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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Como eu vivo é a maior homenagem para meu filho...



por
Bianca Mocci Passaro
Clecia Bastos Gerardi

(...)Ao se perder um ente querido, aquele de que se amava passa agora a ser um desconhecido, a vida toma a forma de um grande vazio no lugar deixado pela pessoa que não está mais presente. 
Nesse momento, aquele que partiu, pode ser visto, por muitos, como se estivesse descansando ou abandonando as pessoas que faziam parte de sua vida. 
Quem morre silencia a tudo, pois a palavra não mais o
atingirá. 
O morto deixa quem o amou, sem aviso, e numa hora sempre imprópria.
Segundo Kovács (1989) a morte nos fala de representações que envolvem duas pessoas, uma que é perdida, e a outra que lamenta esta falta, um pedaço de si que se foi. 
O morto, em parte, é internalizado nas memórias e lembranças. A morte como perda supõe um sentimento,
uma pessoa e um tempo.
Conforme Parkes (apud, Coelho, 2000) aos enlutados caberá
viver um difícil momento, cumprindo as chamadas tarefas do luto, contando com o tempo para aplacar a dor da perda. À família caberá reorganizar-se, redistribuindo tarefas ou mesmo pontuando o lugar vazio deixado pelo membro que se foi.
Morrer é certo. Kübler-Ross (2004) fala de uma defesa crescente que o homem tem contra a morte e contra a incapacidade de prevê-la, e precaver-se contra ela. 
Em nosso inconsciente não é concebida a idéia de morte, somente a crendice de sermos imortais. Mas a autora
acredita que enfrentar a realidade da morte é a chave para viver uma vida significativa.
É a negação da morte que é parcialmente responsável pela
vida vazia e sem propósito das pessoas; pois quando você
vive como se fosse viver para sempre, torna-se muito fácil
adiar as coisas que você sabe que deve fazer. Em contraste,
quando você compreende plenamente que cada dia em que
você desperta poderia ser seu último dia, você aproveita o
tempo deste dia para crescer, para tornar-se mais quem você
realmente é, para estender a mão a outros seres humanos.

leia na íntegra em: http://newpsi.bvs-psi.org.br/tcc/186.pdf

2 comentários:

  1. Essa dor nunca vai acabar, são 8 anos e estou em lágrimas aqui. Dói tanto que me falta vontade de continuar

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  2. Obrigada pelo seu comentário, realmente essa dor é uma dor única, doi e doi muito...
    com o passar








    Obrigada pela visita ao nosso blog e pelo seu comentário, é uma dor tao doida que não sabemos nunca se ela é física ou da alma, para uma mãe ós quando tivermos o nosso reencontro..
    com carinho...



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