Postagens

Não chore mais

Imagem
Texto enviado por uma leitora  A morte não é nada. Apenas passei ao outro mundo. Eu sou eu, tu és tu. O que fomos um para o outro ainda o somos. Dá-me o nome que sempre me deste Fala-me como sempre falaste. Não mude o tom a um triste ou solene. Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos. Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo. Que o meu nome se pronuncie em casa como sempre se pronunciou, sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.  A vida continua significando o que significou: continua sendo o que era.  O cordão da união não se quebrou porque estou fora dos teus pensamentos, apenas porque estou fora da tua vista?  Não estou longe, somente estou do outro lado do caminho. Já verás que tudo está bem.  Redescobrirás o meu coração, e nele redescobrirás a ternura mais pura. Seca tuas lágrimas, e se amas, não chore mais  fonte: grupo casulo

ADEUS

Imagem
Meu filho João cometeu suicídio. Então tudo fica muito estranho e a vida meio que perde um pouco o sentido.Um vácuo, um vazio. São dias difíceis que precisam ser administrados com coragem e, principalmente, humildade, para poder aceitar os desígnios da natureza sem se deixar levar pelo desespero. Os amigos nessa hora são um esteio, uma proteção contra a aflição. Nos momentos limítrofes, pensei e chorei baixinho por todos os que se foram como ele e em todos os que ficaram, como eu fiquei. Unidos na dor de outros seres, serenei o que me foi possível serenar. Nada a fazer. A grande nau segue viagem e eu terei que viver o que me resta, conversando comigo mesmo, tentando consolar meu coração. Quando Jorge (Kather) me abraçou me deu uma vontade imensa de voltar a ser criança, de estar de novo na Juca Esteves chutando bola na porta de aço da garagem do douto...

Aceitar a morte não significa desistir da vida

Imagem
fonte:somostodosum ::  Bel Cesar  ::   Semana passada fui surpreendida com um comentário de uma paciente com câncer ao me dizer: Você está me fazendo sentir vontade de viver, mas eu não devia sentir mais apego pela vida, devia aceitar a morte! Seu desabafo nos levou a uma longa conversa sobre a importância de compreender que para aceitar a morte não precisamos desistir da vida. Intelectualmente pode não ser tão difícil compreender que para aceitarmos a vida temos de aceitar a morte. Mas, por que emocionalmente rejeitamos essa premissa? Porque não nos sentimos preparados para deixar algo se ainda nos sentimos carentes dele! Ou seja, exatamente porque sentimos  falta de vida  em nossa vida é que não nos sentimos preparados para deixá-la! Pode parecer um paradoxo, mas são justamente as pessoas que estão cheias de vida que demonstram paz quando estão enfrentando sua própria morte. Estar ao lado delas é em si uma experiência gratificante, pois, até mesmo quand...

Cinco dicas para mudar algo em sua vida

Imagem
Pierre Schürmann Filho mais velho da primeira família brasileira a dar uma volta ao mundo de veleiro, é amante da vida simples O processo não tem fórmula, mas junte sua coragem, planeje um pouco e se dedique de coração à sua mudança Quando meus pais saíram para dar sua primeira volta ao mundo de veleiro, em 1984, eu tinha 15 anos. Lembro-me claramente das fases pelas quais passamos como família. Primeiro, as pessoas riram. Achavam tudo aquilo uma grande piada. Em um segundo momento, quando viram que a partida era inevitável, duvidavam que conseguiríamos. Dez anos depois, quando voltamos ao Brasil, notei que havia um misto de admiração e, principalmente, inveja. Em abril faz um ano e meio que decidi me mudar para a Bahia, na busca de equilíbrio e qualidade de vida. Havia me mudado para São Paulo em 1996 por causa da minha  EMPRESA DE INTERNET  (Zeek!), que acabei vendendo para a StarMedia em 1998. Como as oportunidades na cidade eram boas, acabei ficando dez ...

O adeus que ainda não dei

Imagem
por Leticia Maria-jornalista em Taubaté Amanhã espero ir ao cemitério fazer uma visitinha, levar flores e cantar baixinho Revertere ad Locum Tuum”, “Hodie mihi, cras tibi!”, “Fuimos quod estis, sumus quod eritis”. Quem nunca foi pego algum dia lendo atentamente essas e outras tantas frases esquisitas em latim escritas às portas dos nossos cemitérios? Eu, pelo menos, quando criança, ficava intrigada com elas sempre que acompanhava algum adulto num enterro qualquer. Acho que, como toda criança, me distraía com as peculiaridades daquele lugar diferente e cercado de mistérios, desde as fotografias dos túmulos até pelas histórias curiosas que eu ouvia. Quanto às frases, só me dava por satisfeita quando alguém, além de traduzi-las, me fazia refletir sobre o sentido da morte. E eu ficava lá, pensando… “Voltarás para o teu lugar”. “Hoje eu, amanhã tu.” “Fomos o que sois, somos o que sereis.” Finalmente, quando entendi o que era a morte de fato (lá pela adolescência, provavelmente, por ...

Meu amigo Bóris - Veronica Fukuda

Imagem
Tem horas em que a tristeza chega com tudo E parece mandar a alegria pra bem longe da gente... Será que um dia ela pode voltar? Meu amigo Bóris é um livro infantil, mas que também pode ser recomendado para todas as idades. O livro conta a história de uma menina que diante de um fato trágico, perde a alegria e a espontaneidade de viver. Bóris, o outro personagem deste livro é uma figura muito estranha que se aproxima da garota e conquista a sua amizade. As ilustrações  de Rosangela Grafetti são belíssimas e em detalhes sutis "contam" fatos não apresentados na história. Um livro que fala de amadurecimento, amizade e superação.  Vc pode encontrá-lo  Aqui locais de venda: Livrarias Curitiba: Rua das flores, shoppings Barigui, Palladium, Curitiba e Estação Livraria Arte e Letra R. Pres. Taunay, 130 - Batel, Curitiba - PR, 80420-180 Telefone: (41) 3223-5302 Livraria Navegadores R. Cel. Dulcídio, 540 - Batel, Curitiba - PR, 80420-170 Telefone: (41...
Coordeno no grupo Amigos Solidários na Dor do Luto, e hoje na nossa reunião, uma das colaboradoras me trouxe a gazeta com o texto, "depois do adeus a vida continua"' estou parabenizando pelo depoimento desta senhora sobre os duas dores e sentimento, da dor do luto e a dor da alma, e como lidar com a ausência, daquele ente querido... Com carinho....         Zelinda De Bona (coordenadora do grupo ASDL) Depois do adeus, a vida continua Mauricio tinha 15 quando morreu, durante as férias escolares. Nós, seus amigos, não pudemos vê-lo devido às circunstâncias da morte, em um acidente violento. Isso gerou em nós a sensação de que houve um desaparecimento, um sumiço. Nosso colega esvaneceu e quando as aulas recomeçaram, não estava mais lá. Durante anos lembrei dele como de alguém que está em algum lugar que desconheço e não de um falecido. Via seu melhor amigo, Mario, sozinho no colégio ou junto a outros garotos e me parecia que ele estava sempre deslocado. Talvez ...