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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O amor que nos mantém vivos



São 23:04h.
Meu pai acaba de ser ligado a uma máquina de oxigênio.
Eu perguntei ao médico o que estava acontecendo.
Ele respondeu:
“Seu pai está morrendo.
É hora de você dizer adeus”.
Eu perguntei:
“Doutor, você já amou alguém?”
Ele ficou em silêncio.
Eu disse:
“Quando você ama alguém
é impossível dizer adeus.
Porque dizer adeus significa desistir e esquecer”.
Meu pai abriu os ohos e com muito esforço
conseguiu dar meio sorriso.
O médico olhou aquela cena e, com os olhos cheio d’agua,
deixou escorrer uma lágrima.
Eu pedi ao médico para ficar um tempo sozinho com meu pai.
Ele disse: “Tudo bem. Vou esperar na sala”.
Ele abriu a porta e antes dele sair eu disse:
“Não diga adeus.
E, sempre que possível, ame mais uma vez”.
Ele voltou e me deu um abraço.
Saiu do quarto e fechou a porta.
Olhei para o meu pai
ele estava suando frio, chorando e engasgando.
Seguei a mão dele e ela estava gelada.
Então, coloquei a mão dele no meu coração para esquenta-la.
Quando eu era mais novo meu pai sempre fazia isso.
Segurava minha mão gelada,
colocava no coração dele e dizia:
“O nosso corpo esfria.
Por isso, nós temos o coração para esquenta-lo”
Depois de esquentar o corpo do meu pai,
eu segurei o pé dele e fiz cosquinha.
As lágrimas se transformaram em risadas.
Eu fiquei ali ao lado dele por horas.
Eu contei histórias antigas,
e até repetidas.
Coloquei a música alta porque eu sei que meu pai adora.
Cantei sem saber a letra
e dancei na frente dele fazendo careta.
Depois de tudo isso,
meu pai parou de suar frio, chorar e engasgar.
Eu chamei o médico.
Ele entrou no quarto,
examinou meu pai e disse:
“Eu não sei o que você fez.
Mas agora ele está estável”.
Fui para o meu quarto chorando.
Eu sei que meu pai está morrendo.
E eu te pergunto:
“Quem não está?”.
É esse o meu recado.
O nosso tempo é contado.
Mas, enquanto você estiver vivo,
você pode amar e ser amado.
Um dia, nós todos vamos partir.
Eu não sei até quando meu pai vai ficar aqui.
Mas hoje eu sei que ele está feliz.
E isso sempre foi o suficiente pra mim.
Meu pai está morrendo.
Existem outras milhões de pessoas sofrendo.
Eu só queria dizer para cada um de vocês.
Não desista, acredite.
Esperança
é quando você transforma o seu sofrimento
em amor.
E é esse amor,
o laço que nos mantém vivos e unidos.
E isso é tudo.
Um abraço apertado
e até logo.
fonte: http://www.thebrocode.com.br/artigo-309-o-amor-que-nos-mantem-vivos/

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