Seguidores

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Morte de um filho:



A superação deve ser buscada diariamente

Desde o início da humanidade, somos alertados quanto a possibilidade de perder os pais, irmãos ou amigos para a morte e sempre nos falam que diante desse infortúnio, temos de ser fortes, pois não há nada que se possa fazer.

Mas na verdade, nunca estamos preparados quando acontece. A morte é a única certeza que qualquer ser vivo tem. Quando ocorre a morte de filho, o impacto é ainda maior, pois não se perde um ente querido, mas, um pedaço de si mesmo, que se vai sem volta, é um pedaço da alma que se parte em milhares de pedaços e nem o tempo, com sua sabedoria milenar, parece capaz de juntar e colar tais retalhos.

Mas, como o mundo não pára e o ciclo da vida continua, é preciso aos poucos juntar o que restou emendar, como puder e mesmo com as eternas feridas abertas, tentar seguir o caminho. 
Até nos registros bíblicos, a morte é relatada de acordo com o ciclo natural: nascer, crescer, procriar, para só então morrer. E se isso acontece fora dos padrões, o sofrimento é ainda maior, como se o ocorrido fosse fora de hora, inaceitável.

Surgem sempre as perguntas; Se eu tivesse feito isso... Por quê? Quando a morte do filho é de acidente, é mais comum ainda, a família, principalmente os pais, se culparem por não conseguirem impedir a tragédia.

O desespero diante do inesperado é ilimitado e no caso das mães, muitas vezes, uma internação hospitalar, ou acompanhamento psicológico e tratamento medicamentoso se faz necessário.
O luto familiar nunca acaba, é para sempre, mas, como já foi dito antes, é preciso seguir em frente, reencontrar o eixo de apoio entre os membros familiares. É o momento da união, solidariedade, companheirismo e principalmente hora de se resgatar a fé. Sem fé em Deus, nada se consegue nesses momentos de angustia.

Seja qual for a forma de expressar essa fé, com certeza será válida. É preciso se conscientizar de que esse luto não acabará jamais, só mudará de intensidade, deixando que as outras coisas retomem aos poucos, seu lugar.
Chore o que tiver para chorar, faz bem, mas não feche seu coração para o mundo, nem perca a oportunidade de reaprender a sorrir. Principalmente, se você tem outros filhos, eles ainda precisam de você.

Por: Graça Campos - Psicóloga
colaboração de Ilca Santos

3 comentários:

  1. Oi Zelinda querida,
    É verdade, a morte é a única certeza da vida, mas nunca estamos preparados para enfrentá-la, principalmente quando se trata da perda de um filho querido, é muito duro e sofrido perder um pedaço de nós, e somente uma mãe que passa por isso, sabe o tamanho da sua dor, o quanto é difícil e dolorida essa separação. Mas, a vida continua e precisamos buscar força e sabedoria para prosseguir na caminhada, primeiramente em Deus, depois em nosso interior, através da fé. Entreguemos nossa vida nas Mãos do Pai, Ele nos conforta e nos consola sempre. Confiemos! É preciso ter esperança, acreditar num novo dia, e esperar com paciência que o tempo passe e a dor amenize... e que, aos poucos, tudo volte ao seu lugar.
    Achei esse texto muito significativo! Uma grande reflexão, e nos ajuda a seguir em frente de cabeça erguida, ainda que muitas lágrimas escorram pelo nosso rosto. Linda imagem, adorei!
    Beijos amiga... e muito obrigada pelo teu constante apoio e carinho.

    ResponderExcluir
  2. Querida amiga Ilca...
    Agradeço muito o teu carinho e a força que transmite através dos teus comentários e a ajuda para com mensagem para postar no blog repletos de palavras muito sabias que nos mostra os caminhos e as maneiras de caminhar para uma vida melhor sempre com uma energia positiva que nos fortalece...
    Te amo uma semana com muita LUZ bjs.

    ResponderExcluir
  3. Oi amiga, passando para te desejar uma boa noite de sono tranquilo e um amanhecer cheio de luz e paz!
    Feliz por tuas palavras!
    Te amo. Beijos.

    ResponderExcluir