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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Superar a perda de um filho...
Ao compartilhar uma experiência tão pessoal, tenho por interesse que vidas possam ser fortalecidas e que este tempo de dor tão intensa possa ser suportada quando o insuportável é que faz todo o sentido...

( Autoria não identificada )
Vídeo do Youtube
Publicado em 10/02/2013.

o vídeo postado acima foi visto no blog da nossa querida mãezinha Ilca Santos:
http://thaisalbuquerquememoria.blogspot.com.br/
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tristeza ou Depressão

by zaana


Este estado de agitação é mais forte cerca de duas semanas após a morte, e é geralmente seguida por tristeza ou depressão, reclusão e silêncio. Estas mudanças súbitas de emoção podem parecer confusas para amigos ou parentes, mas são partes da trajetória normal do luto. 

Na medida em que a inquietação ansiosa diminui, os períodos de depressão tornam-se mais freqüentes e atingem o seu auge entre quatro e seis semanas mais tarde. Crises de aflição podem ocorrer a qualquer momento, comumente desencadeadas por pessoas, lugares ou alguma coisa capaz de mobilizar lembranças da pessoa morta. 

Normalmente as pessoas enlutadas podem surpreender as outras quando, de repente, explodem em lágrimas sem uma razão imediata aparente. Nesta fase, pode ser indicado manter a pessoa em luto afastada de outras que não a compreendem ou compartilham do sofrimento. 

Tem sido considerado benéfico tentar voltar às atividades normais após duas semanas. Quando isso não acontece pode aparecer aos outros que a pessoa enlutada passa muito tempo sentada, quieta e sem fazer nada. Essa apatia e desinteresse refletem, na verdade, pensamentos recorrentes sobre a pessoa perdida. 

Com o passar do tempo, o sofrimento do luto feroz cede e começa a dissipar-se. Diminuem os sintomas depressivos e a pessoa sente ser possível começar a pensar em outras coisas, a olhar novamente para o futuro. No entanto, a sensação de ter perdido uma parte de si mesmo costuma demorar muito tempo ainda ou nunca desaparecer totalmente. 

Estas diferentes fases do luto, muitas vezes se sobrepõem e se mostram de maneiras diferentes em pessoas diferentes. A maioria se recupera de um grande luto dentro de um ou dois anos. A fase final do luto é um "abrir mão" da pessoa que morreu e início de um novo tempo de vida. A depressão pode desaparecer completamente, o sono e a energia voltam ao normal. Sentimentos e funções sexuais podem ter desaparecido por algum tempo, mas voltam nesta fase final. 

Mesmo considerando a fisiologia dessas fases do luto, isso não quer dizer que haja um modelo “standard” de luto. As pessoas são diferentes e diferentemente reagem à vida, tanto nos momentos bons como nos sofrimentos. 
Também as pessoas de variadas culturas lidam com a morte de maneiras distintas. Desde a pré-história nossos ancestrais vêem lidando de maneiras diferentes com a morte nas mais diferentes épocas e culturas. Ao longo dos séculos as pessoas em diferentes partes do mundo elaboram suas próprias cerimônias para lidar com a morte. 

Em algumas comunidades a morte é vista apenas como uma etapa de um ciclo contínuo e não como um 'ponto final' da existência. Os rituais e cerimônias de luto tanto podem ser de natureza pública e demonstrativa, como privados e íntimos. Em algumas culturas o período de luto é fixo, em outras não se reconhece um tempo determinado, mas de qualquer forma os sentimentos vivenciados pelas pessoas enlutadas podem ser semelhantes nas mais diferentes culturas. Não se deve confundir a qualidade desses sentimentos relativos às perdas, muito semelhantes entre os seres humanos, com suas mais diversas formas de expressão. 

Ballone GJ - Lidando com o Luto - in. PsiqWeb, Internet - disponível em http://www.psiqweb.med.br/, 2010.
lido no blog Casulo

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Mudança de estado


     A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável. 
     O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram, a sua tristeza e a sua dor. Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos. 
     Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranquilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recorda-la, veja-a feliz e refeita. 
     A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz. 
    "A morte é só uma mudança de estado. Depois dela, passamos a viver em outra dimensão"
                                                                                                                     Zíbia Gasparetto

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


É COM PESAR QUE ANUNCIAMOS O FALECIMENTO DA SENHORA ANA KCHENZCZEN PADILHA AOS 80 ANOS DE IDADE. ESPOSA DO SENHOR ELÍBIO PADILHA. DEIXA FILHOS.
ERA MÃE DA NOSSA QUERIDA AMIGA LÉA PADILHA.
SEU VELÓRIO ESTA SENDO REALIZADO NA CAPELA VATICANO - SALÃO RUBI. LOCALIZADA  A RUA DESEMBARGADOR HUGO SIMAS, 26 - SÃO FRANCISCO - CURITIBA - PR. DE ONDE O CORPO SEGUIRÁ PARA SEPULTAMENTO NA SEXTA-FEIRA DIA 15 DE FEVEREIRO DE 2013 ÁS 11:00 HRS NO CEMITÉRIO PARQUE MEMORIAL DA VIDA LOCALIZADO À RUA PLANALTO, 459 EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS.


NOSSOS SENTIMENTOS À FAMÍLIA DE LÉA PADILHA POR MAIS ESSA PERDA.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O canarinho amarelo

Prezada D. Zelinda,
              Semana passada morreu uma amiga de infância, e fiz para ela e sua família, o texto que envio no anexo, o qual gostaria de compartilhar com todos seus leitores. 
              Espero que o aprecie. 
              Abraços, 
                                                                                      Evaldo D´Assumpção





     Aos poucos fui habituando-me àquele pequeno pássaro canoro. Todas as tardes, quando eu me sentava a mesa para escrever, ele aparecia e ficava naquela árvore, bem em frente à minha janela, exalando seus suaves trinados.
    Foi tamanha a nossa interação, que sem suas melodias minha inspiração custava a brotar, meus textos demoravam a fluir sobre o papel. E quando mesmo assim, surgiam alguns, eles não tinham a qualidade dos que eram despertados pelo meu canário.
   Atrevo-me a dizer meu, porque assim já o sentia. Parecia-me que ele chegava esperando encontrar-me em minha cadeira, olhando para a janela em busca da inspiração que demorava.
  Certamente, muitas vezes ele se frustrou não me encontrando ali. E me pergunto: será que mesmo assim ele cantou, na esperança de que eu estivesse ausente apenas por alguns instantes, e logo retornaria? Ou quem sabe ele gorjeava um pouco, esperava, e observando que ninguém aparecia em minha sala, partia em busca de outro amigo para com ele compartilhar seu canto?
   Assim foram meses e meses. Somente nos dias de muita chuva, meu canário não aparecia. Mas eu o compreendia. Afinal, a chuva e o vento frio não seriam saudáveis para o seu canto.
Contudo, fosse verão escaldante fosse inverno rigoroso, ele nunca faltava. Pensei até em lhe dar um nome, mas desisti. Por que encarcerá-lo numa denominação, se ele era livre em seus longos voos e não precisava ser chamado para aparecer?
   Chamá-lo de canarinho amarelo, já lhe bastava, mesmo sendo um tanto redundante, pois um canário que se preza é sempre amarelo...
   Também jamais me ocorreu capturá-lo num alçapão, e depois – tamanha crueldade! – egoisticamente encarcerá-lo numa gaiola só para tê-lo, exclusiva e permanentemente junto de mim. Tenho a certeza de que, se o fizesse, aqueles chilreios se calariam em sua garganta, pois somente a liberdade nos permite criar e compartilhar o que de mais belo podemos fazer.
   Nenhum ser vivo nasceu, nem nasce para a escravidão. Seja ela de que tipo for, sempre amesquinha a vida, que de natureza e de origem é livre e livre deve ser preservada sempre.  Por isso mesmo abomino toda e qualquer prisão, a que os hipocritamente chamados de animais domésticos possam ser submetidos.
  Pior ainda quando, além da prisão, são submetidos a violências ridículas e brutais, como serem vestidos como o animal humano, receberem adornos e joias – que despautério! – como se tivessem o mais insignificante conhecimento do significado daquelas tolices, que só o tolo animal humano até mata e rouba para possuir e desfilar, provocando inveja aos outros mais tolos ainda, de sua mesma espécie.
   Imagino o quanto se sentiriam ridículos e reclamariam se pudessem raciocinar e se expressar, sendo levados a psicólogos para aliviar seu estresse, provocado pelas próprias estultícias a que são submetidos por seus pretensos donos. Ou a esteticistas, acupunturistas, salões de beleza para banhos e penteados exóticos e outras brincadeiras (só pode ser!) de péssimo gosto para quem foi criado para correr pelos campos, beber e banhar-se nas águas dos rios, a brisa batendo solta em seu rosto quando corre, quando voa. 
   Não, jamais engaiolaria aquele canário, pois ele recebera do próprio Criador de tudo e de todos, a carta de alforria definitiva, no mesmo ato da criação. Livre ele era, livre ele deveria ser até o último dia de sua vida sem grilhões.
    E, certamente esse dia chegou. Pois numa tarde morna de outono, exatamente igual à tantas outras em que ele viera e mais bonito me dera o seu canto, o canário amarelo não apareceu. Imaginei-o em outras paragens, em outros voos mais distantes. Todavia, nas tardes seguintes ele permaneceu ausente. Não ouvia seus trinados e isso me fazia sofrer. Perdi até um pouco da minha vontade de escrever, ficando somente na janela, esperando a sua volta, coisa que nunca mais aconteceu.
Muitos meses passados, tantos dias de sol, de calor e de frio, dias de flores perfumando a primavera, nada mais o trouxe de volta.
Imaginei então que o seu tempo terminara. Certamente meu canário fora levado pelas mãos suaves do Criador, para outras paragens, para embalar a paz em lugares onde ela jamais faltará.
    Meu... por que “meu”?  Ele não era propriedade minha, como eu mesmo não sou propriedade de ninguém. Como nada nem ninguém é propriedade de ninguém, onde só impera a impermanência que a tudo e a todos dá a liberdade nem sempre respeitada, quase nunca se fazendo respeitada.
    O canarinho amarelo partiu. Melhor será dizer como o poeta dos sertões, Guimarães Rosa: “ele se encantou”.
   Para mim só restou a saudade que no princípio foi dolorosa, mas pouco a pouco foi se fazendo gostosa, pois me levava aos dias em que seu canto embalava meus escritos, fazendo-me entender que ao invés de chorar, devo rir e agradecer pelo tempo em que pude gozar de sua singela companhia. Hoje já não a tenho, mas outros pássaros já me visitam, novas flores brotam nas árvores, a brisa suave que vem do mar às vezes me faz imaginar que com ela vem o trinar do canarinho amarelo. Eu não o esqueci e nem o esquecerei. Ficará para sempre comigo, a sua pequenina imagem e a delicada harmonia de suas melodias.
     E, pensando bem, estou certo de que a brisa do mar não me vem sozinha... Afinal, acreditando como o faço, na inexistência da morte, com certeza ele está em algum lugar, agora muito mais livre do que antes, e à minha espera para fazermos novas parcerias: ele com o seu canto, eu com meus escritos. E ambos livres e felizes como sempre fomos, mesmo não tendo percebido antes, essa maravilhosa realidade!
                                               *****************************

Evaldo D´Assumpção – Médico e Escritor

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Segredo do Girassol




Nossos OLHOS SÃO SELETIVOS, nós "focalizamos" no que “queremos” ou estamos “sintonizados” para ver e, muitas vezes focamos no ruim, no feio, e deixamos de “enxergar” todo o restante, que é “belo”. ESCOLHER FOCALIZAR o lado melhor das pessoas, o lado mais bonito, o melhor que cada um tem a ofertar, a porção mais vibrante das coisas, é fazer como um lindo girassol, que escolhe sempre estar virado para o Sol, para a Luz! Se, assim o fizéssemos seríamos, constantemente “alimentados” pela luz..., seríamos mais saudáveis e felizes...

Se nossa atitude fosse como a de uma “grande antena de rádio” que procura, ao máximo possível, “SINTONIZAR AS ONDAS” do lado bom da vida, nos sentiríamos “partículas” mais inteiras, mais CONECTADAS COM A FONTE... Na natureza, nós temos uma antena que é assim: o girassol. O girassol se volta para onde o sol estiver. MESMO QUE O SOL ESTEJA ESCONDIDO ATRÁS DE UMA NUVEM...

Poderíamos também, mesmo que entre as nuvens, procurar a luz sempre, aprender a “realçar e admirar” sempre o lado bom daquilo que “recebemos”. Aprendendo a ampliar pequenos gestos positivos, transformando-os em grandes acontecimentos, FAZER COMO O GIRASSOL, que busca sempre o sol, a vitalidade, a força, a beleza, a luz, MESMO EM “TEMPOS”, SITUAÇÕES OU MOMENTOS DIFÍCEIS.

Apreciar o gesto de amor que alguém, em um determinado momento dirige a você; admirar um sorriso sincero e luminoso de alegria de alguém que você mal conhece ou convive com vc; aceitar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante, reanimadora; incluir por inteiro a comunhão, a compartilha, a entrega de alguém que está te ofertando o seu melhor...

É TRAZER LUZ EM NOSSA MEMÓRIA CELULAR!

E se o mau humor voltar, que volte também a lembrança das atitudes dos girassóis. A vida é assim, a busca constante de caminhos que iluminam, sem se culpar, sem sofrer, perdoando vc mesmo, e pronta pra recomeçar o caminho em direção a luz...
Focalizar no melhor de todos e de tudo do mundo, valorizar o que há de bom e belo em toda e qualquer experiência e incluir isso dentro de nós é O APRENDIZADO DA E PELA LUZ!

Mas existe uma particularidade no girassol que poucos sabem:
Quando não há sol, ele está fechado em uma sala escura com outros girassóis, ele se vira para o outro girassol. Isto significa que quando estamos tristes devemos nos aproximar das pessoas e não nos afastar delas, de maneira a acessar a luz que cada um de nós possui e, assim um ajudar o outro em momentos difíceis (de escuridão), para que todos mantenham seu SOL INTERIOR ACESO, revigorando a “CHAMA trina” de SEUS CORAÇÕES e evoluirmos juntos NO CAMINHO DA LUZ!
É este o segredo de uma vida melhor... que fará um mundo melhor... Que possamos seguir os ENSINAMENTOS DOS GIRASSÓIS!

autor desconhecido