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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ciclo em nossas vidas...



Fonte: grupo casulo

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Perdeu um ente querido?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Ninguém pode estar, ao mesmo tempo, no presente e no passado.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes, filhos contestadores, amantes que revivem uma ligação com quem já foi embora.
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!), mudar de casa, destruir recordações, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante encerrar ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A saudade que fica




Todas as pessoas que passam pelas nossas vidas deixam as suas marcas num ir e vir infinito. As que permanecem… É porque simplesmente doaram seus corações para entrar em sintonia com as nossas almas. As que se vão… Nos deixam um grande aprendizado.
Não importa que tipo de atitude tiveram, mas com elas aprendemos muito…
Com as vaidosas e orgulhosas aprendemos que devemos ser humildes. Com as carinhosas e atenciosas aprendemos a ter gratidão. Com as duras de coração aprendemos a dar o perdão. Com as pessoas que passam pelas nossas vidas aprendemos também a amar e de várias formas… Com amizade, com dedicação, com carinho, com atenção, com atração, com paixão ou com desejo.
Mas nunca ninguém nos ensinou e nunca aprenderemos como reagir diante da “saudade” que algumas pessoas deixaram em nós.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A PEDRA



O distraído nela tropeçou. 
O bruto a usou como projétil. 
O empreendedor, usando-a, construiu. 
O camponês, cansado da lida, dela fez assento. 
Para meninos, foi brinquedo. 
Drummond a poetizou.
Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura... 
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem! 
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento. 


"Pedras no caminho? Guarde todas, um dia construirá um castelo".... 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

QUEM NÃO TEM CÃO DEVE SER FELIZ COM GATO


Não... não há pensamento positivo, reza forte, macumba ou esperança que mude o rumo de certas coisas, e sei lá que mistério é este que domina o ponteiro da bússola que nos guia, e que mantém a situação nos mesmos trilhos de sempre, não importando as terras e os mares que movemos para transformar tudo a nosso favor.
Até eu, que tanto creio nos milagres, tenho que admitir: algumas coisas nem o milagre alcança, e a gente morre sem saber por quê.
Conheci uma moça que passou mais de dez anos lutando pelo amor de um amigo lindo, simpático, sexy e que adorava conviver com ela... mas era gay. Quando finalmente ela se apaixonou por um homem que pôde retribuir-lhe os sentimentos, ficou com raiva de si e do tal do amor impossível, pelo qual perdeu tanto tempo e chorou tantas lágrimas. Não sobrou nem amizade. Já aquela minha amiga de infância, que sonhava tanto ter um filho, e agarrada a este desejo recusou-se a tirar o útero para livrar-se de um câncer... morreu com sua esperança.
Algumas situações na vida parece que já começam amarradas e isso acontece com todo mundo, embora a frustração faça a gente se sentir sempre o pior dos piores, quando o fracasso é nosso... e a obstinação em mudar os fatos só piora ainda mais tudo isso. Nem mesmo quem é lindo, rico, famoso e cheio de súditos, como a Lady Di, ou cheio de fãs, como Maria Callas, ou talentosíssimo, como Airton Senna, estão livres dos limites que a vida tira da cartola.
Sabe, jamais gostei da palavra “fracasso”, e confesso que tenho até dificuldades para acreditar nela. Será que fracasso existe mesmo? Ou é só uma questão de ótica? Seria correto pensar que Lady Di, Callas ou Senna fracassaram? Até onde conseguiram ir, foram grandes vencedores. Mas talvez seu sucesso pessoal tivesse sido maior caso olhassem menos para o que não tinham... e valorizassem mais o que já haviam conquistado. Saber a hora de mudar de rumo pode fazer toda a diferença na vida da gente: sabe o ditado que diz "quem não tem cão caça com gato?".

Não teria muito mais sentido em aceitar, simplesmente, que nós não podemos ser tudo, nem podemos ter tudo, e que a gente só vai até onde consegue ir? E que a satisfação jamais será completa? E que é aí mesmo, nesta partezinha faltante, que está a semente do valor de todas as outras coisas que a gente conseguiu ser e ter?
Gosto do dito popular que diz que “Deus sempre abre uma janela quando fecha uma porta”. O que a gente precisa é parar de chorar por causa desta porta fechada, por onde não poderemos mesmo jamais passar... e ter olhos para enxergar a luz que entra pela janela e nos traz tantas outras imagens, bem ali na nossa frente... e que às vezes a gente passa a vida inteira sem ver.



(Fernanda Dannemann)
 
Fonte: Blog do Manoel Afonso