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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A cura dos sentimentos livro de Adriana Potexki



Ao primeiro contato que tive com Adriana Potexki, logo percebi que se tratava de alguém muito especial. Ao ler as primeiras páginas de "A cura dos sentimentos", fui logo tomada por grande emoção ao me deparar com um relato extremamente sensível e comovente...
Este livro aborda dores profundas, traumas e posicionamentos que o ser humano toma ao longo da vida para se proteger. Como proteção, fecha-se tanto a ponto de cruzar os braços para a vida, para o cônjuge, para os filhos e para o mundo.
A autora nos ensina como nossos sofrimentos afetam nosso corpo, nosso cérebro, e nos mostra que milagres podem acontecer quando nossa criança divina é acordada.
Depois desta leitura, certamente ninguém ficará indiferente diante de uma narrativa que mostra um trabalho magnífico transformando relações, pessoas e visões do mundo.
Um grande convite para reflexão.


            Veronica Fukuda

fonte: http://www.psicologaadriana.com


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cada pessoa é única





As teorias sobre a duração das fases do luto são apenas teorias.
É simplesmente um guia que ajuda saber em que estágio nos encontramos.
Cada pessoa é única e deve escolher o seu próprio ritmo.

É preciso saber que o nosso luto é só nosso. Ninguém jamais o viveu ou poderá viver por nós. É à nossa maneira e ao nosso ritmo que teremos que o resolver.

Muitas vezes, os familiares e amigos têm tendência a nos impor uma determinada forma de fazer a nossa caminhada.
Alguns, incapazes de suportar o sofrimento, diz-nos que é para não chorar, para tentar, esquecer, para aceitar...

Não precisa dar ouvido a uns e a outros. Nem sempre eles entendem da nossa dor.
Você mesmo tem condições de saber se está no caminho certo da cura.

Como saber isso?
Quando:
 Queixo-me menos da minha dor.
 Sinto-me menos vulnerável.
 Começo a ter interesse pelo que me rodeia.
 Os meus pensamentos são mais claros.
 Julgo com mais segurança.
 Há maior constância naquilo que sinto.
 Voltei a me concentrar.
 Tenho mais interesse pelo trabalho.
 Sinto um novo gosto pela vida.
 Redescobri um livro que já tinha esquecido há muito tempo.
 Surpreendi-me a rir com uma cena de um filme à qual, anteriormente, não acharia graça nenhuma.

Quando você sentir que está tomando consciência destas alterações, então, pode dizer:
”Eu estou no bom caminho."

Jean Monbourquette 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cuidando de nós

Fonte: DHnet
Apenas o tempo não é suficiente para reparar o luto. Pense sobre essas sugestões:
  • aceite o seu luto
Este é o primeiro passo na resolução da perda de um ente querido. Reserve tempo para ser compreensivo consigo mesmo e aceitar seus sentimentos.
  • Comunique-se aberta e honestamente
Compartilhe seu luto. Divida suas memórias e pensamentos com aqueles que podem ouvir e entender sua perda sem fazer julgamentos ou oferecer conselhos que pareçam inadequados. Converse com pessoas de sua confiança. Você não vai protegê-las calando suas emoções. Pelo contrário, as pessoas próximas podem ficar confusas e incertas sobre como devem agir, se você não falar sobre suas necessidades. Essa situação é muito comum quando há crianças envolvidas. Elas podem culpar-se pela sua infelicidade.
  • Cuide de si mesmo
Siga uma dieta nutritiva e faça exercícios regularmente. Isso pode aliviar uma eventual depressão e ajudá-lo a dormir melhor.
  • Oração, meditação e recolhimento
Este pode ser um momento para aprofundar sua compreensão da vida. Caminhar ou passar algum tempo em ambientes naturais e tranqüilos pode tornar-nos conscientes da natureza mutável de muitas coisas. Ou você pode querer visitar algum local de devoção particular, de sua preferência ou realizar um retiro.
  • procure auxílio
Pessoas enlutadas freqüentemente se unem ou formam grupos para amizade e auxílio mútuo. Permitir que os outros se dêem a você é às vezes um grande apoio. Dar de si aos outros é freqüentemente um passo importante na resolução do seu próprio luto.
  • Auxílio profissional
Um terapeuta ou um religioso pode ajudá-lo a resolver algumas das questões mais complexas que possam surgir.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O luto é inevitável



    Fonte: bemzen
    A morte é a experiência mais  angustiante que passamos. Mais cedo ou
    mais tarde, iremos sofrer a perda de alguém próximo, pode ser um amigo, um amor, um parente próximo. Na nossa cultura, falamos e pensamos muito pouco acerca da morte. Por isso, não aprendemos a lidar com o luto: como nos faz sentir, o que devemos fazer, o que é "normal" acontecer - e de o aceitar.

    Vou tentar aqui esclarecer algumas das características principais do
    luto como, às vezes, podemos ficar presas a ele e a ajuda que poderemos e deveremos procurar.

    O luto é um processo que ocorre imediatamente após a morte de alguém que amamos. Não é um sentimento único, mas sim um conjunto de sentimentos e emoções que requer um tempo para serem digeridos e resolvidos e que não pode ser apressado, cada um de nós tem um "tempo emocional" que deve ser respeitado. Apesar de sermos indivíduos com características próprias, a forma como vivenciamos o luto é muito semelhante na maioria.

    Enxurrada de emoções
    Nas horas e dias seguintes à morte, a maioria das pessoas passa pela fase da negação ou descrença, ficando totalmente "atordoada", como se não pudesse acreditar no ocorrido. Mesmo quando a morte era esperada, este sentimento pode surgir, mesmo que seja com menor intensidade. Este sentimento de torpor ou dormência emocional, como se estivéssemos nestesiados, pode ajudar a levar a cabo todos aqueles procedimentos burocráticos inerentes a este processo, mas pode tornar-se num problema se continuar a subsistir. Ver o corpo da pessoa falecida pode, para alguns, ser uma forma de começar a ultrapassar isto e começar a superar a perda. Da mesma forma, para algumas pessoas, o velório e o enterro podem ser situações onde a realidade começa a ser encarada. Apesar de ser difícil lidar com estas situações, o fato é que elas constituem um modo de dizer adeus àqueles que amamos. Estes acontecimentos podem parecer demasiadamente dolorosos, mas o fato é que fugir a eles pode trazer problemas mais tarde, muitas vezes, provocando um certo arrependimento.

    Depois da fase de "negação", poderá surgir um período de grande agitação, ansiedade e ânsia pelo que foi perdido. Surge o sentimento de querer encontrar essa pessoa seja de que maneira for, mesmo que tal seja impossível. Por isto, nesta fase a pessoa começa a não conseguir relaxar ou a concentrar-se e o sono pode ser muito agitado. Os sonhos que surgem nesta altura podem ser muito confusos, pode surgir o medo de dormir sozinho ou no escuro.

    Algumas pessoas chegam mesmo a "ver" quem perderam, na rua, em casa. Com muita freqüência, a pessoa em luto sente-se muito zangada e revoltada contra médicos e enfermeiros que não conseguiram impedir a morte que agora lhe pesa, contra os amigos e familiares que nunca deram o seu máximo. É comum também sentir raiva da pessoa que morreu, que foi embora e assim a deixou, abandonou.

    Culpa
    Vamos falar de outro sentimento comum: a culpa. Quando se perde alguém, é comum começarmos a pensar em tudo aquilo que podia ter sido feito ou dito para aquela pessoa ou ainda o que podia ter feito para impedir essa morte. Claro que a morte é um acontecimento que está além do controle seja de quem for e a pessoa em luto deve ser lembrada disso o tempo todo, se for necessário.

    A culpa também pode surgir depois de se sentir alívio pela morte de alguém que nos era muito querido, mas que sabíamos estava a sofrer. Este sentimento é normal, compreensível e muito comum. Essas fases podem ser seguidas rapidamente de períodos de grande tristeza e depressão, retiro e silêncio. Estas mudanças súbitas de emoções podem deixar amigos e familiares confusos, mas faz parte do processo natural de luto. Crises de choro e angústia intensa podem surgir a qualquer momento. Algumas pessoas podem não conseguir perceber estas crises ou ficar sem saber o que fazer quando elas acontecem. Poderá haver uma tendência da parte da pessoa em luto para evitar as outras pessoas, mas isto pode trazer problemas futuros e, por isso, será melhor que volte à sua "vida normal" o mais rapidamente possível. Durante este período, pode parecer estranho aos outros que a pessoa em luto passe muito tempo sentada, sem fazer nada, mas o fato é que ela estará a pensar em quem perdeu, recordando constantemente os bons e maus períodos que passaram juntos. Esta é uma fase silenciosa, mas essencial à resolução do luto.

    À medida que o tempo passa, a angústia intensa resultante do luto começa a desaparecer. A depressão atenua-se e será possível, finalmente, começar a pensar em outros assuntos e até em novos projetos. É importante salientar que o sentimento de perda nunca desaparecerá por inteiro. Depois de algum tempo, deve ser possível sentir-se de novo "completo", apesar de faltar sempre uma parte de si que nunca será substituída. Quando sabemos disso e admitimos esse processo será menos dolorido.

    Como ajudar nesse momento?
    A família e os amigos podem ajudar a pessoa em luto passando um tempo com ela demonstrando que estão presentes para o que for necessário neste período de dor e tristeza. É importante que a pessoa em luto, se necessitar, tenha alguém com quem chorar e falar sobre a perda sentida, sem que o "amigo" fique dizendo para se recompor e refazer a sua vida. Nesse momento, o que ela precisa e falar e ser ouvida, pois o "falar" nessa fase é "terapêutico". Com o tempo, a pessoa em luto se restabelecerá, mas não antes de ter chorado tudo, de ter falado sobre a pessoa e a perda.

    Não devemos esquecer que datas importantes (o dia do aniversário, do casamento, etc.) poderão ser particularmente difíceis de reviver e pôr a pessoa em luto a participar ativamente na preparação de tais celebrações poderá ajudá-la a não se sentir tão sozinha. É importante dar o tempo necessário para que a pessoa em luto possa superar sua dor, pois de outra forma poderá vir a ter problemas no futuro.

    Ficar "preso" ao luto
    Há pessoas que parecem não passar pelo processo de luto, que não choram no velório ou no funeral e até evitam falar da pessoa que perderam. São pessoas que voltam à sua vida "normal" e retomam a rotina muito rapidamente. Esta pode ser sua forma normal de lidar com a perda sem conseqüências negativas, mas outras pessoas poderão, ao contrário, sofrer sintomas físicos e desencadear um processo depressivo. Algumas pessoas podem não ter a oportunidade de passar pelo processo de luto da melhor forma, uma vez que têm de continuar a sua vida profissional ou familiar, não tendo tempo de "passar" pelo luto.

    Algumas pessoas podem iniciar o processo de luto, mas permanecer nele sem o resolver. Nestes casos, a dor e a angústia por quem se perdeu mantêm-se e podem mesmo passar anos sem que a situação seja realmente resolvida. Nestes casos, a pessoa pode continuar a não aceitar que perdeu quem faleceu, mantendo-se na fase de descrença referida atrás ou, por outro lado, só conseguir pensar em tal pessoa, mantendo, por exemplo, o quarto da pessoa falecida intacto e como uma espécie de local de culto.

    Ocasionalmente, a depressão que ocorre com todo e qualquer luto pode agravar-se ao ponto de a pessoa deixar de se alimentar e até pensar em suicídio. Em todos estes casos será obviamente necessária ajuda profissional especializada.

    Se você considera que pode estar em risco de sofrer desta incapacidade de resolução do luto, ou conhecer alguém que pode estar nesta situação e considera importante partilhar isso com alguém exterior a família ou amigos, pode buscar auxilio de um profissional, de um psicólogo para superar essa fase.

    Kátia Horpaczky é psicóloga clinica, psicoterapeuta sexual, família e casal - CRP 06/41.454-3 - E-mail: consultoriodepsicologia@uol.com.br

    sexta-feira, 1 de agosto de 2014

    Como me reconciliei com Deus

    por  Patrícia Gimenes

    Amigas, não sei como está a relação de vocês com Deus. Eu vou contar como fiz para me reaproximar dele.
    Quando minha Carol partiu, senti muita, muita raiva de D...eus. Não conseguia rezar. Porque não importa por qual razão ela não estivesse mais comigo, eu acreditava que Ele havia me feito uma crueldade.
    O tempo foi passando. Minha dor, não amenizou. Porém, minha vontade de falar com Deus vinha e por mais que eu tentasse, sempre desistia. Socava a parede, chutava meus móveis, trancada no meu quarto sozinha. Esperava meus pais saírem e abria a janela, gritando o máximo que eu conseguia.
    Então, comecei a pensar nas palavras de Jesus. E em Jesus. Comecei a ouvir mais sobre Ele, procurar mais o evangelho, ver filmes sobre a vida Dele. E sempre pensando no quanto Ele sofreu. Foi assediado, como nós, sendo um inocente, também pediu a Deus que o livrasse da no Monte das Oliveiras, mostrando seu lado humano, mas acabou compreendendo, acima de tudo, que tinha que passar por aquilo....sabe por quem? Por nós. E passou, ainda mais deboche, foi ferido, maltratado, humilhado até seu último minuto de vida, torturado naquela cruz. Li num livro sobre as dores que ele teria sofrido e fiquei horrorizada com a descrição. Isso, além do deboche que Ele ouvia até na cruz: "Médico, cura a ti mesmo agora!", o vinagre que lhe deram quando Ele pediu um pouco d'água. Ele já sabia que precisava passar por aquilo. E ainda pensou na sua mãezinha, chamando João, seu apóstolo mais jovem, e pediu para que cuidasse dela para Ele. Quando Ele se foi, e Maria sem nada poder fazer, já tendo apanhado até de um soldado no caminho do calvário quando correu para o Filho; caiu em seu colo, e assim ela o beijou, com o sangue que havia gerado em seu ventre, derramado pelo rosto de quem ali era apenas, seu filhinho. Assim como nós, com os nossos. E dias depois, ela o viu ressuscitado. Assim teremos a glória de rever nossos filhos. Queria subir aos céus com Ele, mas não pôde, e viveu até os 80 anos, quando se foi dormindo. Ela também viu o corpo do seu filho antes, inerte, abraçada à sua mãe, Ana, e depois, seu Filho, vivo. E assim, reencontraremos nossos filhos. Foi através de Jesus que me voltei a Deus, porque o Deus do Antigo Testamento, há muitas interpretações, cada um tem a sua, e eu não creio que Deus seja um velho no trono, Deus é uma força maior que ninguém pode imaginar. Que não cabe na nossa mente. Então, se está com vontade de se reconectar mas está difícil, comece a pensar em Jesus, seus ensinamentos, dentre eles: "Bem aventurados os aflitos, os que choram, porque eles herdarão o Reino dos Céus." Vocês leem que cito muito Jesus, e é por isso. Meu sofrimento e dor é o mesmo, mas resgatei a minha fé. Jesus nos ajude, mãozinhas.


    Patrícia e Carol