Seguidores

sábado, 30 de abril de 2011


No mês que se inicia, comemora-se o Dia das Mães. Nesta data, sabemos muito bem o quão difícil é para as nossas mãezinhas tão especiais  passar por este dia. Em maio, faremos uma série de postagens em homenagens a essas mães, as quais dedicamos uma atenção muito especial. Para isso criamos um mural, onde vocês poderão enviar mensagens para seus anjos queridos que partiram antes de nós e compartilhar com os AMIGOS SOLIDÁRIOS  esse momento.
Dor compartilhada é dor amenizada.

quarta-feira, 27 de abril de 2011


Quando eu era menino, vi minha mãe levar um tombo quando estava tendo alta no hospital. Fiquei apavorado e pedi que ela voltasse para cama. Minha mãe contemplou o meu pequeno rosto assustado e disse: “ As pessoas caem mas depois elas voltam a se levantar. A vida é assim.”
Sob muitos aspectos, as perdas são semelhantes às quedas...
Ninguém escapa de algum tipo de perda. No início, uma família pode se ver no caos devido a uma perda e parece se desestruturar. Mas o tempo recompõe de uma forma diferente e na maioria das vezes mais rica.
 A cura da perda envolve muitos passos. Não se force a viver plenamente a dor da perda. Deixe que o processo se desenrole no seu ritmo. Viva a negação se for preciso. Não se censure e nem se importe com a censura dos outros, lembrando-se que você experimentará seus sentimentos na hora devida. Você descobrirá que a única maneira de escapar da dor é através da dor...
Ao observar as pessoas que têm uma doença incurável lidarem com a perda, percebo quase sempre o mesmo processo. No início, elas tiram muitas fotos de si mesmas, como se dissessem: “Eu estive aqui.” Depois, à medida que a doença progride, elas param de tirar tantas fotos porque compreendem que o retrato não é garantia de permanência: no melhor dos casos, as imagens acabarão sendo passadas para gerações de pessoas que nunca se conheceram. Descobrem que o que mais importa é o amor que existe nelas e naqueles que elas amam. Descobrem que é possível transcender parte da perda e aquilo que há de fundamental em si mesmas e naqueles que amam não é perdido. Podem até aprender que o que realmente importa é eterno e é nosso para sempre. O amor que você sentiu e o amor que você deu nunca é perdido. 

“Os segredos da vida” de Elisabeth Kubler-Ross e David Kessler, Ed.Sextante

Friedrich Nietzsche


Aquilo que não me mata, só me fortalece... 

domingo, 24 de abril de 2011

Pais em luto dão testemunho de aprendizagem

luciana leitão

Não há cura para o luto de uma mãe que perde um filho, mas pode 

haver terapia. 

"Não sinto menos dor, mas aprendi a viver com a saudade", diz 

Emília Agostinho, que perdeu o filho há 18 anos num trágico 

acidente de viação. Hoje, faz parte da associação "A Nossa Âncora", 

e lança, com outros quatro pais em luto, o livro "Na Curva do 

Caminho".

Aproveitando o décimo aniversário da associação que ajuda pais em 

luto em Portugal, cinco membros quiseram publicar os seus 

testemunhos enquanto pais que tiveram de chorar a morte dos filhos. 

"Na Curva do Caminho" conta a história da sua aprendizagem.

Segundo o psicólogo Abílio Oliveira, a colaborar com "A nossa 

Âncora" desde 1999, o apoio da associação assenta nos grupos de entreajuda onde uma pessoa com um luto antigo - o moderador 

- serve de intermediário entre pais com lutos recentes. 

"O grupo de partilha é um grupo terapêutico", afirma, e "o trabalho 

pode ser tão ou mais importante que aquele feito com um psicólogo".

A vantagem é "que toda a gente já passou pelo mesmo". O papel do psicólogo é não só coordenar, mas também tratar diretamente os 

casos mais complicados. Para Abílio Oliveira, o luto pode ser 

dividido em três fases: a anestesia, a desorganização pessoal e 

profissional e a recuperação. Na passagem para a terceira fase há 

"o ponto em que a pessoa bate no fundo" e começa a aceitar e a 

reorganizar-se.

No último período do luto, as pessoas tornam-se "mais criativas e 

mais altruístas". O fim do luto acontece quando os pais percebem 

que "o vínculo não depende da existência física". Segundo o 

psicólogo, há "mortes mais complicadas" que tornam mais difícil 

o processo de luto: as mortes violentas, os suicídios e os 

acidentes. Os comportamentos para - suicidas - como os de risco 

e de auto-agressão - dificultam a compreensão e aceitação. 

"É difícil resolver um luto", diz. E há mesmo pais que nunca 

saem do luto patológico: "Ficam parados na segunda fase 

do processo". 

E há ainda casos de luto crônico, de que são exemplo os 

pais que "nunca desmancham o quarto ou que estão sempre 

no cemitério."

terça-feira, 19 de abril de 2011


O texto que segue foi retirado do livro NA CURVA DO CAMINHO, testemunho de pais da A NOSSA ÂNCORA Apoio a Pais em Luto, de Portugal, 2005, escrito por Maria Emília Pires, 59 anos, fundadora e atual presidente da Associação. Ela, como muitos de nós, perdeu sua filha Mónica, de 18 anos num acidente de automóvel.

...é muito bom sabermos que há alguém, em alguma parte que se preocupa e sofre conosco. Na dor e no sofrimento fazem-se grandes amizades, porque compreendemos muito bem e sentimos, na nossa própria pele e no nosso coração a dor dos outros.
...
Frases feitas, ditas por aqueles que têm pena de nós e nos vieram acompanhar. Mas nós não queremos que tenham pena. Queremos o nosso filho ou a nossa filha de volta. Porque é que os levaram? Para onde os levaram? Temos que nos segurar para não ir buscá-los. Quereríamos apertá-los contra nós e soprar-lhes vida de novo.
...
A sociedade em que vivemos recusa-se a falar da morte. Tem um comportamento diferente para com aqueles a quem de alguma forma ela tocou. Entre os homens, raramente se abordam assuntos onde transpareçam os sentimentos. É terrível viver numa sociedade que nos obriga a representar um papel impeditivo de ser quem verdadeiramente somos, em toda sua dimensão.
 

Por isso a ajuda de um grupo de apoio é de suma importância para quem está vivenciando o luto.   O Grupo Amigos Solidários existe para dar o carinho, o apoio, a atenção e a compreensão que o enlutado necessita nesta fase tão difícil que está passando.
fonte: grupo casulo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Lidando com os filhos que ficaram




Não é incomum os pais atribuírem qualidades santificadas ao filho morto, como "o favorito", "melhor", "mais sensível", ou "especial". Isto pode intensificar as experiências de luto dos pais como dos irmãos. Podem acontecer as comparações entre os filhos vivos e o filho idealizado que morreu. 


É bom lembrar que esta criança também está sofrendo pois perdeu um irmão, e porque vê seus pais sofreram de forma tão intensa como se ele não fosse capaz de amenizar dor nenhuma. Isto pode trazer sérias complicações para o desenvolvimento psicológico deste irmão. 

Por outro lado os pais vivem sentimentos ambivalentes em relação aos filhos que "sobreviveram" pois sentem medo de investir afetivamente nestes, ou por outro lado, passam a superproteger, com medo de perder estes também. Isto muitas vezes tem um caráter de castigo por terem sobrevivido no lugar do irmão morto.


Gabriela Casellato



Pais em luto que, numa ânsia de busca, relembram incessantemente tudo o que viveram com os seus filhos falecidos estejam atentos à vida quotidiana e ao futuro dos outros filhos falecidos, ao vosso lado também sofrem. Eles deprimem-se por verem tanta tristeza à sua volta.

Os irmãos são uma parte muito importante dos que partiram porque partilharam imensas coisas que os próprios pais desconhecem. Viveram, por vezes, um mundo muito especial juntos e, por isso, a imagem desses irmãos permanece no seu interior para sempre.

Os filhos vivos têm de ser salvos do seu desespero e somos nós, pais em luto, que temos de superar a nossa mágoa e tentar compreender também a sua dor, continuando a dialogar com eles e a mostrar-lhes o nosso amor.
                                                                                                   Aida Nuno, em Na curva do caminho 



terça-feira, 12 de abril de 2011

Não chore, se você me ama...

Se conhecesse o dom de Deus e o que é o céu...

Se pudesse ouvir o cântico dos anjos e me ver entre eles...
Se pudesse ver se desenvolver diante de seus olhos os horizontes, os campos e os novos caminhos que atravesso...
Se, por um instante apenas, você pudesse contemplar como eu e a beleza diante da qual as belezas empalidecem...
Como!... Você me viu, amou-me no país das sombras e não se conforma de me ver e me amar no país das realidades imutáveis?
Acredite em mim. Quando a morte vier romper seus próprios laços como quebrou aqueles que me acorrentavam, quando chegar o dia que Deus fixou e conhece, e sua alma vier a este céu em que minh`alma antes chegou...
nesse dia você voltará a me ver.
Sentirá que eu o amei e continuo amando você e encontrará meu coração
com todas suas ternuras purificadas.
Você voltará e me verá em transfiguração, em êxtase feliz.
Já não esperando a morte, mas avançando com você, eu o levarei segurando suas mãos, pelos caminhos novos da luz e da vida.
Se você me ama, enxugue seu pranto e não chore.

Santo Agostinho

quarta-feira, 6 de abril de 2011


Partida e Chegada 
Henry Sobel, por ocasião da morte de Mário Covas contou a seguinte parábola:

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: "já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro" !!!

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".

O ser que amamos continua o mesmo, suas conquistas persistem dentro do mistério divino.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá : "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.

Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julga r desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas.
De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Assim, um dia, todos nós partimos
como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou. 

Durantes os períodos de crise aguda parece impossível refletir sobre qualquer significado que nosso sofrimento possa esconder. Frequentemente, o único que podemos fazer é suportá-lo. E é natural considerá-lo uma injustiça e nos perguntar: por que comigo? Felizmente, contudo, nos momentos de alívio ou nos períodos posteriores a experiências de sofrimento agudo, podemos refletir sobre ele e buscar seu significado.
Dalai Lama

sábado, 2 de abril de 2011

O ABRAÇO
Estudos têm revelado que a necessidade de ser tocado é inata no homem.
O contato nos deixa confortáveis e em paz.
O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse: "o abraço é o melhor tratamento para a depressão."
Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado.
Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que você se sinta mais jovem e mais vibrante. No lar, um abraço todos os dias reforça os relacionamentos e reduzirá significativamente os atritos.
Helen Colton reforça esse pensamento "quando a pessoa é tocada a quantidade de hemoglobina no sangue aumenta significativamente.
Hemoglobina é a parte do sangue que leva o suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro. O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo, no caso de alguma enfermidade."
É interessante notar que reservamos nossos abraços para ocasiões de grande alegria, tragédias ou catástrofes. Refugiamo-nos na segurança dos abraços alheios depois de terremotos, enchentes e acidentes. Homens, que jamais fariam isso em outras ocasiões, se abraçam e se acariciam com entusiasmado afeto depois de vencerem um jogo ou de realizarem um importante feito atlético. Membros de uma família reunidos em um enterro encontram consolo e ternura uns nos braços dos outros, embora não tenham o hábito dessas demonstrações de afeição.
O abraço é um ato de encontro de si mesmo e do outro. Para abraçar é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro. Por isso, é fácil abraçar uma pessoa estimada e querida. Mas se torna difícil abraçar um estranho. Sentimos dificuldades em abraçar um mendigo ou um desconhecido. E cada pessoa acaba por descobrir em sua capacidade de abraçar seu nível de humanização, seu grau de evolução afetiva.
É natural no ser humano o desejo de demonstrar afeição. Contudo, por alguma razão misteriosa ligamos ternura com sentimentalidade, fraqueza e vulnerabilidade.
Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem.
O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e ter valor. É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe. Pense nisso!
Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho?
Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais?
Quando você encontra um amigo, costuma cumprimentá-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal?
A emoção do abraço tem uma qualidade especial.
Experimente abraçar mais.
Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva.
Que tal experimentar a terapia do abraço?
Fonte: "A importância do abraço" " adaptação do texto do Prof. Jorge Luiz Brand, parapsicólogo, bacharel em psicologia e Rolando Toro Araneda (biodança, coletânea de textos)