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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Luto no processo de envelhecimento: é possível superar as perdas?


Postado por: ABG - Associação Brasileira de Gerontologia 

Estamos sujeitos a enfrentar diversas perdas durante a vida: o fim das relações de trabalho em decorrência da aposentadoria; a diminuição da acuidade visual e auditiva; a morte de amigos e companheiros. Essas situações podem desencadear o processo de luto que foi dividido em quatro fases pelo estudioso John Bowlby:
1) Fase de entorpecimento – dura de algumas horas a uma semana, onde os sentimentos predominantes são: a raiva, a tensão e a apreensão.
2) Fase de anseio e busca pela figura perdida- a pessoa começa a vivenciar a realidade da perda. São frequentes o desânimo intenso, aflição e choros, ao mesmo tempo podem surgir inquietação, explosões de raiva, insônia.
3) Fase de desorganização e desespero – nessa etapa a pessoa tenta se ajustar à perda.
4) Fase de maior ou menor grau de reorganização- se houver elaboração positiva do luto inicia-se a aceitação de que a perda é permanente e que é o momento de reconstruir a vida.
Entretanto, a sequência, duração e enfrentamento dessas fases podem variar para cada indivíduo. Por exemplo, uma mulher que acaba de receber a notícia de que seu marido faleceu vivencia diretamente a fase de anseio e busca pela figura perdida (segunda etapa) ao invés de enfrentar a fase de entorpecimento que é elencada como a primeira etapa.
Sensações físicas, muitas vezes, sentidas após a perda
Vazio no estômago, aperto no peito, nó na garganta, hipersensibilidade ao barulho, sensação de despersonalização, falta de ar (respiração curta), fraqueza muscular, falta de energia e boca seca.
Comportamentos que podem ser comuns após a perda
Distúrbios de sono, distúrbios do apetite, comportamento aéreo, isolamento social, sonhos com a pessoa que morreu, evitar lembranças do falecido, procurar e chamar pela pessoa, suspiros, hiperatividade, choro, visitar lugares e carregar objetos que lembrem o falecido.
Quanto tempo dura o luto?
Após a morte de alguém que prezamos, muitas vezes, nos perguntamos quanto tempo esse período de luto irá durar. Não existe uma resposta conclusiva e é impossível definir uma data precisa para o processo de luto, mas quando perdemos uma pessoa próxima é improvável levar menos de um ano e para muitos casos dois anos ou até mais. Além disso, a cada estação, feriado, datas comemorativas, como o aniversário da pessoa que faleceu, há o reaparecimento do sentimento de perda. A duração também depende de alguns fatores:
- Qualidade da relação – se havia um companheirismo, cumplicidade e convivência muito grande com a pessoa que faleceu pode ser que demore mais se compararmos a outra com quem nossa relação não era tão estreita.
- Maneira como ocorreu a morte – existem mortes repentinas, como acidentes de carro, assassinatos, e outras, como o câncer em estágio terminal em que a morte é anunciada.
O que pode ajudar a superar o luto?
O sentimento de perda traz consigo muito sofrimento, por isso é muito importante procurar ajuda para enfrentar esse período e evitar o luto complicado. Seguem alguns recursos que podem auxiliar na superação do luto:
- Rede de suporte social – no período de luto é importante o apoio de pessoas com quem o enlutado possa partilhar o sofrimento.
- Descobrir novos potenciais e reencontrar o sentido na vida.
- Núcleos de convivência e Universidades Abertas para a Terceira Idade – a participação nesses tipos de serviços voltados aos idosos contribui para um maior contato com outras pessoas e melhora do bem-estar psicológico.
- Psicoterapia de luto – possibilita alívio do sofrimento; adaptação à nova situação; elevação ou auto regulação da autoestima; consideração de projetos para o futuro.
- Grupos de apoio para enlutados- o objetivo desses grupos é oferecer apoio e facilitar a elaboração do luto.
- Religiosidade ou desenvolvimento da Espiritualidade.
“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.” Pablo Picasso.
Texto por Milena Yuri Suzuki – Gerontóloga pela USP e diretora de Suporte à Profissão da Associação Brasileira de Gerontologia.

4 comentários:

  1. Olá minha amiga querida!
    Desculpe a minha ausência, eu estava com saudades daqui... a vida tem sido corrida!
    O estado de saúde do meu mano oscila muito, ora melhora, ora piora, mas ontem ele fez a quimioterapia e após cada sessão sempre se sente muito bem, graças a Deus ele não tem os efeitos desagradáveis da quimio.
    Gostei dos teus posts, sempre aprendo com vc. As perdas, são desafios que aparecem em nossas vidas para testar nossa capacidade de superação, de crescimento. Os obstáculos são necessários para conhecermos nossa força, são degraus para a nossa evolução... depende tão somente de nós, com o nosso livre arbítrio, escolher o caminho a seguir.
    Agradeço tuas visitas, palavras de ânimo e todo o carinho.
    Um beijo no teu generoso coração.

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    1. Oi minha amiga querida...
      Obrigada pelo seu comentário, sempre me incentivando e querendo sempre fazer o melhor em todos os sentidos.
      Imagino como está se sentindo em relação do tratamento de seu irmão é muito agressivo e abala toda a família, ficamos impotentes diante da doença e sem muitas forças para enfrentar o sofrimento dele e de toda a família.
      Estou rezando e pedindo misericórdia e muita luz para todos vcs...
      Bjs um carinho no Thiago ..
      Te amo...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Boa noite,

    Venho por este meio divulgar o meu blogger e, propor uma parceria com o vosso blogger, seria uma honra para o Coração Solidário.

    Seria uma forma que divulgar mais o Coração Solidário, para tentarmos chegar mais longe.
    http://associacaocoracaosolidario.blogspot.pt/

    Com os melhores cumprimentos

    Mila Soares

    Fundadora do CS

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