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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Enquanto eu viver


por Ique
Hoje sentei ao lado do meu pai.
As mãos dele começaram a tremer.
Ele pegou o ipad e escreveu:
“Meu filho, estou com dificuldades para digitar.
Não sei até quando vou conseguir.
Então, vou escrever algumas coisas pra você nunca esquecer, tudo bem?”
Respondi:
“Tudo bem.”
Ele começou a digitar.
Quando terminou,
com os olhos cheio dágua, entregou o Ipad.
Comecei a ler:
“Enquanto eu estiver vivo,
não me deixe dormir até tarde.
Estamos aqui por pouco tempo e,
enquanto estou aqui,
quero aproveitar.
No café,
não coloque adoçante.
Eu gosto com açúcar, com afeto.
Na hora de me dar banho,
não precisa escutar Roberto Carlos.
Pode colocar o vocalista cabeludo que você gosta.
Não lembro o nome dele, “Eddie Vera?”
Daqui 2 meses é meu aniversário.
Me leve para ver o mar, pela última vez.
Enquanto eu estiver vivo,
toda sexta feira,
traga rosas vermelhas e,
entregue para a sua mãe.
Antes de dormir,
gosto de ver o Jornal.
Quando acabar, por favor, mude de canal.
Não deixe na novela!
Os canais que eu gosto:
HBO, Discovery e FOX.
Quando sair do quarto,
deixe a cortina aberta.
Eu gosto de olhar as estrelas.
Antes de dormir,
leve sua mãe ao meu quarto todos os dias.
Eu quero que os olhos dela,
sejam a última coisa que eu vou ver no dia.
Enquanto eu estiver vivo,
vamos precisar de sinais.
Quando eu piscar uma vez é sim.
Duas vezes é não.
Três vezes é “Eu te amo”.
Nós todos vamos morrer.
Depois que eu partir,
continue comprando rosas vermelhas.
Mande entregar toda sexta-feira na casa da sua mãe.
Sempre com um cartão escrito:
“Com amor, Juarez”
Quando minha neta completar 15 anos,
dê uma joia e dance a valsa com ela.
Entre um passo e outro,
diga suave no ouvido dela:
“O vovô te ama”
Uma vez por ano,
junte seus irmãos, sua mãe
e façam uma viagem.
Não foque no medo.
Foque na sua vida.
Encontre alguém,
pra dormir abraçado o resto da sua vida.
Homens tornam-se maridos e pais.
Case-se.
É maravilhoso dividir a vida com outra pessoa.
Na verdade o amor,
é a coisa mais importante que existe.
Uma vez por dia,
pegue o meu celular e,
envie uma mensagem pra sua mãe escrito:
“Eu te amo”.
Uma mensagem,
pode mudar uma vida.
Todo dia 2 de Junho,
busque sua mãe as 20:00 e a leve para jantar.
Ela irá entender.
Quando eu era criança,
sua vó me levou até o jardim e disse:
“Olhe para o céu.
As pessoas não morrem.
Elas viram estrelas.
Elas podem nos escutar e,
até realizar sonhos.”
Depois que eu partir,
olhe para o céu.
E toda vez que ver uma estrela,
será o nosso reencontro.
Entreguei o ipad pra ele.
Enxuguei as lágrimas.
Respirei e
pisquei três vezes.
fonte: thebrocode

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O amor que nos mantém vivos



São 23:04h.
Meu pai acaba de ser ligado a uma máquina de oxigênio.
Eu perguntei ao médico o que estava acontecendo.
Ele respondeu:
“Seu pai está morrendo.
É hora de você dizer adeus”.
Eu perguntei:
“Doutor, você já amou alguém?”
Ele ficou em silêncio.
Eu disse:
“Quando você ama alguém
é impossível dizer adeus.
Porque dizer adeus significa desistir e esquecer”.
Meu pai abriu os ohos e com muito esforço
conseguiu dar meio sorriso.
O médico olhou aquela cena e, com os olhos cheio d’agua,
deixou escorrer uma lágrima.
Eu pedi ao médico para ficar um tempo sozinho com meu pai.
Ele disse: “Tudo bem. Vou esperar na sala”.
Ele abriu a porta e antes dele sair eu disse:
“Não diga adeus.
E, sempre que possível, ame mais uma vez”.
Ele voltou e me deu um abraço.
Saiu do quarto e fechou a porta.
Olhei para o meu pai
ele estava suando frio, chorando e engasgando.
Seguei a mão dele e ela estava gelada.
Então, coloquei a mão dele no meu coração para esquenta-la.
Quando eu era mais novo meu pai sempre fazia isso.
Segurava minha mão gelada,
colocava no coração dele e dizia:
“O nosso corpo esfria.
Por isso, nós temos o coração para esquenta-lo”
Depois de esquentar o corpo do meu pai,
eu segurei o pé dele e fiz cosquinha.
As lágrimas se transformaram em risadas.
Eu fiquei ali ao lado dele por horas.
Eu contei histórias antigas,
e até repetidas.
Coloquei a música alta porque eu sei que meu pai adora.
Cantei sem saber a letra
e dancei na frente dele fazendo careta.
Depois de tudo isso,
meu pai parou de suar frio, chorar e engasgar.
Eu chamei o médico.
Ele entrou no quarto,
examinou meu pai e disse:
“Eu não sei o que você fez.
Mas agora ele está estável”.
Fui para o meu quarto chorando.
Eu sei que meu pai está morrendo.
E eu te pergunto:
“Quem não está?”.
É esse o meu recado.
O nosso tempo é contado.
Mas, enquanto você estiver vivo,
você pode amar e ser amado.
Um dia, nós todos vamos partir.
Eu não sei até quando meu pai vai ficar aqui.
Mas hoje eu sei que ele está feliz.
E isso sempre foi o suficiente pra mim.
Meu pai está morrendo.
Existem outras milhões de pessoas sofrendo.
Eu só queria dizer para cada um de vocês.
Não desista, acredite.
Esperança
é quando você transforma o seu sofrimento
em amor.
E é esse amor,
o laço que nos mantém vivos e unidos.
E isso é tudo.
Um abraço apertado
e até logo.
fonte: http://www.thebrocode.com.br/artigo-309-o-amor-que-nos-mantem-vivos/

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Relato de Graziela Gilioli

“A morte do meu filho me ensinou que a gente pode escolher de que jeito queremos viver: felizes ou tristes"
por Graziela Gilioli
Graziela Gilioli fala da dor de perder um filho (o caçula, aos 14 anos) e de como se recompôs e escolheu ser feliz apesar da dor.
Graziela Gilioli fala da dor de perder um filho (o caçula, aos 14 anos) e de como se recompôs e escolheu ser feliz apesar da dor.


No emaranhado do nosso tempo, adquirimos o hábito de viver sem pensar muito sobre o começo e o fim das coisas, e muitas são as crenças sobre a origem, o fim, e as suas razões. Nascemos e morremos ao bel prazer do destino como se fôssemos reféns dos segredos da nossa existência. E assim, vivemos alienados da nossa sabedoria, esquecidos do que realmente importa na vida.
Mas, afinal, o que é que importa?
Desde sempre nossas indagações sobre o significado das coisas estão suspensas no ar, sem resposta, porque esta é uma condição essencialmente humana – viver com muitas perguntas não respondidas. Sem respostas começamos a pensar na eternidade. Por força da imaginação nossa mente é capaz de acreditar que viveremos para sempre, e infinito é o nosso sonho que nos leva à eternidade. Mas, a despeito dos nossos desejos, nosso mundo é finito.
Nessa vida seguimos a lei do Universo, a lei da finitude, tudo o que principia tem um fim. Tudo o que conhecemos e tudo o que está por vir em algum dia chegará ao fim. Imagine qualquer coisa – um pássaro, um vulcão, um mar, uma cidade, uma árvore, uma esperança, uma certeza, um beijo, um olhar — tudo o que você imaginar tem a sua própria duração de vida.

Tudo o que conhecemos e amamos um dia morre. Onde há vida há morte e vice-versa. Essa é a ordem do Universo. E há beleza nisso

Quando nós aqui da Terra olhamos para o céu, com seus tons amarelados, alaranjados ou róseos e azuis, estamos vendo à distância uma avalanche de meteoros e meteoritos voando por todos os lados, sem rumo, à velocidade da luz com inúmeros buracos negros pela frente. Mas como é bonito um céu colorido! E que deslumbre é o céu estrelado! Para enxergarmos a beleza dos desígnios da vida temos de nos afastar um pouco de nós mesmos para encontrarmos um novo prisma, um novo olhar ou até mesmo uma nova explicação que nos conforte a alma. Isso eu aprendi com o meu filho caçula.
"Estamos acostumados a olhar o mundo sem nos darmos conta que tudo um dia morre."
“Para enxergarmos as belezas dos desígnios da vida temos de nos afastar um pouco de nós mesmos” (foto: Graziela Gilioli).
Eu tenho dois filhos. Há doze anos eles se separaram por uma escolha do destino. Meu filho mais velho, hoje com 28 anos, vive aqui na Terra e o meu filho caçula vive num outro mundo que desconheço. Lá no desconhecido não se contam os dias e então ele tem 14 anos, para sempre. Com o tempo parado na vida do meu caçula entendi a morte como um grande silêncio. Como o fim, sem nenhuma retórica.
Imagine conhecer a morte através do seu filho caçula! Frente à morte somos minúsculos e impotentes. Uma sequência sem fim de perguntas (sem reposta) pipocam em nossa mente e o desânimo, o desespero e a tristeza passam a ser os nossos guias.

Como é que somos capazes de nos iludir durante a vida toda acreditando que a morte é sempre um assunto para não se pensar, como se fosse algo de menor importância perto da vida?

Nunca houve religião ou filosofia que tenha nos libertado da morte e mesmo assim somos tímidos em pensar a morte como parte da nossa vida. Acreditamos que se não tocarmos nesse assunto teremos paz e conforto, e é essa ilusão que nos impede de compreender a vida em sua plenitude. Em nada nos ajuda vivermos como se a morte fosse um engano ou um azar ou uma injustiça que atinge apenas alguns desafortunados.
Convivi com a morte ao meu lado durante os vinte meses em que o meu caçula esteve internado no hospital com o diagnóstico de neurablastoma (um tipo raro de câncer que acomete crianças). Foi quando aprendi que às vezes a gente consegue hipnotizar a morte com a nossa disposição de lutar pela vida. Então ela fica quieta e calma por mais algum tempo, e esse tempo em que a morte está calma é a nossa vida. Meu caçula me ensinou muitas coisas. Uma delas é que o sofrimento pela perda de quem amamos é inevitável. Mas ele também me ensinou que a gente pode escolher de que jeito queremos viver – sendo pessoas felizes ou tristes.
Um pouco antes de morrer meu filho falou bem baixinho — ele ficou surdo e praticamente sem voz por consequência do “tratamento” —: “Mãe, desculpe. Eu não vou conseguir.” Disse isso olhando de frente pra mim e depois apoiou o rostinho lindo que ele tinha no meu peito. Estávamos os dois sentados na cama dele, no hospital. Em seguida ele me disse: 
“Mãe, eu sei que vai ser duro mas não vai ficar triste, tá bom? Fala isso para o meu irmão porque eu acho que não vai dar tempo de eu falar com ele”.
Meu caçula morreu no dia seguinte, sem ter tempo de falar isso para o irmão mais velho. A generosidade do meu caçula em se despedir de mim com suavidade e a delicadeza dele em me dizer que ele tinha chegado ao fim me deixaram sem palavras. No meu coração despedaçado ficou a certeza de que eu faria tudo para voltar a ser feliz algum dia.
Depois dessa última conversa com meu caçula, deixei o caminho livre para ele morrer. Ninguém tem nenhuma ingerência sobre a vontade da morte, mas quando digo que deixei o caminho livre é no sentido de não me opor ao fim e, sim, aceitar que a partir daquele momento minha caminhada seria sem o meu querido caçula. Eu tinha de ser forte para cuidar do meu filho mais velho que perdera o irmão e me lembrei da sabedoria egípcia onde a mãe é a senhora do céu, soberana de todos os deuses e representa a força, o equilíbrio e a esperança, em qualquer situação da vida.
Com o meu caçula em outro mundo, percebi o quanto somos frágeis e fortes ao mesmo tempo. Frágeis porque não escolhemos nosso destino e fortes porque o aceitamos, apesar de tudo. Aceitar o próprio destino não é uma atitude passiva, é uma escolha, a chance de escolher como viver o que o destino nos oferece. Por que abrir mão dessa liberdade?

Por que não usar nossa capacidade de sermos felizes, por escolha? Ser feliz é uma decisão difícil, mas nos ajuda a conviver com as dores mais profundas que nos acompanham durante a vida toda

Diante de tantos milagres que fazem nossa vida possível como não agradecer o que temos? A gratidão pela vida não deveria ser um pequeno detalhe no meio dos afazeres do dia a dia e sim a coisa mais importante de tudo. Ainda compreendemos muito pouco desse mundo e muitas vezes nos atrapalhamos com os assuntos da alma, sempre à procura de alegria e esperança de que todas as vidas precisam. Aprender a viver com serenidade para aceitar com naturalidade as coisas que facilitam ou dificultam nossa vida pode ser um bom começo para descobrirmos o que importa na vida. 

Graziela Gilioli é escritora, autora do livro O Pequeno Médico, e fotógrafa premiada na 10ª Bienal Internacional de Arte de Roma, além de palestrante do TEDxJardinswww.grazielagilioli.com

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Carta de um pai que não internou o seu filho

André e Geraldo em São Vicente (SP), em foto de Ernesto Rodrigues

Fabiane leite
Há cerca de uma semana, André, que tinha 47 anos, morreu vítima de um infarto do miocárdio fulminante, em casa, ao lado do pai. Compartilho com vocês, com autorização do autor, trechos da carta que Geraldo enviou a centenas de amigos e apoiadores: 
Há exatamente sete dias, nesta mesma hora, André, meu filho querido, morreu. Tudo começou e terminou comigo. Muitos, sequer o conheciam. Outros, o conheceram, e outros, até o acampanharam e cuidaram dele. Estas pessoas ficaram, indelevelmente, imarcadas em nossa memória. 
André nasceu duas vezes, uma, de Wilma, sua mãe, e a outra, de mim, quando o assumi, depois de retirá-lo de um hospital psiquiátrico. Portanto, sinto-me fiador de todo esse querer bem, que vocês todos têm demonstrado por ele. 
Tive um privilégio, uma graça por viver junto dele essa experiência, absolutamente fantástica, nestes vinte e cinco anos, desde o dia em que o retirei de um hospital psiquiátrico, até aquele momento, em que o vi, estendido no sofá da minha sala. Ele foi o meu grande mestre, mostrou-me o caminho, o caminho que ele percorreu e que, apesar da violência das crises e, das crises de violência, foi paradoxalmente, delicado e extraordinário. A experiência foi “humana, demasiadamente humana”. Fui atirado à correnteza da vida e da psicose, deixando-me levar sem resistência, aceitando e usando-a a meu favor, sabendo, como bom nadador, que se não o fizesse, iria , apenas, me exaurir. A correnteza, agora queridos amigos, se diluiu, se desfez, deixando-me nadar livremente. A vida foi maravilhosa comigo, por ter-me permitido esse encontro.
Valeu a pena, garoto! Valeu muito a pena!
André vive! Ontem, André era o meu objetivo – hoje, deixou de ser, pois eu o carrego comigo…
Obrigado, obrigado, obrigado… 

Geraldo
leia a matéria na íntegra aqui

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Luto Parental: ser pais e não ter o filho




Eduardo Carlos Tavares e Gláucia Rezende Tavares (*)
O luto parental desafia a vaidade de se perpetuar por meio da descendência. Perde-se a referência de futuro e das possíveis projeções idealizadas nos filhos. Evidencia a fragilidade da vida, assim como a ausência de uma sequência lógica diante da terminalidade. A morte do filho gera mudanças em todo o sistema familiar, repercutindo na relação do casal, dos pais com os filhos vivos e entre os irmãos sobreviventes. Há possibilidade da família se desintegrar, mas também de coconstrução de novos arranjos familiares.
Nosso desafio, há 17 anos, é aceitar e assimilar a morte de nossa filha caçula e prosseguir na vida, como casal; como pais de uma filha sobrevivente; como avós de uma neta de cinco anos, que está aprendendo a amar a tia invisível. Já escutamos inúmeras vezes, que superamos bem o luto. Esse trabalho não é de superação. A proposta é transformar separação em atitude vitalizada. Estímulo a aprendizados, sair da acomodação e ir além, buscando adaptação e renovação. Nesse tempo, muito trabalho e disposição para incluir outros enlutados e convidá-los a estar conosco nessa tarefa em que não se supera, mas repara, recupera, regenera, transforma e transcende a dor da perda.
O luto parental escancara a nossa condição de seres mortais, finitos e esgotáveis e nos apresenta a humildade para digerir essas circunstâncias. Há luto pela morte da ilusão de perfeição como pais; do controle sobre a vida das pessoas que geramos; dos inúmeros sonhos projetados e da falsa sensação de sermos, nós e nossos filhos, pessoas especiais, imunes a qualquer intempérie. O desafio é sobreviver, após a morte de filhos, como pessoas comuns. Essa realidade nos alerta de que não somos donos, mas guardiões da nossa prole. A proposta é evoluir, no processo, do luto à luta, reconhecendo que a dor nos move a aprender, a conectar com a coragem de viver, com a alegria, sem nos paralisar no sofrimento desmedido.
A posse não compreende perda. Ter o filho é diferente de termos a posse de sermos pais. Perdemos, fisicamente, os filhos, mas não perdemos a condição de sermos pais. É a relação amorosa que permite apreender a noção de transcendência na imanência, se manifestando na vida cotidiana. O propósito final da vida não é o de possuir coisas, é o de possuir a si mesmo, pelo exercício contínuo de fazer perguntas, que possam ampliar a consciência. Há perguntas que restringem tais como: Por que eu? Por que comigo? E se …? Mas há perguntas que ampliam: o que me sustenta? O que eu posso aprender de mim? Com quem posso contar? O que posso pedir? O que escolho renunciar? O que priorizo? O que faz sentido?
O desafio como pais é o de ser capaz de continuar a amar depois da perda física. O amor não é mais forte do que a morte, ele é, apesar da morte e fora do seu alcance. O amado foi embora, o amor não. Amor é a gratidão pelo convívio. Como disse Fábio de Melo, “É o amor que faz chegar a presença, mesmo quando só a ausência é o que temos.”
(*) Eduardo Carlos Tavares – Médico pediatra, Doutor em medicina, área de concentração Pediatria e membro fundador do API – Apoio a Perdas Irreparáveis.
Gláucia Rezende Tavares – Psicóloga Clínica, Mestre em Ciências da Saúde pela UFMG, membro fundador do API – Apoio a Perdas Irreparáveis, organizadora do livro Do Luto à Luta.