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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A dor da perda



Não existem palavras, línguas, gestos ou mesmo pensamentos que possam expressar a dor da perda. Ela é tão profundamente dolorida e fere a alma com esmero desmedido, cortando lenta e dolorosamente com o lado cego da faca.

A dor é fenomenal, incrívelmente dor, extraordinariamente dor, fatalmente dor. É dor, dor, dor, somente dor. E não cede, não acalma, não dá trégua. E a alma se contorce, revolve, chora, berra e geme em lamentos surdos, que tomam o corpo, que fazem cambalear e entontecer o espírito.

A dor da perda não tem som, não tem voz, e invade o âmago do ser silenciosa e cruelmente fazendo doer e adoecer o corpo. Massacra a alma a tal ponto de tudo ao redor perder o sentido. Tudo. Tudo perder o sentido e o brilho da vida.
Os olhos olham mas nada vêem, os ouvidos ouvem sem nada ouvir, os braços caem sem sentir qualquer amparo, qualquer sussurro de compreenssão, de entendimento.
Somente o gosto do sangue da dor é percebido no fundo do coração que sangra, falece e se afunda no fundo da terra, do pó.
E tudo vira dor profunda e cortante como o fio de uma navalha. Os sentidos perdem a razão de ser. Robotizamos o corpo e caminhamos, perdidos e anestesiados de lá prá cá, de cá prá lá, desnorteados, confundidos, atordoados e completamente perdidos de nós mesmos. Esquecidos de tudo e de todos, menos da dor que rasga, dói e arranha o coração até o sangue jorrar em lágrimas profusas e gritos inaudíveis.

A dor da perda cala fundo e faz sepultura da alma onde desejamos ardentemente nos enterrar, em silêncio absoluto, em escuridão infinda, em adormecer eterno. Faz desejar a morte e buscar o fim de tudo, inclusive de si mesmo, para calar... a dor... 
Não existem palavras que definam a intensidade da dor da perda. Ela é tão incrivelmente dor que perdemos a definição e a expressão do que sentimos. Nada mais importa. Nada. A dor da perda é pesada demais.
Impossível de se carregar solitariamente. 
Por isso, por tudo isso, havemos de buscar forças para suportar a dor da perda, por mais profunda, pungente e dolorida que seja, por mais aterradora e insensível... 
Havemos de nos resguardar da dor, de acordar e lutar para viver, mesmo a alma em soluços, mesmo que o espírito, anestesiado pela dor, perca a vontade de lutar e continuar a viver... havemos de nos resguardar da dor no alento dos braços do amor, que é o único que torna possível tudo, por ele, com ele, suportar...


professor Galvão

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Walt Disney


“Não esperar”

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, importa-me simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de ‘Amigo’.

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, ‘o amor é uma filosofia de vida’.

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar…

Agora simplesmente durmo para sonhar.

Texto magnífico de Walt Disney.

sábado, 12 de outubro de 2013

Festa do Dia das crianças

É com muita alegria que passamos mais um dia divertido e cheio de emoções na escola rural de Canhembora. A professora Anecy e as crianças nos receberam com muito amor e alegria. 
Recebi com muito carinho cartinhas de agradecimento e amizade das crianças, enfim um dia para guardar para sempre na memória.
Gostaria de agradecer a todos os meus amigos e amigas, meus colegas da faculdade da UAM e aos parceiros (as) do grupo ASDL ...
Só podemos fazer alguma coisa para o próximo se o próximo nós ajudar...

Que DEUS abençoe a todos...
Obrigada de coração Zelinda
















sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A EXISTÊNCIA É COMO UM LIVRO


Por: Dr Evaldo D´Assumpção 
Por mais que evolua a tecnologia, por mais complexo que sejam os conhecimentos dos homens, a morte, tanto quanto a vida, continua sendo um insondável mistério.
Por que nascemos? Por que vivemos? Perguntamos, assim como questionamos, com muito mais intensidade e ansiedade, por que morremos.
Nascimento, vida e morte fazem parte de um mesmo livro que é a nossa existência. O nascimento é o prefácio, a vida é o miolo do livro, e a morte o seu epílogo, que inclui o índice do que fizemos. Livro que vai sendo escrito a cada dia, a cada momento, no pleno gozo do nosso livre-arbítrio, porém sem a menor possibilidade de se voltar atrás. Por isso, cada página é inigualável e insubstituível, só podendo ser escrita uma única vez. E quanto melhor o fizermos, melhor será a nossa história. Se por desatenção saltamos uma página, ela permanece em branco, e se fosse possível – mas não o é – voltar atrás para preenchê-la, ela ficaria em total descompasso com o contexto geral de nossa narrativa. Por isso, temos de ter muita cautela para não estragar nem desperdiçar qualquer momento de nossa história, pois ele é único e não se repete. Para que aquela página não fique em branco, ou cheia de borrões, ou com escritas das quais nos envergonharemos. 
Por outro lado, o livro da nossa vida tem sempre um coautor que dele participa, do início até o fim. E o faz somente através de inspirações e sugestões, com o único objetivo de melhorá-lo sempre. Quando desprezamos a sua participação, e ignoramos suas admoestações, o livro perde, e muito, a sua qualidade. A única prerrogativa que é exclusiva desse Coautor é a redação do epílogo, que encerra a história, assim como o seu índice. Por vezes Ele o faz num momento em que acreditamos ainda haver muito a ser escrito. Mas isso só acontece porque não temos o inefável discernimento pleno, que só Ele possui. E quando o epílogo é redigido, muitos se indignam, e até se revoltam contra a conclusão que julgam ter sido extemporânea.
Quando começamos a leitura de um romance, o prefácio nos abre para a alegria e a expectativa do desenvolvimento daquela história. E quando ela é cheia de qualidades, quase sempre nos vem uma sensação de frustração quando chegamos ao epílogo, porque já não existem mais páginas a serem lidas. Quando isso acontece com o Livro da Vida, questionamos a arbitrariedade da interrupção, não a aceitando e até mesmo nos revoltando contra o intempestivo Coautor que a fez.
Contudo, mesmo sendo nós os autores, bem mais sábio é o nosso Coautor e suas decisões nunca são inoportunas, nem passíveis de erro. O que é para nós motivo de perplexidade e indignação, na história maior que só o Coautor conhece, é pura sabedoria e compassividade. Quando virarmos a página e contemplarmos o índice daquele livro, descobriremos o que recebemos, o que fomos e o que fizemos, muitas vezes coisas que sequer imaginávamos.
Desconhecendo essa realidade, nossa postura mais comum diante da morte de alguém que amamos, geralmente é a perplexidade, a dúvida, a revolta, o questionamento, e com certa frequência, a culpa. Culpa porque imaginamos que não fizemos o suficiente para evitar aquele infausto acontecimento.
Mas a vida tem princípio, meio e fim. Sabemos bem qual é o seu princípio, vivemos quase sempre conscientemente o seu meio, mas desconhecemos totalmente quando e como será o seu fim. Chegamos mesmo a rejeitar esse epílogo, como se isso o eliminasse de nossa história. Entretanto, desconhecer ou pretender ignorar essa realidade é o que mais nos faz sofrer.
O epílogo do livro da existência não é o seu fim, mas o encerramento de um volume escrito no espaço e no tempo, para onde ele foi criado. A ele se segue somente um outro volume, esse já sem prefácio nem epílogo, só tendo um miolo infinito, pois é vivido onde a impermanência já não existe. Onde a palavra fim, não faz qualquer sentido. Onde a vida é plena e desfrutada para sempre nos braços amorosos do Pai Criador, o verdadeiro coautor da nossa história. Um novo volume que já não é escrito individualmente, sendo a obra de todos os que já se encontram na eternidade. Um novo volume sem páginas, pois já não existem momentos, apenas um contínuo e infinito fluir numa felicidade inefável e infindável.
Nesse livro não há tristezas nem arrependimentos, por se ter perdido ou vivido mal instantes preciosos que não voltam mais. Afinal, na eternidade de Deus o tempo não existe, e lugares também não. Somente a contínua, infindável e inefável existência de quem já se tornou imortal, no carinhoso aconchego daquEle que é eterno. E que na eternidade, nos acolhe a todos, sem exceção, em seu infinito amor. 

Dr Evaldo D´Assumpção 
Médico, Escritor, Biotanatólogo e Bioeticista / Membro Emérito da Academia Mineira de Medicina
http://www.nucleofenix.com/

domingo, 6 de outubro de 2013

15 anos dos Amigos Solidários na Dor do Luto





Hoje dia 6 de Outubro o grupo Amigos Solidários na Dor do Luto, esta completando 15 anos, Agradecemos muito a vida da sua fundadora como chamamos carinhosamente de Rosana,  como ela mesmo fala somos uma família de cinco, com três  filhos. O seu primogênito Carlos faleceu com 18 anos vítima de um tumor no cérebro.
“Eu não o perdi, mas devolvi, para o Pai…” diz Rosana.
Inspirada na experiência de pessoas que formaram grupos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos para lidar com o luto, decidiu formar um grupo aqui em  Curitiba, na esperança de ser um instrumento da compaixão do PAI para as pessoas enlutadas.
  Refletiu e estudou muito sobre o tema, durante 4 anos e fundou o grupo no dia 6 de outubro de 1998. Sendo uma pessoa de muita fé, dedicou esse grupo para Nossa Senhora das Dores. Foi a maneira que ela encontrou para celebrar a vida de Carlos entre nós.
Quando eu fiquei sabendo do grupo através de uma grande amiga, a Jocil - que perdeu o filho  Felipe com 14 anos na época - que estava frequentando o grupo. Como eu estava passando por uma dor profunda com o falecimento do meu neto Saulo - também  com 14 anos e a coincidência de ambos terem feito a primeira comunhão juntos.
Depois de alguns anos do seu falecimento ela me convidou para ir  a reunião. Lá fui tão bem acolhida que  disse para mim mesma: “Aqui é o meu lugar, onde eu vou trabalhar” e isso já faz 11 anos!
Por motivo de saúde e outros compromissos, Rosana veio falar comigo e disse: “É só para você que tenho confiança de entregar esse grupo”.
Quando eu entrei na sala ela pensou consigo, essa é a pessoa para quem  vou entregar o grupo.
As reuniões eram em um salão do lado da Igreja do Bom Jesus, antes das reuniões ela se ajoelhava e rezava e pedia para que aparecesse a pessoa certa. Deus ouviu suas preces.
Hoje dedico uma grande parte do meu tempo para o grupo, que tem sido uma benção na minha vida e das pessoas que o frequentam.
Temos um grupo de mães que me ajudam, eu sempre digo, tem que ter uma cabeça e um corpo para responder pelo grupo, mas  preciso dos braços e pernas que são as mãezinhas que me ajudam.
Só podemos fazer alguma coisa para os outros se os outros nos ajudarem...
A plantinha que a Rosana me entregou com tanto carinho, eu cuido com o maior amor e esta está crescendo e dando novas mudinhas por todo esse mundo de DEUS, através dos amigos do Blog, e da mídia que nos ajuda com a divulgação.
Agradeço a todos que me ajudam, `a Universidade Federal do Paraná que nos cede o espaço para as nossas reuniões, `as psicólogas, mestres, e aos alunos que nos apoiam com os atendimentos individuais para as pessoas enlutadas..
É muito gratificante quando você ouve os testemunhos no que o grupo fez de melhor em duas vidas.
A vida nunca mais será a mesma sem o seu ente querido que partiu antes de nós, mas temos que ser sobreviventes pelos que ficaram e precisam de nós inteiras e não vítimas...
Obrigada Rosana, espero  sempre poder dar mais e mais de mim  junto com essas mãezinhas especiais....
Muitas bençãos para sua família e o meu eterno agradecimento.

Carlos, filho da Rosana


Zelinda De Bona ( coordenadora do grupo ASDL) e minhas amigas e (os) que colaboram  com muito amor e carinho..

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vida Simples



Como superar a dor da perda


A dor da perda atinge a todos nós, mas há diferentes maneiras de reagir e de se recuperar. 

Conheça algumas delas

Publicado em 14/10/2010
Liane Alves

Seja a perda de um amor, de um trabalho, da saúde ou da autoestima, o fato é que às vezes nos encontramos diante da dor inexorável de quem perdeu. E esse sentimento pode nos afetar profundamente. A sabedoria, porém, está em saber que há diferentes maneiras de viver e reagir diante da perda, e ao doloroso período que a segue.

Reação à perda

Muitas vezes as perdas causam um sofrimento não proporcional a seu tamanho: uma perda boba pode nos chacoalhar sem dó nem piedade, enquanto podemos passar batidos por algo que deveria nos derrubar no chão. Isto é, elas também dependem de nós. "A reação àquilo que perdemos está sujeita ao histórico anterior da cada um", diz o neuropsiquiatra francês Boris Cyrulnik ao analisar o sofrimento gerado por traumas e choques.
Ele também diz que as pessoas que reagem bem às pequenas perdas (com um alto índice de resiliência, ou capacidade de voltar a seu estado normal) são as que mais bem se recuperam diante de um caso mais grave. Portanto, procurar elaborar as perdas menores do cotidiano pode nos preparar para acontecimentos mais difíceis.

Colocando para fora, 

falar sobre a própria dor, desabafar, é muito importante. "É o começo da recuperação", afirma Cyrulnik.
"Verbalizar torna a pessoa mais consciente do que aconteceu. Nesse processo, ela pode compreender melhor a situação e ultrapassá-la".

 Nesse momento, porém, podemos entrar em contato com uma raiva que escondemos até de nós mesmos. "Quando uma pessoa perde um companheiro de muitos anos, por exemplo, ela pode se sentir abandonada - e com raiva de quem partiu". afirma a psicóloga junguiana Mônica Giacomini. Essa raiva, não manifestada, passa então para o inconsciente. "Enquanto não a elaborarmos, torna-se difícil iniciar um processo de recuperação", diz Mônica. 

E o período de luto não acontece só por uma pessoa que morreu, mas também por uma relação amorosa que acabou, por uma demissão que gerou uma sensação de incapacidade e outras situações. 
"A perda da autoimagem e do amor, por exemplo, é capaz de gerar um luto tão intenso quanto a morte", diz Mônica. "Enquanto rejeitar a si mesmo e o que aconteceu, a pessoa vai projetar essa mesma rejeição nos outros. Para ela, ninguém será capaz de aceitar algo que ela mesma tem dificuldade de assimilar", diz Mônica. A recuperação inclui utilizar recursos criativos que permitam assimilar a dor e desenvolver maneiras de superá-la.

 A libertação - 

"As perdas mais comuns pertencem ao universo do ter, àquilo que eu penso que é meu: pessoas, inclusive" - , diz o médico homeopata Adair Zan. 
Esse sentimento pode se tornar muito possessivo e gerar um enorme sofrimento. "Não é sábio marcar a vida, ou o amor, em territórios delimitados. É uma ilusão pensar que somos capazes de mantê-los a qualquer custo".

 Ele também lembra que a noção de que o destino foi injusto pode agravar a sensação de dor. É o caso, digamos, da traição ou de uma demissão arbitrária. "A diferença é que, no exemplo corporativo, a assimilação é mais fácil. O funcionário é que foi demitido, não a pessoa. Já na traição, a dor é pessoal, carregada de peso cultural", afirma Zan.

 O médico acredita que, por meio de uma reflexão verdadeira, é possível chegar a um novo equilíbrio.
Enxergar sua responsabilidade num processo de separação também é curativo. "O ideal é que o namorado ou o cônjuge pudesse um dia sentar e conversar com o ex-parceiro sobre isso, para chegar às verdadeiras causas do rompimento. Como é bem difícil isso acontecer, podemos traçar esse caminho com a ajuda de um terapeuta", avalia.

 

Pausa para o recomeço



Quando uma situação ou um ciclo acaba, é preciso reconhecer que algo mudou e que a vida não será a mesma. 
"Precisamos de um tempo para voltar a pulsar de maneira plena, com energia suficiente para fazer frutificar novas ideias ou formas de se relacionar. 
Quando deixamos um ciclo de fato se encerrar, sem pressa, conseguimos voltar à vida mais íntegros", afirma a psicoterapeuta Sandra Taiar.

 Ao conseguir empreender essa tarefa, estaremos prontos para superar a dor e juntar forças a fim de encarar as inevitáveis mudanças geradas pela perda. Nesse ponto de reconciliação com a vida, os danos gerados por ela já serão mais administráveis. E a compreensão de que há uma maneira mais sábia de passar pelo sofrimento pode nos ajudar muito.



LIVROS
 O Ano do Pensamento Mágico, Joan Didion, Nova Fronteira