Seguidores

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Dor e sofrimento! Autor Paulo Salvio Antolini


fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=28097

Dor e sofrimento! 
Dor, normalmente utilizado para expressar "tormento" físico. Sofrimento, termo mais empregado quando se trata de dores "da alma", padecimento, amargura. 

Já comentamos que nossa cultura incute crenças limitadoras nas pessoas, fazendo-as visualizar apenas os momentos de amargura e a valorizar as dificuldades. Há até uma visão de que quanto mais se sofre, mais forte se é e maior destaque entre os seus se obtém. Já comentamos também que a vida não é toda cor-de-rosa, que problemas e dificuldades são constantes em nosso dia-a-dia. Problemas para serem resolvidos e dificuldades para serem superadas. Então, se o enfoque íntimo das pessoas são as amarguras, está instalada a infelicidade eterna. Quem assim vive não consegue desprender-se das dores pelas quais passou e as arrastam por todo o tempo, fazendo-as presentes, mesmo tendo ocorrido há muitos anos atrás. Sofrer é manter a dor viva, através do apego ao ocorrido. 

Muitos são os motivos que levam as pessoas a manter o sofrimento vivo e presente e aqui poderíamos citar alguns: Não aceitação de fatos que causaram forte dor. Ex.: perda de um ente querido, em qualquer situação, de acidente, doença ou crime (neste caso ainda é pior). Rompimento de um namoro, noivado ou casamento. Perda de um emprego que lhe proporcionava realização financeira e/ou profissional. 

O sentimento de ter sido injustiçado é também um grande fixador. Atentem: fixa-dor. 

Sentimentos de culpa, erros cometidos cujas conseqüências não são aceitas e portanto, sofrer é uma punição que faz a pessoa "purgar" seu ato praticado. E por aí afora.. 

Gerar sentimento de culpa em outras pessoas. Pessoas que outrora foram feridas, agora mantêm vivo o sofrimento para fazer sentir-se mal quem lhe causou o impacto. Pagar através do sofrimento também. Muito comum entre marido e mulher, pais e filhos. 

A dor tem a ver com o inevitável (fatos ocorridos que não dependem da participação voluntária das pessoas), ou mesmo com o fato ocorrido, acontecido, desencadeado por ações não pensadas ou atos "inconseqüentes" de outros. O sofrimento tem a ver com a magoa causada pela dor. O rancor gerado pelos sentimentos de injustiça despertados, de não merecimento, etc. Quem sofre é porque se mantém no passado. Não abre mão, não se desprende. Não perdoa, a si mesmo ou aos outros. 

Mas também sofrem as pessoas ansiosas, que vivem esperando do futuro as condições para bem viver. Uma das formas de não aceitar o passado é viver projetando-se para o futuro. Nenhuma delas vive o presente. O aqui e agora. 

Viver o presente, o exato momento em que estamos respirando, não é a respiração anterior, não é a respiração posterior. É esta. Esta que estamos dando agora com tudo que estamos fazendo neste exato momento. É onde deve estar nossa atenção e nosso foco. Deixar o que passou para trás e caminhar com o que temos agora. Usarmos do passado apenas o que nos enriquece no agir hoje, aquilo que vivemos e que nos deu experiência, conhecimento, sabedoria. Ver no futuro apenas a projeção do que construindo hoje, teremos consolidado amanhã. O saber onde queremos chegar, mas dando os passos que podemos dar hoje, sem viver na fantasia de que, mesmo sem agirmos, um dia irá acontecer. 

Todos temos muito a aprender e a desenvolver, no caminho do aprimoramento pessoal e mesmo profissional. Os acontecimentos são meios pelos quais somos impulsionados a agir, ou mesmo reagir (para os resistentes, também conhecidos como reativos). 

Passar a vida a se lamentar ou mesmo calados não nos engrandece nem nos faz evoluir, se não nos desprendermos das causas e caminharmos na direção de novas conquistas. Não deixem que o sofrimento sirva de pretexto para encobrir o medo que muitas vezes nos inibe para o agir. 

O primeiro passo para a felicidade é não ter medo de ser feliz. 

            Lembrem-se disso: "A dor é inevitável, o sofrimento é dispensável". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário