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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Como me reconciliei com Deus

por  Patrícia Gimenes

Amigas, não sei como está a relação de vocês com Deus. Eu vou contar como fiz para me reaproximar dele.
Quando minha Carol partiu, senti muita, muita raiva de D...eus. Não conseguia rezar. Porque não importa por qual razão ela não estivesse mais comigo, eu acreditava que Ele havia me feito uma crueldade.
O tempo foi passando. Minha dor, não amenizou. Porém, minha vontade de falar com Deus vinha e por mais que eu tentasse, sempre desistia. Socava a parede, chutava meus móveis, trancada no meu quarto sozinha. Esperava meus pais saírem e abria a janela, gritando o máximo que eu conseguia.
Então, comecei a pensar nas palavras de Jesus. E em Jesus. Comecei a ouvir mais sobre Ele, procurar mais o evangelho, ver filmes sobre a vida Dele. E sempre pensando no quanto Ele sofreu. Foi assediado, como nós, sendo um inocente, também pediu a Deus que o livrasse da no Monte das Oliveiras, mostrando seu lado humano, mas acabou compreendendo, acima de tudo, que tinha que passar por aquilo....sabe por quem? Por nós. E passou, ainda mais deboche, foi ferido, maltratado, humilhado até seu último minuto de vida, torturado naquela cruz. Li num livro sobre as dores que ele teria sofrido e fiquei horrorizada com a descrição. Isso, além do deboche que Ele ouvia até na cruz: "Médico, cura a ti mesmo agora!", o vinagre que lhe deram quando Ele pediu um pouco d'água. Ele já sabia que precisava passar por aquilo. E ainda pensou na sua mãezinha, chamando João, seu apóstolo mais jovem, e pediu para que cuidasse dela para Ele. Quando Ele se foi, e Maria sem nada poder fazer, já tendo apanhado até de um soldado no caminho do calvário quando correu para o Filho; caiu em seu colo, e assim ela o beijou, com o sangue que havia gerado em seu ventre, derramado pelo rosto de quem ali era apenas, seu filhinho. Assim como nós, com os nossos. E dias depois, ela o viu ressuscitado. Assim teremos a glória de rever nossos filhos. Queria subir aos céus com Ele, mas não pôde, e viveu até os 80 anos, quando se foi dormindo. Ela também viu o corpo do seu filho antes, inerte, abraçada à sua mãe, Ana, e depois, seu Filho, vivo. E assim, reencontraremos nossos filhos. Foi através de Jesus que me voltei a Deus, porque o Deus do Antigo Testamento, há muitas interpretações, cada um tem a sua, e eu não creio que Deus seja um velho no trono, Deus é uma força maior que ninguém pode imaginar. Que não cabe na nossa mente. Então, se está com vontade de se reconectar mas está difícil, comece a pensar em Jesus, seus ensinamentos, dentre eles: "Bem aventurados os aflitos, os que choram, porque eles herdarão o Reino dos Céus." Vocês leem que cito muito Jesus, e é por isso. Meu sofrimento e dor é o mesmo, mas resgatei a minha fé. Jesus nos ajude, mãozinhas.


Patrícia e Carol

8 comentários:

  1. Lindo depoimentos Patrícia! Quantas de nós mães de anjo não se revoltou com DEUS nesse momento tão cruel que é perder um filho sem pensar no sofrimento de Jesus e principalmente da maezinha Maria . Temos que realmente nos apegar muito a DEUS para não colocarmos tudo a perder até o dia do reencontro. Um abraço em seu coração.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. OI Josieda;
      Obrigada comentário sobre o depoimento da minha filhota Patricia, quando li na hora pensei vou colocar no Blog dos amigos, sei que vai ajudar muitas pessoas enlutadas, como vc disse, que precisamos nos apegar no poder de DEUS e acreditar que ele está sempre ao nosso lado e muitas vezes nos carregando no colo...
      Uma semana de muita LUZ e bênçãos, para vc e sua linda família..
      Bjss, amiga...

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    2. Ajuda sim.Depoimentos como o de Patricia ajuda muito a nós mães de anjo,pois a situação é tão desesperadora que corremos o risco de se revoltar até mesmo com o criador.E isso não pode acontecer de maneira nenhuma.bjs carinhoso.

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  3. Oi minha amiga,
    Como você e todos meus amigos bem sabem, a minha fé é poderosa e inabalável, pois é nela que encontro forças para lutar e prosseguir minha caminhada. Como é bom crer, depositar nossa fé e nossa esperança em Deus; poder sentir a paz e o consolo que Ele traz aos nossos corações aflitos e todo amor que o nosso Pai tem por cada um de nós. Mas, é preciso entender que, tudo vem a seu tempo, e eu fico feliz por você, Patrícia! Continue, persevere, não desista! É o que realmente desejo. Sinta meu abraço bem apertado e minhas melhores vibrações, de mãe para mãe.
    "A paz de quem se foi, depende da paz de quem ficou." A vida continua!
    Aproveito para convidar todos vocês a lerem o novo texto publicado no meu blog: "As provações", que fala do sofrimento de Jesus, na cruz, por nós.
    Beijo, querida Zelinda. Sim, vc está nas minhas orações. Sempre!

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  4. Oi amiga,obrigada,pelo teu comentário,com o depoimento da Patricia,
    Coloquei o que vc escreveu na minha página Zelinda de Bona e dos ASDL no face book entre e veja vc vai gostar,e com certeza fazer o bem para muitas mãezinhas enlutadas..te amo BJsss

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  5. Oi amiga,obrigada,pelo teu comentário,com o depoimento da Patricia,
    Coloquei o que vc escreveu na minha página Zelinda de Bona e dos ASDL no face book entre e veja vc vai gostar,e com certeza fazer o bem para muitas mãezinhas enlutadas..te amo BJsss

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  6. Minhas amigas, amo vocês... que Deus nos ajude nesse calvário. Te amo, mãezinha Zelinda.

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