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sexta-feira, 29 de julho de 2016

O Valor do Sofrimento II



A imensa maioria vive apenas porque nasce, e nasce porque nascer faz parte do imenso programa da vida.
Alguns poucos salvam vidas, e outros talvez sejam, sem nem mesmo se aperceber disso, usados para propósitos divinos…
Veja em que situação vc se encontra e de um rumo diferente na sua vida…
Lembre-se que acima de tudo são necessárias atitudes corajosas para buscar novos horizontes evolutivos…
Debalde, são nos sofrimentos e aprimoramentos que voamos mais alto…
Plantados, inertes e sem atitudes não chegaremos a lugar nenhum…
Quando as plantas são podadas elas revivem e tornam-se mais lindas…
O sofrimento em nós poderá nos conduzir a uma elevação mais alta..
Cada sofrimento traz-nos a certeza que as cicatrizes profundas irão nos aperfeiçoar…
De mais valor as suas cicatrizes do corpo e da alma e acredite, que estão te fazendo muito bem…
Nada de lamentações e murmúrias, mas muita resignação...

fonte: Gotas de Paz

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O VALOR DO SOFRIMENTO


O sofrimento é um caminho inevitável e indispensável ao nosso crescimento. Ele nos ensina a vida, a apreciá-la, ter mais prazer em senti-la e vivê-la inteiramente.

Nascemos pedra bruta, embora já cheguemos a esse mundo carregando toda uma bagagem de características que nos fazem únicos.
E as dificuldades nos lapidam. Por vezes tanto e tanto que não compreendemos. Nos olhamos no espelho e nos perguntamos “por que eu?” Olhamos as crianças que sofrem e nos dizemos “que injustiça!” Olhamos a nossa volta, vemos pessoas rindo despreocupadas e nos sentimos ainda pior, como se a felicidade dos outros pudesse aumentar nossa dor.

Mas o sofrimento é uma condição do nosso aperfeiçoamento. Olhem as flores que são podadas cada ano!!! Elas choram também. Mas… em cada galho cortado um novo broto se forma. E como as flores são mais belas, viçosas, renovadas! Elas renascem a cada vez, enquanto a base fica cada vez mais forte e sólida.
E a vida nos poda com freqüência. Umas pessoas mais que outras. Os que aceitam as dores e fazem delas escudo tornam-se grandes, grandiosos mesmo. Os que se debatem tentando evitá-las são sufocadas e morrem pequenininhos.
Grandes homens e mulheres têm geralmente atrás de si uma grande história de lutas e batalhas. 

Não lamente porque a vida te trouxe sofrimentos, que sejam físicos ou emocionais. Aceite-os! E faça deles sua arma de luta. Diga-se que quando a tempestade tiver passado você vai poder olhar para o céu calmo e contar as estrelas que te olham de longe… e te admiram, com certeza!
Só percebemos o valor das coisas quando não temos mais ou quando riscamos de perdê-las. Quem nunca sentiu fome e sede realmente não sabe o valor real de um prato de comida ou de um copo de água. Esses são tesouros inestimáveis para quem carece deles. 

Assim é a vida. Aprenda que os sofrimentos não vêm para te derrotar, mas para te tornar mais forte. A felicidade, você merece como todo mundo, só que através das suas provações você vai ter uma visão diferente do que ela representa.
Abençoadas sejam as dores se, nos tornando humildes, nos engrandecem!
Abençoada seja a vida que, nos lapidando, faz de nós uma jóia inigualável e sem preço.
Letícia Thompson

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A dor e a performance


fonte:Grupo CAsulo

… no Rio de Janeiro, nos últimos meses alguns jovens de classe média alta se suicidaram de forma violenta e inesperada, causando uma grande comoção entre amigos e familiares. Portanto, a primeira questão que se impõe é por que tantos suicídios acontecem com jovens bem-sucedidos na atualidade. Isso não quer dizer, evidentemente, que não ocorram suicídios como esses em faixas etárias outras. 

… é necessário o reconhecimento de que se trata de um fenômeno complexo, que exige uma reflexão que lance mão de um conjunto de saberes, para que não se caia numa banalização psicologista e psicopatológica desse acontecimento limite. Com efeito, é preciso aludir não apenas à teologia e à política, como também ao arsenal das ciências humanas.
… não se pode esquecer que o suicídio é um ato proibido por uma longa tradição religiosa no Ocidente, pois, se Deus nos concedeu a vida, só ele teria o poder de retirá-la. 

…como se pode reconhecer, a interdição do suicídio conjuga intimamente uma dimensão religiosa com uma dimensão política, de forma que a vida seria regulada pelo poder de Deus e do Estado. Não é, pois, espantoso que o suicídio seja objeto de estigma, provocando horror na população em geral e nos familiares e amigos dos suicidas. No que concerne a isso, é preciso reconhecer que se a perda de alguém que nos é próximo, seja amigo ou familiar, nos é sempre dolorosa, a morte por suicídio é trágica. Com efeito, para esses casos a pergunta que sempre se impõe é se não poderíamos ter impedido o desfecho trágico, se não ficamos cegos e surdos aos múltiplos sinais enviados pelo sujeito. Portanto, a culpa é inevitável entre aqueles que foram próximos dos sujeitos que se mataram, culpa essa que vai marcar suas vidas. Enfim, se os suicidas tiveram que fazer a transgressão limite para realizarem seu ato fatal, pelos interditos religiosos e políticos que delineiam o campo dessa experiência, os familiares e amigos se sentem igualmente responsabilizados por não terem impedido o desfecho.

Foi na tradição individualista moderna que o suicídio se transformou num ato maldito. Em decorrência disso, a figura do suicida se transformou na figura do anti-herói e mesmo do covarde, isto é, daquele que não teve coragem para suportar os obstáculos que a vida lhe impôs. Por isso mesmo, nessa configuração antropológica o ato suicida foi transformado num sintoma grave de perturbação psíquica, associado principalmente à experiência da melancolia, mas podendo também ser inserido em outras psicoses.

Contudo, toda essa discussão na atualidade assume novos aspectos cruciais, considerando-se as condições psíquicas do sujeito na contemporaneidade. Assim, face à feroz competição generalizada que existe hoje no contexto social do neoliberalismo, em que a performance se colocou como um imperativo fundamental, a promoção de si mesmo se impôs como uma marca indiscutível da subjetividade contemporânea. Superar os adversários se transformou numa moral disseminada, implicando uma aceleração das formas de viver que são correlatas da aceleração do tempo que se impõe no fluxo das mercadorias e das informações em escala global. Nesse contexto, cada indivíduo se transformou numa microempresa para promoção de si mesmo e da venda de seus produtos, sejam esses materiais ou imateriais, numa multiplicação assintótica de suas performances.

Não é por acaso que o consumo de drogas, sejam essas lícitas ou ilícitas, se transformou numa forma de vida. Com efeito, por esse consumo os indivíduos procuram promover sua performance para estar à altura da competição frenética existente no espaço social. Face a esse excesso intensivo, o sujeito fica turbinado, mas, em contrapartida, nem sempre dispõe de instrumentos simbólicos para lidar com isso. Os efeitos disso são múltiplos, nas tentativas dos sujeitos de lidarem com tais excessos. Se esses forem descarregados sobre o corpo podemos reconhecer a origem das múltiplas doenças psicossomáticas na atualidade, assim como da síndrome do pânico.


Não é espantoso que as taxas de suicídio se incrementem nesse contexto, marcado pela incerteza e perplexidade. Além disso, não é inesperado que os jovens estejam mais expostos a esses processos, pois tendo que construir seus percursos no espaço de alta competitividade, muitos deles infelizmente sucumbem.
(trechos do artigo de Joel Birman - O Estado de S. Paulo)

domingo, 10 de julho de 2016

COMO SUPERAR A DOR DE UMA PERDA? -

por Viviane Sampaio

Como  superar a perda de uma pessoa querida? Existe uma forma melhor de enfrentar a morte? Como continuar a viver sem a pessoa que era o motivo do nosso viver? A dor que sentimos quando perdemos alguém é a maior que podemos passar na vida. Não há nada mais doloroso do que isso. Uma […]


Como  superar a perda de uma pessoa querida? Existe uma forma melhor de enfrentar a morte? Como continuar a viver sem a pessoa que era o motivo do nosso viver? A dor que sentimos quando perdemos alguém é a maior que podemos passar na vida. Não há nada mais doloroso do que isso. Uma briga com o filho, uma discussão com a esposa ou um desentendimento com o amigo são problemas superáveis, dependem apenas de tempo ou coragem suficiente de todos para reverem seus pontos de vista.

Já a morte não espera e nem quer negociar. Não obedece ao tempo e muito menos à consciência. Aparece quando menos esperamos e derrota toda a nossa esperança e fé na vida.

A morte entra de uma forma brutal na vida. Corrói o coração de uma pessoa e estraçalha seus sonhos. Aniquila sua força para viver e parece que vai quebrá-la por inteiro e destruí-la. É uma dor que não some, pelo contrário, consome cada momento bom da vida sem a menor piedade e muito menos sem pedir licença. É uma dor gigantesca, indescritível em palavras.

A impossibilidade de se conversar com a pessoa que faleceu, ouvir sua voz, saber sua opinião ou tocá-la é devastadora para aquele que ficou. Uma foto, uma música, um aroma ou um objeto bastam para lembrar o ente querido. A dor de sua ausência reaparece a cada instante e cada vez mais forte. É impossível parar essa dor. Ela faz sangrar incessantemente a pessoa.

Questionamentos acerca do sentido da vida aparecem e desolam familiares e amigos. A culpa também surge, pois é muito comum alguém pensar que poderia ter sido feito mais para a pessoa que faleceu viver. Portanto, é uma fase repleta de emoções tremendamente dolorosas sentidas cotidianamente. Em resumo, é o próprio inferno vivido na terra. É uma dor maior que a própria pessoa e que parece que vai matá-la, o que, de certa forma, seria um alívio para esta nesse momento terrivelmente doloroso.

Mas isso não é possível de acontecer sem ser de forma trágica. A vida continua e só há uma forma de salvação que eu acredito que possa diminuir tamanha dor. É preciso lutar para que o coração não se empedre para receber o amor daqueles que ficaram. A amargura provocada pela morte precisa ser superada na medida do possível, e aos poucos, pela alegria e doçura da vida.

De nada adianta negar, fugir ou sufocar a dor. Só existe um caminho para superá-la: enfrentá-la com muita perseverança e força! Caso contrário, o pior pode acontecer: morrer em vida, tornar-se uma pessoa extremamente amarga, dura, sem brilho nos olhos e sem a capacidade de aproveitar verdadeiramente os bons momentos que a vida ainda pode lhe proporcionar.
Com boas intenções, é comum que familiares e amigos evitem ouvir a dor daquele que ficou, pois não suportam a sua própria dor da perda, ou acreditam ingenuamente que, ao conseguirem evitar a lembrança dessa perda, também evitarão o impacto da dor. Assim, preferem não tocar no assunto ou, pior, forçar uma alegria falsa. Nesse contexto, a solidão assola o coração daquele que ficou e torna cada vez mais insuportável e dolorosa a sua vida.

É nesse momento que a psicoterapia se torna fundamental, pois facilita o processo de elaboração do luto, torna a perda menos dolorosa e não deixa que a dor provocada pela morte comprometa a vida inteira da pessoa.

Ao superar a dor da perda, a pessoa vive melhor e mais livre. Passa a perceber como é precioso cada momento que desfruta com as pessoas que são importantes em sua vida. Passa a não gastar mais energia com discussões irrelevantes. Desenvolve plena e total consciência de que a vida é valiosa demais para dar atenção para esses pormenores. Portanto, não esperem que alguém querido morra para conseguirem dar valor para sua vida ou às pessoas que você ama. Viva bem a sua vida! Agora! Coragem! Mostre o seu amor a quem ama. Beije-o e abrace-o! Nada é mais prazeroso na vida do que isso. Quanto à dor do enlutado, incentive-o a procurar um suporte terapêutico o mais rápido possível. Hoje, a psicologia já evoluiu muito nesse trabalho. Essa é a melhor ajuda que um amigo ou familiar pode dar para quem vive o drama da perda.
fonte:aqui