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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Não chore mais


Texto enviado por uma leitora 

A morte não é nada. Apenas passei ao outro mundo. Eu sou eu, tu és tu. O que fomos um para o outro ainda o somos. Dá-me o nome que sempre me deste Fala-me como sempre falaste. Não mude o tom a um triste ou solene. Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos. Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo. Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou, sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra. 

A vida continua significando o que significou: continua sendo o que era. 
O cordão da união não se quebrou porque estou fora dos teus pensamentos, apenas porque estou fora da tua vista? 

Não estou longe, somente estou do outro lado do caminho. Já verás que tudo está bem. 
Redescobrirás o meu coração, e nele redescobrirás a ternura mais pura. Seca tuas lágrimas, e se amas, não chore mais 

fonte: grupo casulo

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

ADEUS



Meu filho João cometeu suicídio. Então tudo fica muito estranho e a vida meio que perde um pouco o sentido.Um vácuo, um vazio. São dias difíceis que precisam ser administrados com coragem e, principalmente, humildade, para poder aceitar os desígnios da natureza sem se deixar levar pelo desespero.
Os amigos nessa hora são um esteio, uma proteção contra a aflição. Nos momentos limítrofes, pensei e chorei baixinho por todos os que se foram como ele e em todos os que ficaram, como eu fiquei. Unidos na dor de outros seres, serenei o que me foi possível serenar. Nada a fazer. A grande nau segue viagem e eu terei que viver o que me resta, conversando comigo mesmo, tentando consolar meu coração. Quando Jorge (Kather) me abraçou me deu uma vontade imensa de voltar a ser criança, de estar de novo na Juca Esteves chutando bola na porta de aço da garagem do doutor Euclides. Queria poder voltar e fazer tudo de novo, igualzinho… teria assim uma outra chance de rever meu filho, lá no futuro… São pensamentos malucos, mas a cabeça da gente delira… Tenho mais três filhos e tenho seis netos pequenos. Somos muito unidos e o que levou João foi uma doença que existe e que leva a isso.

Saberemos estar unidos e confiantes daqui pra frente encontrando o jeito de viver que existe e que saberemos encontrar. A presença de meus amigosde infância no sepultamento confortou meu coração e eu senti um imenso amor por Taubaté… tudo que estava ali, meus amigos, meus parentes, tudo, de alguma maneira, veio de Taubaté comigo. Daqui pra frente eu serei visto também como aquele que perdeu um filho tragicamente. Tentarei ser melhor, tentarei ser mais amigo, mais irmão e mais fiel à minha terra que, na verdade, é tudo que eu tenho. Teria que ir cumprir minha missão de embaixador do Esporte bem no dia em que tudo aconteceu. Não deu. Sugiro com meu coração partido e visivelmente sob o domínio dessa emoção indesejável, que cada um de vocês que me leem, perdoe seus inimigos, se os tiver e se proponha a ser mais generoso com a vida. Divirtam-se mais, amem mais, deixem-se estar expostos as brisas frescas, saboreiem as frutas da terra, sintam o gosto da água matando sua sede. Ouçam música! Não se deixem sofrer pelas coisas que não são vitais em suas vidas. E que Nossa Senhora Aparecida ilumine nossos corações e acaricie nossas almas; as nossas e a de João, meu filho!

fonte: Almanaque Urupês

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Aceitar a morte não significa desistir da vida

fonte:somostodosum
:: Bel Cesar :: 
Semana passada fui surpreendida com um comentário de uma paciente com câncer ao me dizer: Você está me fazendo sentir vontade de viver, mas eu não devia sentir mais apego pela vida, devia aceitar a morte! Seu desabafo nos levou a uma longa conversa sobre a importância de compreender que para aceitar a morte não precisamos desistir da vida.

Intelectualmente pode não ser tão difícil compreender que para aceitarmos a vida temos de aceitar a morte. Mas, por que emocionalmente rejeitamos essa premissa? Porque não nos sentimos preparados para deixar algo se ainda nos sentimos carentes dele! Ou seja, exatamente porque sentimos falta de vida em nossa vida é que não nos sentimos preparados para deixá-la!

Pode parecer um paradoxo, mas são justamente as pessoas que estão cheias de vida que demonstram paz quando estão enfrentando sua própria morte. Estar ao lado delas é em si uma experiência gratificante, pois, até mesmo quando não podem mais falar, nos transmitem mensagens de fé e serenidade. As pessoas à sua volta passam a falar por elas, lembrando de como souberam valorizar a vida!

Podemos não querer falar sobre a morte e, muito menos, sentir sua presença em nossas vidas. No entanto, catástrofes como das ondas Tsunamis no Oriente nos despertam um sentimento de urgência em compreender a morte para não perdemos a fé na vida: intuitivamente sabemos que enquanto separarmos a vida da morte estaremos presos ao medo de viver ambas experiências.

O que significa aceitar? A aceitação é o resultado de um acordo, no qual nos tornamos receptivos a algo. Isto é, aceitamos algo quando amadurece em nosso interior a confiança: não há mais luta, apenas abertura, pois todas as nossas resistências foram abandonadas.

Segundo a psicologia budista, aceitamos nos desapegar de algo quando estamos realmente satisfeitos. Por isso, quando amamos ou nos sentimos profundamente amados por alguém, aceitamos até mesmo nos desapegar desta pessoa ou situação: pois estamos bem estocados deste amor dentro de nós. As pessoas que aceitam morrer são aquelas que estão satisfeitas com suas vidas!

Desapego, neste sentido, significa estar nutrido de amor espiritual.
Todos nós já sentimos essa forma elevada de amor quando desejamos que a pessoa amada seja realmente feliz: com ou sem a nossa presença. No entanto, em geral, nosso amor é mais emocional que espiritual: amamos na carência, isto é, nos alimentamos do sentimento de que amar é sentir necessidade de receber o amor do outro. Neste sentido, damos excessivo valor a algo ou alguém só porque nos faz falta. Isto é, nos comunicamos melhor com o outro quando estamos longe dele!

Mas também é verdade que quanto mais soubermos reconhecer nossa capacidade de amar, menos dependentes estaremos da presença física da pessoa amada. A prova que esta premissa é verdadeira está no fato de que continuamos a amar alguém mesmo após sua morte. A dinâmica do amor continua em nosso interior: continuamos a nos dedicar à pessoa amada mesmo depois que ela já se foi. Rezamos por ela, e muitas vezes passamos a nos dedicar a finalizar seus projetos e realizar seus desejos.

Assim como explica Robert Sardello em seu livro Liberte sua Alma do Medo: No amor espiritual, o bem da outra pessoa vive dentro de cada pensamento que me vem, quer o pensamento tenha ou não a ver com ela. O termo espiritual para essa qualidade é intento, que carrega um significado muito mais sutil do que quando dizemos que temos a intenção de fazer algo. Intento carrega o sentido de que alguma coisa mantida no pensamento se tornou tão real como se estivesse literalmente presente – não presente à minha frente, mas em todos os lugares dentro de mim. No amor espiritual, aquilo que se torna tão absolutamente real é a qualidade espiritual da outra pessoa, sentida no intento de ser orientada unicamente para o bem da outra pessoa. Na vida diária, o aperfeiçoamento do amor espiritual se concentra nos pensamentos que temos em relação à outra pessoa. Esses pensamentos não são iguais àqueles que surgem da saudade de alguém, da lembrança de algo que fizeram juntos no passado ou de pensar sobre o que a pessoa possa estar fazendo no momento. No amor espiritual, não necessariamente pensamos na outra pessoa, ao contrário, a outra pessoa, como espírito, tornou-se completamente entrelaçada à minha existência de modo que, mesmo sem perceber, ela está comigo a cada momento, de uma maneira que acentua a minha própria liberdade individual em vez de impedi-la

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Cinco dicas para mudar algo em sua vida

Pierre Schürmann
Filho mais velho da primeira família brasileira a dar uma volta ao mundo de veleiro, é amante da vida simples

O processo não tem fórmula, mas junte sua coragem, planeje um pouco e se dedique de coração à sua mudança





Quando meus pais saíram para dar sua primeira volta ao mundo de veleiro, em 1984, eu tinha 15 anos. Lembro-me claramente das fases pelas quais passamos como família.
Primeiro, as pessoas riram. Achavam tudo aquilo uma grande piada. Em um segundo momento, quando viram que a partida era inevitável, duvidavam que conseguiríamos. Dez anos depois, quando voltamos ao Brasil, notei que havia um misto de admiração e, principalmente, inveja.
Em abril faz um ano e meio que decidi me mudar para a Bahia, na busca de equilíbrio e qualidade de vida. Havia me mudado para São Paulo em 1996 por causa da minha EMPRESA DE INTERNET (Zeek!), que acabei vendendo para a StarMedia em 1998. Como as oportunidades na cidade eram boas, acabei ficando dez anos por lá.
Na semana passada, fiquei duas semanas direto em São Paulo. Como consequência, tive a oportunidade de rever amigos, fazer reuniões de negócios e aproveitar um pouco do que a cidade tem de melhor.
Invariavelmente, em todas as conversas com amigos e clientes, em algum momento me perguntavam: “E aí, quando volta a São Paulo?”. Ou: “Quando vai largar a vida boa em Salvador?”.
Mas o que quase ninguém se deu conta é que não me mudei de cidade, mas de estilo de vida.
Se você já fez uma mudança importante em sua vida, sabe que mudar não é fácil. Mudar de cidade, de emprego, de estilo de vida e até de relacionamento, demanda um misto de coragem, planejamento e desprendimento.
Não sou nem me considero um especialista em mudanças, mas gostaria de compartilhar com você algumas dicas que me ajudaram muito. Espero que aproveite:
1) Toda escolha tem embutida em si uma perda. Não dá para querer estar no centro dos negócios e morar em uma ilha. Nem conseguimos PERDER PESO ou melhorar nossa forma física sem exercício ou se continuarmos comendo as guloseimas que tanto gostamos sem limite. Por isso, tente entender quais são as perdas que sua mudança lhe trará. Se acha que consegue viver com elas, vá em frente.
2) O melhor momento é o momento que você decidir mudar. Conheço uma pessoa que largou o emprego para montar sua empresa no meio da crise econômica. Todos achavam que estava louco e que não era o momento. Hoje ele me disse que, não fosse a crise, jamais teria conseguido crescer seu negócio tão rapidamente devido aos investimentos que seus concorrentes fariam.
3) Algo sempre vai dar errado. Sou uma das pessoas mais otimistas que conheço. Mas uma das coisas que mais me liberaram emocionalmente foi ter a certeza de que quase nada na vida funciona do jeito que planejamos. Sempre acontece algo inesperado que altera nosso plano e nos desvia um pouco de onde queremos chegar. Ter consciência disso lhe permitirá aceitar essas "curvas" na estrada como parte do caminho e deixar a vida fluir na direção certa.
4) O processo de mudança às vezes é mais importante que a mudança em si. Toda mudança importante requer uma revisão de nossos valores, regras e momento atual de vida. Por isso, quase sempre nos oferece um momento raro de podermos olhar para dentro de nós mesmos e crescermos no processo.
5) Voltar atrás não é sinal de fraqueza.  Alguns dos maiores erros que cometi foram resultado de eu não querer voltar atrás em mudanças que fiz em minha vida. Achei que poderia passar um sinal de "fraqueza" ou "fracasso" para familiares, amigos e pessoas do meu relacionamento profissional. Deixei que meu ego me convencesse que perderia prestígio. Não hesite em desfazer a mudança se achar que cometeu um erro e que será mais feliz do jeito que as coisas eram antes.
Poderia compartilhar muitas dicas adicionais, mas tem outra que desfaria tudo isso. E essa dica é: mudança não tem fórmula! O que funcionou para mim pode não dar certo para você.
Por isso, se preferir esqueça as dicas acima. Junte sua coragem, planeje um pouco e se dedique de coração à sua mudança.
Decidir mudar, por si só, pode ser a maior e melhor mudança que fará em sua vida.
fonte:http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/60742_CINCO+DICAS+PARA+MUDAR+ALGO+EM+SUA+VIDA