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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

COMO AJUDAR QUANDO UM JOVEM MORRE




A dor dura mais tempo que esperamos; não espere que seus amigos permaneçam os mesmos depois dessa experiência.  Permaneça em contato com a família e mencione o jovem em suas conversas.  Não tenho medo de chorar com os pais. Não diga ‘eu sei com você se sente’.  Evite usar frases como
‘foi a vontade de Deus’ ou ‘pelo menos vocês tem outros filhos’.  Ouça, compreenda que os pais sentem necessidade de falar sobre o filho.  Não se aventure a oferecer explicações para dúvidas sérias que os pais possam ter em relação ao papel de Deus na morte. Conscientize-se do que precisa ser feito e ofereça-se para realizar tarefas específicas.

                          SUGESTÕES PARA OS AMIGOS E PARENTES

  1. Entre em contato. Telefone. Fale com a pessoa que está sofrendo mais ou com alguém da família e pergunte quando você pode fazer uma visita e como poderia ajudar. Mesmo que já tenha passado muito tempo, nunca é tarde demais para manifestar interesse.
  2. Fale pouco em uma visita depois do falecimento.  Um breve abraço, um aperto de mão, umas poucas palavras de afeto e sentimento podem ser suficientes.
  3. Evite clichês e explicações fáceis.  ‘Ele teve uma vida boa.’  ‘Ele agora não está sofrendo mais’ são frases que não irão ajudar.   Um simples ‘sinto muito’ é melhor.  Do mesmo modo, citações religiosas podem até provocar raiva, a não ser que, a pessoa que está sofrendo, pertença a religião mencionada.  De um modo geral, não tente minimizar a perda.
  4. Seja você mesmo. Demonstre seu interesse e sua tristeza à sua maneira e com suas próprias palavras.
  5. Permaneça em contato.  Esteja disponível.  Esteja presente.  Se você for um parente, sua presença poderá ser necessária desde o início. Mais tarde, quando os parentes mais próximos já tiverem se afastado, a visita ou telefonema de qualquer pessoa pode ser muito proveitoso.
  6. Fique atento as questões práticas. Descubra se você pode ser útil atendendo ao telefone, recebendo visitas, preparando refeições, limpando a casa, cuidando das crianças etc.,  Esse tipo de ajuda atenua as responsabilidades e cria um vínculo. Ela pode ser necessária até bem depois do período inicial.


  1. Incentive outras pessoas a fazerem visitas ou ajudar.
  2. Aceite o silêncio.  Se a pessoa que estiver sofrendo não sentir vontade de falar, não force uma conversa. O silêncio é mais benéfico do que um bate-papo sem objetivo. Deixe que a pessoa conduza a conversa.
  3. Seja um bom ouvinte.  Quando o sofrimento extravasar em palavras, você pode fazer aquilo que a pessoa que está sofrendo mais precisa nesse momento, você pode escutar, Ela está emocionada? Aceite isso. Ela está chorando? Aceite isso. Ela está zangada com Deus? Deus resolverá o problema sem que você precise defende-lo. Aceite quaisquer sentimentos que a pessoa manifeste.  Não faça críticas.  Não mude de assunto.  Seja o mais compreensível possível.
  4.  Não tente dizer a pessoa que está sofrendo como ela está sentindo. Você pode perguntar, mas você não tem como saber, a não ser que ela lhe conte.  Aprenda com  a pessoa que está sofrendo, não tente instruí-la.
  5. Não tente investigar os detalhes da morte.  Se a pessoa quiser dar informações, ouça com compreensão.
  6. Conforte as crianças da família.  Não suponha que uma criança aparentemente calma não esteja sofrendo.  Seja um amigo a quem elas possam confiar seus sentimentos e com quem possam chorar.
  7. Evite conversa sobre banalidades com outras pessoas na presença daquele que acabe de perder um ente querido.
  8. Deixe que a dor siga seu caminho natural.  Não esconda as roupas ou as fotos do morto.
  9. Escreva uma carta.  Um cartão de pêsames com os dizeres já impressos é um substituto de má qualidade para o que você pode expressar com suas próprias palavras.
  10. Incentive as pessoas a adiarem as decisões importantes para depois do luto.
  11. Com o tempo, conduza a pessoa a uma atividade externa tranqüila. Ela talvez não tome a iniciativa de sair sozinha.
  12. Quando aquele que estiver sofrendo retomar suas atividades sócias, trate-o como uma pessoa normal.  Evite demonstrar pena. A simples compreensão é suficiente. Reconheça a perda, a mudança na vida dela, mas não fique repisando o assunto.
  13. Tenha consciência de que é necessário progredir através da dor.

                               (The Compassionate Friends  - ILLINOIS. U.S.A)

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