos hoje? 
Assim, se o amanhã nunca chegar, não teremos arrependimentos de não termos aproveitado um momento para um sorriso, para um abraço, para um beijo, uma gentileza, porque estávamos muito ocupados para dar a alguém o que poderia ser o seu último desejo. Abracemos hoje aqueles que amamos, sussurremos em seus ouvidos, dizendo-lhes o quanto nos são caros e que sempre os amamos. 
Encontremos tempo para dizer:
- Desculpe-me. Perdoe-me.- Obrigado. Eu perdôo você... 
Sempre há tempo para amarmos e se não houver amanhã, também não haverá remorsos de hoje para carregarmos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Com o Tempo Melhora?



"Muita gente, depois de perder alguém querido, escuta, dos outros, frases do tipo:
-          O tempo cura todas as feridas.
-          Com o tempo a dor diminui.
-          O tempo faz a gente esquecer.
Eu também escutei. E, mesmo hoje, já passados nove anos que meu filho morreu, eu não sei se essas frases são verdadeiras.
Certa vez, observando pessoas que, por algum motivo, perderam uma das pernas (ou mesmo as duas), percebi como elas faziam com as muletas.
No começo as muletas machucam, incomodam, ferem as mãos, as axilas. É ruim andar com elas, desequilibram. Elas obrigam quem as usa a inventar um novo passo, um novo jeito de caminhar, dão um ritmo diferente.
As muletas nunca lhes devolverão a perna perdida, mas aos poucos as pessoas vão se adaptar a elas. As muletas vão se tornando parte das pessoas e possibilitam que elas continuem a se locomover e a viver com dignidade.
Com certeza seria muito melhor ter as pernas, mas é preferível usar as muletas do que ficar parado.
Eu penso que, quando a gente perde alguém querido, a vida nos possibilita usar muletas.
Nem de longe essas muletas nos trarão de volta o que perdemos, mas nos possibilitarão continuar nossa caminhada. Certamente serão passos diferentes, outro tipo de equilíbrio e de valorização dos acontecimentos cotidianos, mas daremos conta de seguir em frente, com firmeza e segurança.
Penso que nem mil anos nos fariam esquecer aqueles que amamos muito, ou farão desaparecer a dor e a saudade que sentimos, mas a dor e a saudade poderão se tornar nossas muletas.
No início será mais difícil. Seremos muito machucados por elas, mas com o tempo nos adaptaremos a esse novo modo de continuar a vida e, por mais absurdo que possa parecer, ainda teremos a possibilidade de sermos felizes".


maria marta pinto ramos

segunda-feira, 16 de maio de 2011





Luto como processo natural da condição humana 

Fernanda A. Linhares Guimarães 

A morte é a única certeza de nossas vidas. Essa certeza vem da constatação da finitude da vida 

Em nossa cultura Ocidental, a idéia de morte vem acompanhada de um grande pesar, medos e angústias, que, muitas vezes, nos dificultam encará-la como um processo natural da condição humana. 


Por que nos sentimos tão ameaçados frente à morte de um ente querido? 


Quando perdemos uma pessoa querida, além da angústia e tristeza que a saudade nos impõe, também nos sentimos ameaçados frente à sua morte. Esta nos aproxima da nossa própria condição humana e do fato de que a morte também nos permeia, e fatalmente nos atingirá um dia. Isso nos torna ainda mais vulneráveis, e m um momento que já é tão difícil. 


O que é o Luto? 

Para Freud (1916) “luto é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido, como o país, a liberdade, o ideal de alguém e assim por diante”. 

Aqui, vamos nos ater à perda de um ente querido. É importante ressaltar que o luto é um processo que se inicia com a perda propriamente dita e se desenrola até o período de sua elaboração – quando o indivíduo enlutado volta-se, novamente, ao mundo externo. 

Para a Psicanálise, desde que o luto seja superado, ele não é considerado uma condição patológica, mesmo que traga consigo grandes mudanças no estilo de vida de quem o vivencia, tal como a perda de interesse por atividades do cotidiano e pelo convívio social. 

Como identificar o processo de enlutamento? 

Cada indivíduo reage ao luto de forma distinta, variando de a cordo com sua estrutura emocional, suas vivências e sua capacidade para lidar com perdas. 

É fundamental que esse processo de enlutamento seja vivenciado até que ele seja superado, para que a dor da perda não fique reprimida e se manifeste posteriormente como algum outro sintoma. Esse é um processo lento e sua melhora gradual, com período de duração variável para cada pessoa. 

O processo de enlutamento é, normalmente, vivenciado através de um ou mais sintomas abaixo: 

•Entorpecimento - O indivíduo recentemente enlutado sente-se descrente, em choque, atordoado, desamparado. Isso acontece devido à dificuldade em aceitar a perda. 
•Negação – Se apresenta como mecanismo de defesa frente a essa situação tão dolorosa. 
•Anseios - Crises intensas de choro e Dor profunda – A perda pode gerar um grande anseio por reencontrar a pessoa morta. A impossibilidade desse reencontro pode gerar crises intensas de chor o e dor profunda, assim como uma preocupação excessiva com seus pertences e objetos que tornem sua lembrança viva. 
•Culpa – Em muitos casos, esse sentimento é bastante presente. O enlutado pode, ao relembrar alguns eventos vivenciados com a pessoa morta, achar que deveria ter agido de forma diferente nessas ocasiões, ou, até mesmo, que poderia ter evitado sua morte. 
•Raiva, desespero, falta de prazer e hostilidade - Muitas vezes, o enlutado se volta contra amigos, familiares, médicos, Deus e, quando há o sentimento de culpa, contra si mesmo. Ele pode vir a se afastar dos amigos e do convívio social assim como perder o prazer e interesse no mundo externo, tanto em atividades novas quanto costumeiras. 


Como superar o Luto? 

A superação do luto se inicia quando o enlutado passa a construir um novo tipo de vínculo com a pessoa morta, fazendo com que a relação seja preservada em outro patamar, ou seja, quando o indiv íduo falecido é internalizado, continuando, assim, a viver no mundo interno do enlutado. 

O sofrimento começa, então, a diminuir e ele torna a resgatar laços sociais, retomando vínculos antigos e construindo novas relações. 

Podem ocorrer recaídas, principalmente em datas que lembrem o indivíduo falecido, como aniversários de nascimento ou de morte, porém o apoio e a compreensão, tanto dos amigos quanto dos familiares, ajudarão a fazer do processo de enlutamento algo mais suportável. 

Com o tempo, o enlutado volta a se inserir no mundo externo de modo pleno e, normalmente, com sua capacidade de suportar perdas aumentada, amadurecida. 


fonte: grupo casulo

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Zelinda,
Não é um simples agradecimento. É a constatação de que pessoas que nos cercam são maravilhosas, como você. O Coritiba recebeu seu e-mail e eu o li aqui em casa. Com tantos dissabores, principalmente no ano passado, com  tantos falsos amigos em volta  debaixo de um manto de falsidade   humana, fui constatar que ainda existem pessoas como você., que merece tudo o que o mundo pode proporcionar de bom e receber as bençãos de Cristo.  Fui ao jogo com o Gabriel  com meu neto Daniel. Parecia que lá em cima o Bruno dava as ordens, para aquele fantástica exibição do Coritiba.. E eu que em momento vários de minha escondidas lamentações, só pedia para sumir, mas a força do meu filho e de minha adorada Eliane, me seguravam. Agora estou renovado, graças á você. Que Deus a recompense, é o mínimo que posso lhe desejar. Esperemos nossa próxima viagem para uma recompensa para mim, que é a de passarmos juntos alguns dias. 
Vinícius

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Se eu pudesse escrever no blog escreveria que mesmo morando tão longe do Brasil agora, agradeço a Deus por ter tido a chance de trabalhar tão perto do Peter por mais de 4 anos. Minhas manhãs, tanto na Rádio Clube, quanto na Paraná Educativa eram muito alegres e cheias de surpresas, só pelo fato do Peter estar por perto. Era muito bom produzir e apresentar os programas com ele. Sempre adicionava uma perspectiva esperta e real aos fatos. O Peter era o indomável, jamais sabíamos o que sairia de sua boca! Ele, sempre afiado, não poupava as verdades e era uma tremenda fonte de inspiração. Obrigada Senhor por ter me dado a oportunidade de aprender e conviver com o Peter Jr. Sei que ele está em paz. Sei que ele reconhece e beleza da vida e sei que ele continua emitindo sua linda energia sobre nós.
Fique em paz meu querido amigo e mestre! Te amava como um irmão, como um pai. Te amo como energia e como uma grande lição de vida!

Renata Pagnoncelli
 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Piter Junior

Agradecimento


O céu realmente está mais alegre, bem informado e com mais comunicação,  com a chegada do meu amigo Piter Junior, no domingo dia 08 de Maio, ele faleceu.
Foi um período bastante difícil com muito sofrimento em sua doença, mas, ele com muita dignidade e com o amor dos amigos,  familiares e principalmente da sua companheira, conseguiu partir em PAZ.
O grupo dos Amigos Solidários na Dor do Luto, não tem palavras para agradececer tudo o que você fez por nós, divulgando o nosso trabalho, falando e elogiando muito a credibilidade do grupo junto as pessoas que estão vivenciando, essa dor tão profunda:  a dor da alma! Ele entendia muito bem, pois seu único filho tinha falecido... acreditamos que o reencontro, depois de tantos anos, tenha sido somente de felicidade!
Obrigada por tudo que você fez por nós...
Até o nosso reencontro.
Zelinda  e os participantes do Grupo Amigos Solidários na Dor do Luto.


Quando um homem morre é como uma biblioteca inteira se incendiasse
                                                                                                                                 (antigo proverbio indiano)

Se você leu até aqui continue.
Por educação.
Porque Educação é a única maneira de nós todos continuarmos.
Educação é tudo na vida.
Quando você diz bom dia, é Educação.
Quando você aprende a ler ou voar é Educação.
Quando você planta uma árvore ou deixa de jogar poluentes nos rios e mares, é Educação.
Quando você passa por um museu, um teatro, uma igreja ou um lugar histórico e entende o que isto significa, é Educação.
Educação é o maior patrimônio de um ser humano.
Porque Educação não é só aprender a ler e escrever.
E, neste processo, aprendendo sobre você mesmo.
Muito mais: Educação são todos aprendendo sobre todos.
Educação são 180 milhões perguntando quem somos e para onde vamos.
E descobrindo a magia e o poder das respostas.
Quem tem Educação, tem muito mais do que um país.
Tem uma nação.
E quando cada ser humano nasce, é como se um uma biblioteca inteira começasse a ser construída.
Um processo que não termina nunca.
E se chama futuro.
Educação é tudo!

domingo, 8 de maio de 2011

Olá meus amigos e amigas:
Neste dia das mães a minha homenagem para todos vocês que ainda tenham a felicidade de ter suas mãezinhas vivas e para aquelas que partiram antes de nós.
Para vocês, meus amigos homens, o meu carinho pelas suas mães e esposas neste dia.
Para vocês, mãezinhas que conheci no grupo e hoje minhas grandes amigas  o meu amor e o meu carinho.

Amos vocês! Rosa vermelhaCoração
Zelinda

sábado, 7 de maio de 2011


Por ti mamãe

Hoje que aqui estamos sentimos com orgulho e reconhecimento que existe alguém ao longo da nossa caminhada.
Presente ou ausente, viva ou talvez já morta, será sempre Alguém,
Dentro de nós – a nos acompanhar,
Até o fim da nossa vida,
Estejamos onde quer que estejamos,
Sejamos quem quer que formos.
Há uma mulher, na história da nossa vida, que é muito mais do que uma simples mulher.
É A NOSSA MÃE.
Ela esperou ansiosamente por nós antes do nascimento.
Alegrou-se quando nos viu pela primeira vez. Acolheu-nos com suas mãos. Embalou-nos com seus braços. E depois... Sorriu e chorou e cantou sobre nós!
Esta Simples Mulher fez o nosso berço – berço singelo – pobre ou rico, mas preparado sempre com a inteligência do Artista e com o amor de MÃE.
Esta Simples Mulher, resiste a tudo – ao frio, a fome, ao sono, ao cansaço, ao desespero, ao impossível. MAMÃE não adoece e nem envelhece, porque a vida de seu filho vale mais que a sua.
E assim nós começamos a existir, num berço, que balança noite e dia para cá e para lá.
E para esta criança que ri e chora, que ora acorda e ora dorme, que enferma e faminta basta uma simples mulher que de mãos vazias, sabe aplicar com acerto a medicina da vida.
Você que está aqui neste DIA das MÃES. Você tem coragem de olhar com olhar sereno para o rosto de sua Mãe?
Você que ficou criança, que ficou jovem, que ficou adulto, não poderá ignorar nunca, que por trás das etapas de sua vida, há muitas lágrimas secretas, muitas horas de sono perdido, de angustias, de abnegação, de altruísmo e renúncia.
Será que você faz justiça aquela que mais o amou?
Antes que você existisse – Ela existia...
Por trás da sua infância estão as suas Mãos.
Por trás da sua da sua juventude, está Outra juventude, que se consumiu e se desgastou por você.
Se hoje você é alguém, não esqueça nunca...
Que outro alguém existiu
Antes de Você
Por você...
É sua Mãe!
Para sempre
Sua Mãe!



sexta-feira, 6 de maio de 2011


Ser mãe...
A arte de se tornar dispensável Por Maura de Albanesi


Uma mulher, antes de querer ser mãe, deve se perguntar se está disposta a se doar, abdicar parte do seu tempo para alguém, e se está madura o suficiente para não querer nada em troca.

O ditado "Ser mãe é padecer no paraíso" é válido para as mulheres que não sabem o que é doação, pois o ato de doar é puramente um ato de amor.
Estar imerso no amor é estar no paraíso, e não há como padecer dentro dele.

As dores de mãe são proporcionais à ligação do cordão umbilical com o filho. Cortar esse cordão é o primeiro ato do amor materno, pois significa reconhecer uma alma independente da sua e começar a trilhar o longo caminho do desapego, tendo a consciência de que esse filho foi apenas concedido pelo Pai (Deus) para que guie seus primeiros passos e, depois, o entregue ao Pai (Vida). Quando a mulher aceita a função temporária de ser mãe não indaga como será a alma gerada, mas abre o seu coração para receber, sentindo-se honrada, pois o Pai lhe confiou seu filho.

Toda e qualquer expectativa, seja ela do filho sobre a a mãe ou da mãe sobre o filho, afasta a possibilidade de um real encontro entre ambos. As expectativas geram julgamentos e preconceitos que dificultam a manifestação do amor.

Aceitar o filho, tal qual ele é, é outro ato de amor valiosíssimo que reina no coração de muitas mães. Aceitar não significa encobrir os erros, mas transcendê-los através do amor. Só se ama alguém quando se conhece os aspectos positivos e negativos da pessoa; antes disso, há somente ilusão.

Por isso dizemos que as mães amam seus filhos verdadeiramente, porque os conhecem, os aceitam e os liberam para a vida. Conforme os anos vão passando, percebem que a função de mãe perdeu a relevância, pois o filho já caminha só. É quando, por amor, ela se vira e entrega o filho para outro alguém, com a certeza de que cumpriu sua missão, que deu o melhor que tinha e podia, e que, se não fez mais, foi por pura impossibilidade, e não por falta de vontade. Esse sentimento é pleno de amor, pois toda mãe reconhece e sabe exatamente o que já fez por um filho, e que não há palavras neste mundo para enumerar e dar significado às noites mal dormidas, às mamadas intermitentes e às aflitivas noites de espera por um telefonema ou qualquer notícia de seu pequeno ou, em muitos casos, já grande filho.

"Mamãe, eu nunca me senti tão filha como na minha orfandade, hoje e todos os dias tenho uma vontade imensa de te abraçar.
Costumo sempre dizer que você não corta o cordão umbilical quando nasce, mais sim quando elas falecem, perdemos a maior amiga, a pessoa que mais te ama, que te aceita com todas as qualidades e te perdoa com todos os teus defeitos.
O que nos fortalece é que carregamos dentro das nossas entranhas um pedaçinho delas.
Uma célula que vai perpetuar por muitas gerações.
Peço a sua Bênção, sua filha Zelinda."

quarta-feira, 4 de maio de 2011



RETRATO DE MÃE

Mãe.
Uma simples mulher que existe,
pela imensidão do seu amor,
tem um pouco de Deus,
e muito de anjo;
Mulher que pela incansável solicitude de seus cuidados,
ainda jovem, tem a tranquila sabedoria de anciã,
e, na velhice, age com o admirável vigor da juventude.
Mulher que sendo pobre,
tem como recompensa a felicidade dos que ama,
e quando, rica, daria todo os seus tesouros
para não sofrer no coração a dor da ingratidão.
Mulher que sendo forte, estremece ao gemido de uma
criança, e sendo frágil, consegue reagir
com a bravura de um leão.

Mulher que quando, viva, não sabemos lhe dar o valor
porque à seu lado, todas as dores se apagam.

Entretanto quando morta, daríamos tudo o que somos 
e tudo o que temos para vê-la de novo,
e por um só momento receber dela um só afago, 
e ouvir de seus lábios, uma só palavra.




terça-feira, 3 de maio de 2011



Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

- Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança:
- Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá? 

Deus:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você... a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.

Criança:
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus:
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.

Criança:
- E o que farei quando eu quiser Te falar?

Deus:
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.

Criança:
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus:
- Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.

Criança:
- Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.

Deus:
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.

Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada, pediu suavemente:

- Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.

E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo... MÃE!

domingo, 1 de maio de 2011

MÃE


Uma mãe nunca deixa seu filho em casamesmo quando não o carrega consigo.”

Margaret Culkin Banning