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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo

    Que 2014 seja muito bem vindo! Feliz Ano Novo!




RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

Natal Solidário 2013

As primeiras cestas doadas aos catadores de papel em Curitiba. 
Cinco anos transformando dor em amor.
Distribuímos 150 cestas de natal com kit refeição e guloseimas (14 ítens) feitas com a vontade e o carinho de todos.














Desejo um Natal  Santo com muita Luz e repleto de Paz.
Obrigada a todos vocês. Isso só pode acontecer com a ajuda de minha família, amigos e aos parceiros do grupo Amigos Solidários na Dor do Luto, pela colaboração  e ajuda para o Natal dos Catadores de papel, com a distribuição de alimentos e brinquedos, só DEus para  compensá-los com muita saúde, por este  ato tão sublime de compartilhar, com alegria e muito amor ao próximo...
Obrigada a todos vocês. 

Com carinho Zelinda

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Sentimentos – Felicidade


Passamos a vida em busca da felicidade. 
Procurando o tesouro escondido. 
E, assim, uns fogem de casa para ser felizes. 
Outros fogem para casa em busca da felicidade. 
Uns se casam pensando em ser felizes. 
Outros se divorciam para ser felizes. 
Uns desejam viver sozinhos para ser felizes. 
Outros desejam possuir uma grande família a fim de ser felizes. 
Uns fazem viagens caríssimas buscando ser felizes.
Outros trabalham além do normal buscando a felicidade. 
Uns desejam ser profissionais liberais para comandar a sua própria vida e poder ser felizes. Outros desejam ser empregados para ter a certeza do salário no final do mês e, assim, poderem ser felizes. 
Outros, ainda, desejam trabalhar por comissão, assegurando que o seu esforço se transforme em melhor remuneração e assim ser felizes. 

É uma busca infinita.
Anos desperdiçados. 
Nunca a lua está ao alcance da mão. 
Nunca o fruto está maduro. 
Nunca o carinho recebido é suficiente. 
Mas, há uma forma melhor de viver! 
A partir do momento em que decidirmos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim. É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova,no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa. 
E jamais está à venda. 
Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós mesmos, é inútil procurar em outra parte. Sempre que dependemos de fatores externos para ter alegria, estamos fadados à decepção. 
A felicidade não se encontra nas coisas exteriores. 
A felicidade consiste na satisfação com o que temos e com o que não temos. 
Poucas coisas são necessárias para fazer o homem sábio feliz, ao mesmo tempo em que nenhuma fortuna satisfaz a um inconformado. 
As necessidades de cada um de nós são poucas. 
Enquanto nós tivermos algo a fazer, alguém para amar, alguma coisa para esperar, seremos felizes.
 

Tenhamos certeza:
a única fonte de felicidade está dentro de nós, e deve ser repartida. 
Repartir nossas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros:
 sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós mesmos. 
Se chover, seja feliz com a chuva que molha os campos, varre as ruas e limpa a atmosfera. 
Se fizer sol, aproveite o calor. 
Se houver flores em seu jardim, aproveite o perfume. 
Se tudo estiver seco, aproveite para colocar as mãos na terra, plantasementes e aguardar a floração.

http://www.momento.com.br

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Cuidar do luto e das perdas, por Leonardo Boff



Cuidar do luto e das perdas, por Leonardo Boff
Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial.

Por Leonardo Boff, teólogo e professor de filosofia da UERJ.


Pertencem, inexoravelmente, à condição humana as perdas e o luto. Todos somos submetidos à férrea lei da entropia: tudo vai lentamente se desgastando; o corpo enfraquece, os anos deixam marcas, as doenças vão nos tirando irrefreavelmente nosso capital vital. Essa é a lei da vida que inclui a morte.
Mas há também rupturas que quebram esse fluir natural. São as perdas que significam eventos traumáticos, como a traição do amigo, a perda do emprego, a perda da pessoa amada pelo divórcio ou pela morte repentina. Surge a tragédia, também parte da vida.
Representa grande desafio pessoal trabalhar as perdas e alimentar a resiliência, vale dizer, o aprendizado com os choques existenciais e com as crises. Especialmente dolorosa é a vivência do luto, pois mostra todo o peso do Negativo. O luto possui uma exigência intrínseca: ele cobra ser sofrido, atravessado e, por fim, superado positivamente.
Há muitos estudos especializados sobre o luto. Segundo o famoso casal alemão Kübler-Ross, há vários passos de sua vivência e superação. O primeiro é a recusa: face ao fato paralisante, a pessoa, naturalmente, exclama: “Não pode ser”; ” é mentira”. Irrompe o choro desconsolado que palavra nenhuma pode sustar. O segundo passo é a raiva que se expressa: “Por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu”. É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e reluta em reconhecê-los. Não raro, ela se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou deixado de fazer.
O terceiro passo se caracteriza pela depressão e pelo vazio existencial. Fechamo-nos em nosso próprio casulo e nos apiedamos de nós mesmos. Resistimos a nos refazer. Aqui todo abraço caloroso e toda palavra de consolação, mesmo soando convencional, ganha um sentido insuspeitado. É o anseio da alma de ouvir que há sentido e que as estrelas-guias apenas se obscureceram e não desapareceram. O quarto é o autofortalecimento mediante uma espécie de negociação com a dor da perda: “Não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e cuidar de minha família”.
Um ponto de luz se anuncia no meio da noite escura. O quinto se apresenta como uma aceitação resignada e serena do fato incontornável. Acabamos por incorporar na trajetória de nossa existência essa ferida que deixa cicatrizes. Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial.
O luto significa uma travessia dolorosa. Por isso precisa ser cuidado. Permito-me um exemplo autobiográfico que aclara melhor a necessidade de cuidar do luto. Em 1981 perdi uma irmã com a qual tinha especial afinidade. Era a última das irmãs de 11 irmãos. Como professora, por volta das 10 horas, diante dos alunos, deu um imenso brado e caiu morta. Misteriosamente, aos 33 anos, rompera-se a aorta.
Todos da família vindos de várias partes do país, ficamos desorientados pelo choque fatal. Choramos copiosas lágrimas. Passamos dois dias vendo fotos e recordando, pesarosos, fatos engraçados da vida da irmãzinha querida. Eles puderam cuidar do luto e da perda. Eu tive que partir logo após para o Chile, onde tinha palestras para frades de todo o Cone Sul. Fui com o coração partido. Cada palestra era um exercício de autossuperação. Do Chile emendei para a Itália, onde tinha palestras de renovação da vida religiosa para toda uma congregação.
A perda da irmã querida me atormentava como um absurdo insuportável. Comecei a desmaiar duas a três vezes ao dia sem uma razão física manifesta. Tive que ser levado ao médico. Contei-lhe o drama por que estava passando. Ele logo intuiu e disse: “Você não enterrou ainda sua irmã nem guardou o luto necessário; enquanto não a sepultar e cuidar de seu luto, você não melhorará; algo de você morreu com ela e precisa ser ressuscitado”. Cancelei todos os demais programas. No silêncio e na oração cuidei do luto. Na volta, num restaurante, enquanto lembrávamos a irmã querida, meu irmão também teólogo, Clodovis, e eu escrevemos num guardanapo de papel o que colocamos no santinho de sua memória:
“Foram trinta e três anos, como os anos da idade de Jesus/ Anos de muito trabalho e sofrimento/ Mas também de muito fruto/ Ela carregava a dor dos outros/ Em seu próprio coração, como resgate/ Era límpida como a fonte da montanha/ Amável e terna como a flor do campo/ Teceu, ponto por ponto, e no silêncio/ Um brocado precioso / Deixou dois pequenos, robustos e belos/ E um marido, cheio de orgulho dela / Feliz você, Cláudia, pois o Senhor voltando/Te encontrou de pé, no trabalho/Lâmpada acesa/ Foi então que caíste em seu regaço/ Para o abraço infinito da Paz”.
Entre seus papéis encontramos a frase: “Há sempre um sentido de Deus em todos os eventos humanos: importa descobri-lo”. Até hoje estamos procurando esse sentido que somente na fé o suspeitamos.

(Fonte: Jornal do Brasil)
5 OUT 2011

Editado por Daniela Kussama


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tim Maia

               


Azul da Cor do Mar
Ah!
Se o mundo inteiro
Me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi...

E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri..

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...

Ver na vida algum motivo
Pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...

Ver na vida algum motivo
Pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

AS REPERCUSSÕES DO LUTO NO IDOSO




O luto pode representar um processo de grande impacto no idoso, pois este traz consigo perdas pessoais e sociais decorrentes de a velhice ser estigmatizada como fase da invalidez ou da condescendência. Por isso, devemos considerar que trabalhar emocionalmente as perdas decorrentes de alterações físicas e isolamento social é complicado, e pior se associadas à morte do cônjuge e, principalmente, de um filho. 

Os ritos de morte e de luto, importantes para o psiquismo, vêm sendo desconsiderados ou realizados rapidamente; porém, " para que a morte de um ente querido não assuma formas obsessivas no inconsciente é necessário ritualizar essa passagem" (Brasil Escola, s/d). A desconsideração formal ocorre tanto por parte da sociedade como da própria família, o que requer uma mudança de atitude do meio acadêmico, para que se traga à discussão o tema e então se possa efetivamente cuidar do enlutado, principalmente o idoso, desconsiderado em suas múltiplas necessidades, principalmente as emocionais. 
Durante o processo de luto é importante avaliar que tipo de ajuda se faz necessária. É importante permitir a ritualidade do processo, que pode ser diferente entre culturas e pessoas, não sendo possível estipular um padrão de comportamento. A ajuda pode surgir de diferentes áreas, como a profissional, a leiga e, principalmente, a religiosa. 

O idoso deve ser acompanhado e deve-lhe ser permitido tempo para reorganizar-se emocionalmente. Na fase inicial do luto ele pode ter necessidade de ajuda para atividades básicas da vida diária, pois " a máscara usada no funeral não pode mais ser mantida e é necessário que algum parente ou amigo próximo assuma muitos dos papéis e responsabilidades do enlutado, deixando-o livre para vivenciar o luto" (Parkes, 1998, p. 205) 

A expressão emocional deve ser permitida abertamente, não se considerando a necessidade de medicalizar o fato. O enlutado deve ser livre para expressar seus sentimentos de raiva e angústia, que comumente ocorrerão para com aqueles que o ajudam, pois são os que mais estarão reafirmando a perda. 
Importante considerar que " o enlutado tem uma tarefa dolorosa e difícil para realizar, que não pode ser evitada nem apressada. A verdadeira ajuda consiste em reconhecer o fato e permitir que ele se organize para que fique disponível para elaborar a perda" (Parkes, 1998, p. 205). 

No idoso em processo de luto podem ocorrer alguns distúrbios, como os do sono e da alimentação, ou ainda manifestações somáticas, sendo comum falta de ar, aperto no peito, falta de energia, insônia, passividade, alucinações e ansiedade. 
As alterações do sono podem estar relacionadas à somatização ou dever-se ao fato de que " durante o sono ou em períodos de atenção relaxada, as lembranças dolorosas tendem a invadir nossa mente e nos pegamos revivendo o trauma mais uma vez" (Parkes, 1998, p. 59). 

João Batista Alves de OliveiraI; Ruth Gelehrter da Costa LopesII 
IMédico. Mestre em Gerontologia 
IIDoutora em Saúde Pública. Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP 

fonte: grupo casulo

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cada pessoa é única



As teorias sobre a duração das fases do luto são apenas teorias. 
São simplesmente um guia que ajuda saber em que estágio nos encontramos. 
Cada pessoa é única e deve escolher o seu próprio ritmo. 

É preciso saber que o nosso luto é só nosso. Ninguém jamais o viveu ou poderá viver por nós. É à nossa maneira e ao nosso ritmo que teremos que o resolver. 

Muitas vezes, os familiares e amigos têm tendência a nos impor uma determinada forma de fazer a nossa caminhada. 
Alguns, incapazes de suportar o sofrimento, diz-nos que é para não chorar, para tentar, esquecer, para aceitar... 

Não precisa dar ouvido a uns e a outros. Nem sempre eles entendem da nossa dor. 
Você mesmo tem condições de saber se está no caminho certo da cura. 

Como saber isso? 
Quando: 
Queixo-me menos da minha dor. 
Começo a ter interesse pelo que me rodeia. 
Os meus pensamentos são mais claros. 
Julgo com mais segurança. Há maior constância naquilo que sinto. 
Voltei a me concentrar. 
Tenho mais interesse pelo trabalho. 
Sinto um novo gosto pela vida. 
Redescobri um livro que já tinha esquecido há muito tempo. 
Surpreendi-me a rir com uma cena de um filme à qual, anteriormente, não acharia graça nenhuma. 

Quando você sentir que está tomando consciência destas alterações, então, pode dizer: 
”Eu estou no bom caminho." 

Jean Monbourquette 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Até Eu Vir Buscá-lo Outra Vez


Este texto de autor desconhecido que foi traduzido do inglês há alguns anos foi de grande consolo para mim que perdi um filho e acredito que também será de consolo para você,
Wilson Franzoni...



Até Eu Vir Buscá-lo Outra Vez

"Emprestarei a vocês este filho querido
Por um tempo" - ouvimos Deus dizer -
"Para que o amem enquanto tiver vivido,
E o chorem se vier a a morrer."

"Talvez por dois anos, quatro, ou cinco até,
Ou quem sabe, chegue a vinte e três,
Seja o que for, Meu pedido agora é:
Podem cuidar dele até eu vir buscá-lo outra vez?"

"O seu jeito de ser lhes trará horas gostosas,
E se sua estadia acaso mui breve for,
Vocês ficarão com lembranças preciosas,
Como um consolo para a vossa intensa dor."

"Que ele ficará com vocês, não posso prometer,
Já que tudo, da Terra, precisa voltar,
Porém há lições para ele aí aprender,
Que de outro modo nunca iria assimilar."

"Eu procurei por todo o mundo, a buscar,
Pessoas aptas que pudessem ensiná-lo,
E das multidões que estão na vida a caminhar,
Achei que só vocês poderiam ajudá-lo."

"Será que poderiam dar a ele todo o amor,
Sem pensarem ser trabalho em vão,
E nem se ressentirem contra Mim quando Eu for
Aí buscá-lo, para tê-lo comigo então?"

"Creio haver ouvido de vocês a oração:
Amado Senhor, seja feito o Teu querer;
Pelo gozo que este filho possa trazer então,
Correremos o risco de tal dor sofrer."

"O cobriremos de amor, terno e permanente;
A ele vestiremos de carinho e bondade;
E a Ti ficaremos gratos agora e eternamente,
Pois nos fizeste conhecer felicidade."

"E se chegar a hora que o quiseres chamar,
Antes até do que havíamos planejado,
A dor que virá, procuraremos enfrentar,
E compreender que isto foi o Teu cuidado."

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Saúde: ALERTA


07/11/2010 - 16h02
DÉBORA MISMETTI
EDITORA ASSISTENTE DE SAÚDE

"Vamos esperar os cadáveres para agir contra o celular?", questiona pesquisadora




Folha - Quais os riscos para a saúde de quem usa celular?

Devra Davis
 - Se você segurá-lo perto da cabeça ou do corpo, há muitos riscos de danos. Todos os celulares têm alertas sobre isso. As fabricantes sabem que não é seguro. Os limites [de radiação] definidos pelo FCC [que controla as comunicações nos EUA] são excedidos se você deixa o celular no bolso.

Quais os riscos, exatamente?
O risco de câncer é muito real, e as provas disso vão se avolumar se as pessoas não mudarem a maneira como usam os telefones. Trabalhei nas pesquisas sobre fumo passivo e amianto. Fiquei horrorizada ao perceber que só tomamos atitude depois de provas incontestáveis de que danificavam a saúde.
Reconheço que não temos provas conclusivas nesse momento. Escrevi o livro na esperança de que meu status como cientista tenha peso, e as pessoas entendam que há ameaça grave à saúde e podemos fazer algo a respeito.

Mas há estudo em humanos que dê provas categóricas?
Quando você diz "provas", você quer dizer cadáveres? Você acha que só devemos agir quando já tivermos prova? Terei que discordar. Hoje temos uma epidemia mundial de doenças ligadas ao fumo. O Brasil também tem uma epidemia de doenças relacionadas ao amianto. Só recentemente vocês agiram para controlar o amianto no Brasil, apesar de ele ainda ser usado. Ninguém vai dizer que nós esperamos o tempo certo para agir contra o tabaco ou o amianto. Estou colocando minha reputação científica em risco, dizendo: temos evidências fortes em pesquisas feitas em laboratório mostrando que essa radiação danifica células vivas.

Qual a maior evidência disso?
A radiação enfraquece o esperma. Sabemos por pesquisas com humanos. As amostras de esperma foram dividas ao meio. Uma metade foi mantida sozinha, morrendo naturalmente. A outra foi exposta a radiação de celulares e morreu três vezes mais rápido. Homens que usam celulares por quatro horas ao dia têm a metade da contagem de esperma em relação aos demais.

Crianças correm mais perigo?
O crânio das crianças é mais fino, seus cérebros estão se desenvolvendo. A radiação do celular penetra duas vezes mais. E a medula óssea de uma criança absorve dez vezes mais radiação das micro-ondas do celular. É uma bomba-relógio. A França tornou ilegal vender celular voltado às crianças. Nos EUA, temos comerciais encorajando celular para crianças. É terrível. Fico horrorizada com a tendência de as pessoas darem celulares para bebês e crianças brincarem. Sabemos que pode haver um vício no estímulo causado pela radiação de micro-ondas. Ela estimula receptores de opioides no cérebro.

Jovens usam muitos gadgets que emitem radiação.
Sim, e eles não estão a par dos alertas que vêm com esses aparelhos. Não é para manter um notebook ligado perto do corpo. As empresas colocam os avisos em letras miúdas para reduzir sua responsabilidade quando as pessoas ficarem doentes.

É possível comparar a radiação de celular à fumaça?
Sim. O tabaco é um risco maior. Mas nunca tivemos 100% da população fumando. Agora, temos 100% das pessoas usando celular. Então, ainda que o risco relativo não seja tão grande, o impacto pode ser devastador.

Nos maços de cigarro, há aquelas fotos horríveis. Esse é o caminho para o celular?
Isso é o que foi proposto no Estado do Maine (EUA). Está se formando um grande movimento para alertar as pessoas a respeito dos celulares. Isso é o que aconteceu com o fumo passivo. Vamos começar a ver limites para a maneira e os locais onde as pessoas usam celular. A maioria não sabe que, se você está tentado conversar num celular em um elevador, a radiação está rebatendo nas paredes e fica mais intensa em você e em quem estiver perto.

Além de usar fones, o que é possível fazer para prevenir?
Enviar mensagens de texto é mais seguro do que falar. Ficar com o celular nas mãos, longe do corpo, é bom, e mantê-lo desligado também.

Mas celular é um vício!
Sim. Temos que usá-lo de forma mais inteligente.

fonte: Folha de SP


Dez maneiras de evitar o contato com a radiação do celular

Por Mariana Montenegro 
Viver sem um aparelho celular nos dias de hoje é difícil de imaginar. Estudos recentes realizados por especialistas daOrganização Mundial da Saúde e da Agência de Investigação do Câncer dos Estados Unidos estão trazendo resultados preocupantes em relação ao uso contínuo do celular, que pode chegar a provocar câncer no cérebro. Logo, o que podemos fazer para evitar entrar em contato com essa radiação?



Listamos dez dicas para que você não precise jogar seu celular fora e possa viver normalmente sem medo do seu aparelho.E abaixo, conheça os dez celulares que mais emitem radiação e os dez que menos emitem.
1. Use um fone de ouvido ou a função viva-voz para que o celular fique a uma certa distância de sua cabeça.
2. Sempre que puder, mande mensagens de texto em vez de fazer ligações. As mensagens requerem menos energia e também mantêm o dispositivo longe da cabeça.
3. Evite utilizar o celular em áreas com cobertura baixa, uma vez que o telefone emite mais radiação se o sinal for fraco. Usá-lo em áreas com boa recepção diminui a exposição pois permite que o telefone transmita com menor potência.
4. Procure comprar aparelhos e dispositivos que emitam menor quantidade de radiaçãoVeja abaixo o que isso significa e uma lista com os 10 modelos que mais emitem radiação e os 10 que menos emitem.
5. Limite a exposição das crianças ao tempo de conversação nesses aparelhos.
6. Não carregue o aparelho junto ao seu corpo. Mesmo que não esteja sendo usado, o ideal é deixar na bolsa ou na mochila.
7. Não deixe o celular sob o travesseiro enquanto você dorme, pois ele não deixa de emitir radiação eletromagnética.
8. Prefira utilizar programas específicos para efetuar ligações como o Skype e o Windows Live Messenger através de rede Wi-Fi.
9. Se usar o telefone sem um fone de ouvido, aguarde a chamada se completar antes de colocar o telefone próximo ao ouvido. Outra opção é manter o celular desligado e só ligar para verificar se recebeu alguma nova chamada.
10. Não utilize o telefone celular em espaços fechados de metal, tais como veículos ou elevadores, onde o dispositivo pode emitir mais radiação para estabelecer a conexão. O gabinete de metal também funciona como uma parede que retém a radiação e reflete de volta para os ocupantes.
ENTENDA O NOSSO LIMITE DE EXPOSIÇÃO À RADIOFREQUÊNCIA
Os limites de exposição à radiofreqüência para usuários de aparelhos celulares são chamados de Taxa de Absorção de Radiofreqüência de energia por unidade de massa do corpo (SAR), que correspondem ao nível de radiação limite que o corpo pode receber de um telefone móvel.
O limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é de 1,6 SAR. É importante verificar com os fabricantes se o aparelho que você possui emite uma taxa mais alta que este valor, o que pode ser perigoso para você e para sua família.
Uma matéria feita pela revista Exame, da editora Abril, divulgou os principais aparelhos celulares do momento e seus níveis de SAR. Confira abaixo.
Veja quais são os modelos com os maiores SARs, que emitem mais radiação:
ModeloSAR
1. Motorola Bravo1,59
2. Motorola Droid 2 Global1,58
3. Sony Ericsson Satio1,56
4. Sony Ericsson X10 Mini Pro1,55
5. Nokia Astound/C71,53
6. Motorola Defy1,52
7. Motorola Droid1,49
8. Motorola Droid 21,49
9. HTC Desire1,48
10. Motorola Atrix1,47

Modelos com menores SARs, que menos emitem radiação:
ModeloSAR
1. Samsung Infuse 4G0,2
2. Samsung Acclaim0,29
3. Samsung Replenish0,3
4. Huawei Ideos X50,34
5. Samsung Sidekick 4G0,34
6. LG Quantum0,35
7. Samsung Captivate0,42
8. HTC Surround0,439
9. Motorola Devour0,45
10. HTC Imagio0,498

Em tempo, os modelos populares o iPhone, BlackBerry ou Samsung Galaxy S não aparecem na lista dos 10 maiores emissores. Isso significa que eles estão na média, com SAR entre 1,17 e 1,18 para iPhone 4; 1,1 e 1,3 para BlackBerry Curve; e 0,9 para Galaxy S 4G.