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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Chá do bebê da Olinda e chegada do Theo

Fizemos o chá de fraldas  em minha casa no dia 21 e foi uma tarde muito abençoada, com uma energia maravilhosa e com amigas queridas e a participação amistosa do Grupo.
Neste dia também comemoramos o aniversário de nossa querida amiga Sueli Miranda.
Duas grandes comemorações!
E logo no dia 25 recebemos a chegada de Theo!!!!Uma alegria só para o Papai Pedro e da mamãe Olinda!
Essas reuniões são muito importantes para restaurar as nossas vidas...
Essa é a magia do grupo: "tudo que é compartilhado é amenizado."

Bjs a todos,
Zelinda















quinta-feira, 29 de novembro de 2012


É COM PESAR QUE ANUNCIAMOS O FALECIMENTO DO SENHOR CÍCERO MANOEL SILVA, AOS 71 ANOS DE IDADE, FILHO DO CASAL BENEDITO MANOEL SILVA E MARIA JOSÉ SILVA E ESPOSO DA SENHORA IRENE DIONÍZIO SILVA. DEIXA 05 FILHOS.
ERA SOGRO DA NOSSA QUERIDA AMIGA ELINEUSA SILVA.
SEU VELÓRIO ESTARÁ SENDO REALIZADO À PARTIR DAS 17 HRS  NA CAPELA NATALINA BERTI , Nº 10. LOCALIZADA  A RUA VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA, 63 - SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR. DE ONDE O CORPO SEGUIRÁ PARA SEPULTAMENTO AMANHÃ, DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 10 HRS NO CEMITÉRIO PADRE PEDRO FUSS, LOCALIZADO NA BR 376, Nº 3355, KM 13 NO SENTIDO CURITIBA - JOINVILLE.



NOSSOS SENTIMENTOS À FAMÍLIA DE ERIVALDO DIONÍZIO SILVA E ELINEUSA POR MAIS ESSA PERDA.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012


É COM PESAR QUE ANUNCIAMOS O FALECIMENTO DA SENHORA LEONTINA SANTANA DOS SANTOS. AOS 90 ANOS DE IDADE, FILHA DO CASAL ERNESTO DOS SANTOS E BENEDITA DOS SANTOS E ESPOSA DO SENHOR JOAQUIM RAMIRES (FALECIDO). DEIXA FILHOS.
ERA SOGRA DA NOSSA QUERIDA AMIGA BEATRIZ RAMIRES.
SEU VELÓRIO ESTARÁ SENDO REALIZADO À PARTIR DAS 15 HRS ATÉ ÀS 23 HRS. NA CAPELA VATICANO - DIAMANTE. LOCALIZADA  A RUA DESEMBARGADOR HUGO SIMAS, 26 - SÃO FRANCISCO - CURITIBA - PR. DE ONDE O CORPO SEGUIRÁ PARA O CREMATÓRIO.



NOSSOS SENTIMENTOS À FAMÍLIA DE EDMILSON RAMIRES E BEATRIZ POR MAIS ESSA PERDA.


domingo, 25 de novembro de 2012

REFLEXÃO SOBRE A MORTE E O LUTO


Evaldo D´Assumpção – Médico e Escritor  (*)

Vamos chegando ao final de novembro, mês marcado pelo Dia de Finados, oportunidade especial para se refletir sobre temas tão rejeitados quanto o são a morte e o luto. Desde o início da Era Cristã já se reservava um dia para orações pelos falecidos, porém foi no século XI que os monges de Cluny, na França, estabeleceram o dia 2 de novembro, logo após o Dia de Todos os Santos, que era celebrado no dia 1º de novembro, como o dia oficial de Finados. Procuravam com isso, estender a ideia da santidade para todos os falecidos.
Contudo, para muitos o Dia de Finados sempre foi desconfortável, pois nos reporta, intensamente, à realidade da morte.
Morte que tememos, ou até mesmo rejeitamos pensar nela. E por que a tememos?
Podemos dizer que esse é um medo basicamente cultural, representado, sobretudo pelas seguintes condições:
a) Medo da perda – Por nos sentirmos dono das pessoas, dono da nossa própria vida, somos apegados a elas e assim não admitimos perdê-las, exceto se for por decisão pessoal.
b) Medo da incontrolabilidade do processo – O ser humano é naturalmente controlador. Ele sempre se sente inseguro, frustrado e infeliz diante de fenômenos que fogem ao seu controle e a morte é o mais devastador desses fenômenos.
c) Medo da dor que pode ocorrer no processo – Na realidade esse medo é fruto de uma confusão de raciocínio. Nosso medo real é o do sofrimento que antecede a morte, da dor que antecede certos tipos de morte, pois a morte em si não pode ser dolorosa. A dor é um fenômeno que necessita memória para nos causar problemas. Das dores que possivelmente sentimos, mas delas não nos recordamos, nada reclamamos. Contudo, aquelas das quais nos lembramos, referimo-nos a elas como muito intensas. Na morte não haverá memória do que ficou, pois se trata de uma passagem para outra realidade completamente distinta, onde não havendo tempo, não haverá memória. Portanto, a morte em si, não dói.
d) Medo da inexorabilidade e irreversibilidade da morte – situações ligadas também à necessidade que temos de controlar tudo. Sabemos que a morte é para todos, sem exceção, e isso nos faz temer sua chegada. Sabemos que não há volta da morte, e isso nos apavora.
e) Medo da incógnita que é o após-morte – Para aqueles que acreditam numa vida depois da vida, a incapacidade de descrevê-la ou explicá-la comprovadamente, gera o medo, agravado pela dúvida se serão salvos ou não. Para os que não acreditam, a ideia do nada absoluto só é tolerada pela sua intelectualização, contudo conservando-se um buraco negro dentro de si próprios.

Com a morte, vem o LUTO, que é um processo psicológico emocional destinado a nos levar, quando adequadamente vivenciado, à superação da perda e dos sofrimentos que ela trouxe.
Para trabalhar o luto, devemos começar pelo desapego, que é o caminho mais seguro para se lograr uma preparação para as perdas.
Desapegar-se é tomar consciência, de modo real e firme, de que não somos donos de nada nem de ninguém. De que pessoa alguma é propriedade nossa. É descobrir que apego e amor não são sinônimos, muito pelo contrário. Apego é fazer prender, é segurar, é tomar posse absoluta. Já amar é o oposto: não prender, não segurar, não se apossar. Quem ama genuinamente quer o bem do outro, é feliz por saber o outro livre e feliz. Comparando: se vou beber água com as mãos, e a tomo com apego, fecho fortemente as mãos para retê-la toda e somente para mim. Como consequência a água se esvai entre os dedos e nenhuma água beberei. Se pelo contrário, a busco com desprezo, introduzo as mãos na água, abrindo totalmente os dedos, por não me importar segurá-la. Mas a água também sairá das mãos totalmente abertas, que não demonstraram qualquer interesse por ela. Contudo, se for com amor, irei com as mãos em concha. Nelas, a água terá amplo espaço para sair, mas ali ficará e saciarei totalmente a minha sede.
De forma idêntica devemos proceder com as pessoas que amamos, dando a elas a opção de ficar se quiserem, partir se o desejarem, mas nunca se sentir desprezadas. Assim procedendo, agiremos não como dono, que ninguém realmente o é, mas como zelador cuidadoso, afetuoso, que todos nós podemos e devemos ser.
Toda dor tem o seu quantum. Permitindo que se esgote, ele acabará e a dor desaparecerá. Permitir o seu esgotamento, é não tentar retê-la. É expressá-la livremente, cuidando apenas de fazê-lo de modo adequado para não se ferir nem causar danos a nada nem a ninguém. Principalmente a si próprio. “Emoção sem expressão vira depressão, e depressão mata! Mas, emoção mal expressa, vira confusão!”
Diante de uma perda significativa, uma das formas mais comuns e adequadas de expressar nossa dor é através do choro. Por isso são totalmente inadequadas expressões como: “Não chore!”, “Seja forte!”, “Aceita a vontade de Deus!” Quem realmente quer acolher aquele que sofre, ao invés de dar esses conselhos inadequados que ofereça seu ombro para quem está sofrendo e precisa chorar. E, se for o caso, não tenha medo de chorar junto dele. Talvez quem acolhe precisa, ele mesmo, de chorar dores reprimidas e não choradas porque acreditou nesses inoportunos e tolos ensinamentos.
Muito importante é ter a certeza de que o esgotamento da dor pela perda de uma pessoa querida, não significa esquecer aquela pessoa, mas sim aprender e conseguir lembrá-la sempre, porém sem qualquer sofrimento. Em outras palavras, transformar uma triste saudade numa saudade gostosa.
Quem sabe possamos, nesse mês de novembro, meditar um pouco sobre a morte, sobretudo a nossa própria morte, libertando-nos dos medos que ela nos traz.
********************
(*) – Dr. Evaldo é Biotanatólogo e autor dos livros “Sobre o viver e o morrer” (Ed. Vozes, Petrópolis  2011) e “Dizendo Adeus” (Ed. Fumarc – 8ª ed. – Belo Horizonte 2011) 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Aceitar...




Eu tive que aceitar, que meu corpo
nunca fora imortal, que ele envelhecerá
e um dia se acabará.
Eu tive que aceitar, que eu viera ao mundo, para fazer algo por ele, para tentar dar-lhe o melhor de mim, deixar rastros positivos de minha passagem e, em dado momento partir...
Eu tive que aceitar que meus pais não durariam para sempre, e que meus filhos pouco a pouco escolheriam seus caminhos e  prosseguiriam  sua caminhada sem mim. Eu tive que aceitar que eles não eram meus como supunha e que a liberdade de ir e vir é um direito deles também.
Eu tive que aceitar que todos os meus bens foram me confiados por empréstimo, que não me pertenciam e que eram tão fugazes quanto fugaz era a minha própria existência na TERRA. Eu tive que aceitar que os bens ficariam para uso de outras pessoas quando eu já não estiver por aqui.
Eu tive que aceitar que varrer minha calçada todos os dias não me dava nenhuma garantia de que ela era propriedade minha e que varrê-la com tanta constância era apenas um fútil alimento de que eu dava à minha ilusão de posse.
Eu tive que aceitar que o que eu chamava de “minha casa”
era só um teto temporário, que dia a mais dia menos,
 seria o abrigo terreno de outra família.
Eu tive que aceitar que o meu apego às coisas
 só apressaria ainda mais a  minha despedida
 e a minha partida.
Eu tive que aceitar que meus animais de estimação,
a árvore que eu plantei, minhas flores e minhas aves eram mortais. eles não me pertenciam!
Foi difícil, mas eu tive que  aceitar.
Eu tive que aceitar as minhas fragilidades os meus limites, a minha condição de ser mortal, de ser atingível, de ser perecível.
Eu tive que aceitar que a VIDA sempre continuaria
 com ou sem mim, e que o mundo
em pouco tempo me esqueceria

Eu me rendi e aceitei que eu tinha que aceitar.
Aceitei para deixar de sofrer, para lançar fora o meu orgulho,
a minha prepotência e para voltar à simplicidade da Natureza, que trata a todos da mesma maneira, sem favoritismo
Humildemente eu ti confesso
que foi preciso eu fazer cessar umas
guerras dentro de mim..

Humildemente eu ti confesso
que foi preciso eu fazer cessar umas
guerras dentro de mim.

Eu tive que me desarmar e abrir meus braços
para receber e aceitar a minha tão sonhada Paz!


Texto- Silvia Schmidt

domingo, 11 de novembro de 2012

Do Blog: Para Francisco de Cristiana Guerra


"Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia)." 

O detalhe.

Hoje voltei pela primeira vez à rua onde seu pai morava. Respirei fundo, acelerei e peguei o atalho que liga a nossa casa à casa que era do seu pai. Pelo caminho fui vendo as casinhas que a gente pensava em alugar. Um velhinho atravessava a rua, um menino bem pequeno se preparava pra soltar um papagaio. Tudo igual, no seu ritmo, como sempre foi. Só um detalhe: no prédio em frente ao qual estacionei o carro, não mora mais um tal Guilherme Fraga. Mas o sapateiro continua ali. Aliás, era ao sapateiro que eu estava indo. Deixei a bota pra colar a sola e conversei cinco minutos com o sujeito que sempre esteve ali. Naquele dia, como em tantos outros, contou o sapateiro, seu pai voltou do squash, saiu pra passear com os cães e voltou pra se trocar para depois ir trabalhar. O detalhe: naquele dia, ele não foi trabalhar. O bairro continua sua vida. A minha vida é que mudou com esse detalhe. A tragédia com o avião da Tam matou muitas pessoas, mas não fez diferença na minha vida. Seis meses antes, meu filho, não aconteceu nenhuma tragédia coletiva. Simplesmente um coração parou de bater - e isso fez toda a diferença na nossa vida. O seu coração batendo dentro de mim é que me manteve viva. Lembrei dos nossos planos de envelhecer juntos. E por um lado achei bom saber que seu pai não vai envelhecer, nem adoecer. Melhor assim. Tenho que acreditar que foi melhor assim.
http://parafrancisco.blogspot.com.br/2007_07_01_archive.html


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A morte e o amor



No Dia de Finados, resgatemos a memória dos que morreram, dos que estão desaparecidos ou dos que estão distantes.


"Dia 2 de novembro, um dia que os vivos dedicam aos mortos. A explicação? A necessidade que o ser humano tem de ritualizar. E o que podemos dizer disso? Que é muito bom, mesmo. Ritualize. Homenageie. Celebre aquela vida partilhada, aquele amor vivido. Isso mesmo, celebre o tempo que passaram juntos. Vivifique, faça valer. E se tiver saudade… pode chorar. Quanto a ir ou não ao cemitério, mais uma vez, não há uma resposta pronta, não há certo e errado. Se isso te faz sentir-se homenageando a pessoa amada, vá, sem problemas. Se não faz sentido pra você, tudo bem. Faça outro tipo de homenagem, mas faça alguma coisa, ainda que simples, que só você sabe o que significa, como escolher uma roupa especial, uma comida especial, enfim, fica a seu critério. O rito é seu. E não precisa, necessariamente, ser religioso, a não ser, insisto, que faça sentido para você." // Adriana Thomaz, M. D. //


Você não precisa explicar o seu ritual pra ninguém - explique-o apenas se você quiser. De qualquer modo, permita-se fazê-lo do seu coração.

O seu luto é um processo muito particular, muito individual. Nesse dia 2 de novembro, busque fazer a sua conexão consigo mesmo, com os que morreram e com os que estão ausentes e não estão ao alcance das mãos - seja pelo trabalho, seja pela distância física, seja porque estão desaparecidos. No seu coração, dentro dele, mantenha seu vínculo com os ausentes.


Meu abraço demorado.
Cordialmente,
Rodrigo Luz
Membro da Academia Nacional de Cuidados Paliativos
Membro da ALCP, da SBPO e da IAHPC
Conselheiro dos Amigos Solidários na Dor do Luto - RJ


"Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido. O sentido de vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para o outro, de uma hora para outra. O que importa, por conseguinte, não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento. Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo. Precisamos aprender e também ensinar às pessoas em desespero que a rigor nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas, sim, exclusivamente, o que a vida espera de nós." [Viktor Emil Frankl, In: "Em Busca de Sentido"].





Só a morte põe fim seguro
Às dores e aflições da vida.
A vida, porém, temerosa,
Tudo faz para adiar esse encontro.

É que a vida vê da morte
Apenas a mão sombria
E fecha os olhos à luzente taça
Que a mesma morte lhe oferece.

Assim também foge do amor
O coração apaixonado,
Receoso de um dia morrer
Da mesma paixão por que vive.

Lá onde nasce o verdadeiro amor
Morre o “eu”, esse tenebroso déspota.
Tu o deixas expirar no negror da noite
E livre respiras à luz da manhã.


 Poema Rumi: A morte e amor