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sexta-feira, 2 de maio de 2014

O EU E A PERSONA


Paul Ferrini

Você não se sente ligado ao amor porque acha que já algo errado com você. Você tem medo de ser julgado e rejeitado pelos outros.
Você acha que não é aceitável do jeito que é, pois durante quase toda a sua vida você aceitou as idéias e opiniões dos outros como se elas correspondessem à verdade a seu respeito. Contudo, o que a sua mãe, o seu pai, o seu professor, o sacerdote de sua igreja dizem a seu respeito é só a opinião deles. Algumas destas opiniões podem ter sido corretas em alguma época da sua vida, mas até mesmo estas podem não se justificar agora.
Lamentavelmente, você internaliza as opiniões dos outros a seu respeito. E molda a sua auto-imagem com base nelas. Em outras palavras, a opinião que você tem a seu respeito não é pautada no que você sabe ou descobre acerca de si mesmo, mas no que os outros dizem.
O "você" que você conhece é uma criação formada pelas crenças e julgamentos das outras pessoas que você aceitou como verdadeiros. Até mesmo o que você chama de "personalidade" não passa de um conjunto de padrões de comportamento que você adotou para se harmonizar com o comportamento das pessoas importantes da sua vida.
Então onde está o "verdadeiro você" na equação entre você e os outros? O verdadeiro você é o fator desconhecido, a essência encapsulada pelos julgamentos e interpretações que você aceitou sobre si mesmo e sobre a sua experiência.
Isso vale para todo mundo, não só para você. As pessoas se relacionam umas com as outras não com seres autênticos e auto-realizados, mas como personas, máscaras, papéis, identidades. Muitas vezes, as pessoas usam mais de uma máscara, dependendo com quem elas estejam e do que se espera delas.
O verdadeiro Eu fica perdido e esquecido em meio a todos esses disfarces. E a autenticidade, a maior dádiva que ele recebeu, não é conscientemente reconhecida.

O verdadeiro Eu sabe que você é inteiramente bom, aceitável e capaz de dar e receber amor. Ele sabe que qualquer coisa é possível se você acreditar profundamente em si mesmo.
Paul Ferrini

fonte: era dourada

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