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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

SRI PREM BABA


A jornada ou a morada sagrada pode ser descrita como um trânsito do falso para o real, um trânsito da ideia de quem somos para aquilo que de fato somos.

De certa forma, essa visão é facilmente compreendida, mas é muito difícil de ser vivida. Há uma história na cultura indiana, se não me falha a memória, de Tagori, que fala a respeito do buscador, um homem que dedicou a vida à busca. Buscou Deus em todos os lugares possíveis, até que um dia ele encontrou a casa onde Ele morava. Uma casa que era bem no alto de uma montanha, tinha que subir uma escadaria enorme para chegar e ele subiu, degrau após degrau. E conforme ele foi subindo esses degraus, ele foi tomado por um medo. Tomado por uma dúvida: E se eu chegar lá, bater a porta e a porta se abrir? (risos) E se Deus realmente estiver lá pronto para me receber? Toda minha busca não fará mais sentido. Minha vida não terá mais sentido. E esse medo foi tomando conta dele até que ele chegou ao último degrau da escada e quando ele estava para bater na porta, ele deu meia volta, tirou o sapato para não fazer barulho, desceu a escada o mais rápido que pôde e se pôs a correr. Continuou procurando por Deus, mas ele sabe onde ele não deve procurar. (risos)

Quando iniciamos o caminho, estamos à procura de paz, alegria, união, cura, mas às vezes, antes de encontrar isso, toda nossa preocupação precisa ser precipitada.

Aproximar-se de um mestre espiritual, significa se aproximar da morte. A morte do falso, a morte do pequeno eu, mas se você está identificado com ele, o pequeno eu, você sofre o terror do aniquilamento. Isso não é algo que se passa facilmente.

Recordo-me que Swami Ashubrahmacharya veio nos visitar no retiro do Shivarattri, e disse: “Eu vejo vocês aqui na lavanderia do Prem Baba, todos bem dispostos a se lavar – porque é como uma lavanderia mesmo, a lavanderia dos maus karmas, dos apegos, lavanderia do falso – e que essa máquina de lavar às vezes é posta no modo de centrifugação. E dá vontade de sair correndo!” (risos)

Mas é importante compreender o mistério que te trouxe aqui. O mistério te trouxe aqui. Essa conexão está muito além da mente. Você chegou até este lugar trazido por suas orações. A sua oração te trouxe aqui. A sinceridade da sua prece fez com que o Divino te conduzisse a esse lugar de purificação. Isso é uma Graça concedida. No nível material, parece que é você quem escolhe o mestre ou escolhe estar nessa lavanderia.

Sem saber, você está merecendo, merecendo passar por essa purificação e poder se mover para a lembrança de si mesmo, em direção à Morada sagrada e bater na porta do salão da verdade. Mas eu reconheço que pode ser desafiador.

Isso me faz lembrar da história do rio que quer chegar ao mar. O rio passa por tantos desafios para chegar ao oceano, passa por desertos, florestas, às vezes, sucumbe, evapora, volta em forma de chuva e chega enfim ao oceano. E mesmo nesse momento, o rio olha para trás, porque ele está com medo de desaparecer, ele não sabe que vai se tornar o oceano. Intelectualmente é fácil entender que quando o ego se rende, ele se torna Deus, mas viver isso não é uma passagem qualquer.

Por exemplo, pergunta: Amado Baba, tem um lugar dentro de mim, onde não posso entrar. Está cheio de uma solidão aterradora, e desoladora, após anos de trabalho, penso que devo entrar nele. Mas como posso enfrentar algo que é tão terrível?

Prem Baba: Este é o momento em que o buscador dá meia volta, tira o sapato e sai correndo. Este é o lugar em que às vezes a entidade se encolhe. Por que continuar se movendo significa pular no abismo dos sentimentos negados. Abismo de sentimentos aniquiladores, desoladores. Talvez, tudo o que você viveu ao longo desses anos foi como uma preparação para esse mergulho. Se você não foi devidamente preparado, e isso inclui o entendimento intelectual do processo, você não pula. Você pode ficar encolhido na beira do abismo por uma semana, por um mês, por anos ou por algumas encarnações.

Existem esses lugares tenebrosos dentro de nós mesmos que precisam ser iluminados. Mas pra iluminar esses cantos, tem que entrar lá dentro e abrir a janela, para isso você vai ter que enfrentar o guardião desse quarto, o guardião geralmente é o medo e o orgulho. Geralmente o medo está na frente e por trás do medo está o orgulho. O orgulho na forma da vergonha, na forma da vaidade, varia conforme a sua história. Mas, são formas que te protegem, protegem essa falsa imagem que você criou de si mesmo, protegem você de entrar nesse lugar tão difícil. Mas é verdade que você só descobre que esse terror é uma ilusão quando você passa por ele.

Então, como enfrentar algo tão terrível? Como entrar no vale da sombra e da morte? Conhecimento e prática. Nesse caso específico, conhecimento sobre o processo de autotransformação. Faz-se compreender a necessidade de entrar em contato com esses sentimentos negados, compreender profundamente que cada lágrima não derramada é uma barreira, cada protesto não dito é um impedimento. É preciso compreender profundamente que você só se liberta quando você se liberar do passado, você só pula do abismo quando você tiver um certo grau de fé, e é nessa hora que você percebe que tinha uma fé criada pela mente. Não era uma fé autêntica, porque se você tem fé de verdade, você pula. Você sabe, no mais profundo, que tem mãos poderosas te protegendo, você sabe que está se movendo em direção à liberdade. Porque você tem uma fé na evolução da consciência e sabe que esses desafios são apenas passagens iniciáticas.

Mas se realmente tudo isso é só um entendimento meramente intelectual, você não pula. Faz-se necessário, inclusive, encarar o seu ceticismo. Porque é muito melhor você ficar encolhido, pois não acredita que haverá mãos poderosas te segurando. Fica ali encolhido fingindo que você confia em Deus, que confia na evolução da humanidade, mas que você não pula por outro motivo. É a verdade que te liberta, sempre a verdade. Então, esse conhecimento tem que ser enraizado e conectado. É conhecimento relacionado à própria fé em si mesmo, à prática de colocar sua mente em Deus. Se já é possível para você em algum grau confiar; se é possível em algum grau ter fé nesse poder que nos conduz, então é nele que você tem que se firmar.

Então, mesmo que eu ande no vale da sombra e da morte, não terei temor, pois sei que está comigo. O que fazer para entrar em contato com esse abismo de sentimentos negados para que você possa atravessá-los? Se você já entende o processo, então agora o que você pode fazer é colocar sua mente em Deus. Se Deus ainda é muito abstrato, muito subjetivo, intocado, ponha sua atenção no seu guru. Conecte seu coração com o coração do guru.

O guru é a manifestação do Divino que pode te levar aos estágios supramentais. Esse é o poder que vai ter levar para onde precisa ir, quando estiver suficientemente maduro, ele vai te empurrar nesse abismo. E você precisa entrar nesse abismo. E, nessa hora, muitas vezes você se revolta porque é tomado pelo sentimento do abismo. E às vezes o que tem dentro é revolta, é raiva, desespero. Até que você compreende o que está por trás disso. Até que você possa enxergar com clareza a relação de causa e efeito. Até que você possa perdoar, agradecer e receber a graça de perceber que isso é um sonho, um véu da grande ilusão cósmica que faz você permanecer encantado com sua história; encantado com seu nome, com seu corpo.

E são camadas e camadas do abismo. Às vezes, ao chegar lá parece que chegou ao fundo, mas daí o fundo é feito de uma película fininha e se abre quando você toca. (risos)

Por exemplo, pergunta: Amado Prem Baba, sofri abuso sexual de um homem da família entre meus 7 e 11 anos. Antes não percebia as consequências e não conseguia culpá-lo. Culpava apenas a mim. De dois anos para cá, tenho descoberto algumas consequências, como distorções relacionadas ao sexo e muita raiva do masculino guardadas em mim. Então. como conseguir iluminar o perdão do masculino em mim? Como relaxar para conseguir receber o amor de um homem dentro de mim?

Por que eu trouxe esse exemplo? Porque muitas vezes ao pular do abismo você tem acesso a memórias e traumas que não foram ainda curados. O que quis dizer, é que parece que o chão se abre e você cai mais um pouco. Porque em um exemplo como esse, você passa, às vezes, muito tempo só sentindo uma perturbação; sentindo as consequências desse trauma sem nem lembrar que ele existe. Aí você pulou e entrou em contato com uma imagem que faz você ter uma visão distorcida do masculino, e a respeito da própria sexualidade; faz você viver com medo, se protegendo, se isolando, se vingando, fazendo da sua vida uma vida de sofrimento. Então, aqui está indicando que ainda tem mais um núcleo de sentimentos negados, de memórias que precisam ser compreendidas e elaboradas.

Esse tipo de trauma é uma dos mais difíceis de ser curados, é difícil inclusive chegar nesse estágio que você chegou de conseguir se lembrar. Porque ele está sempre muito envolvido de muita vergonha a ponto da entidade esquecer completamente que isso aconteceu com ela. É difícil para quem sofreu o abuso e para quem abusou. Eu tive a chance de receber também alguns abusadores. E quando a consciência começa a expandir e a pessoa começa a tomar consciência do que ela fez, ela é tomada por uma culpa que não é qualquer coisa. Então, essa é uma dor difícil, mas é processada da mesma forma que qualquer outro trauma, você tem que reviver o processo. Você tem que entrar aí para libertar os sentimentos negados, até abrir espaço pra ser visitado pela sagrada compreensão que te permite ver porque foi que você precisou passar por aquilo. Claro que se tratando de uma criança a resposta vai ser no nível transpessoal, está em vidas passadas.

Normalmente a maioria das respostas está na biografia, mas em alguns casos se faz necessário ver vidas passadas para entender o cenário. Por que encarnou nessa família? Por que precisou passar por toda essa dificuldade, falta de amor, todo esse desamparo, toda essa crueldade?

Essa crueldade ainda está instalada no seu sistema e claro que você projeta esse abusador em todos os homens. Só a graça divina te dá essa cura. Continue o processo; continue batendo na porta, até que você possa dar mais um mergulho no abismo para sentir esses sentimentos que ainda estão negados no seu sistema. Compreenda o que eu estou dizendo: sentimentos negados são o que fazem com que você não se mova à Morada sagrada. São como âncoras que te seguram, geram paralisações, sentimentos de fracasso, de impotência, dificuldades diversas na sua vida. São sentimentos destrutivos. Eles têm que ser iluminados e são iluminados quando você consegue senti-los e compreendê-los. Então, além de estudar a si mesmo, para poder fazer as relações de causa e efeito, entenda que precisa mergulhar no abismo. Quando estiver dentro dele, firme-se no se guru, nessa conexão. Eu tenho dito que até certo estágio da sua jornada você vai sozinho, mas chega um momento que você não consegue mais. Às vezes até para poder conseguir entrar, você precisa desse empurrãozinho.

Certa vez eu ouvi uma história, que falava que o mestre espiritual guarda o discípulo no ventre por muitas encarnações, assim, como uma mãe tem o bebê na barriga por nove meses. Quando ele está completamente pronto para vir ao mundo, ele sai de dentro dela. O mestre guarda seu discípulo no ventre e quando ele está suficientemente maduro - e maduro significa quando ele desenvolveu confiança suficientemente - o mestre corta um braço outro braço, corta uma perna, outra perna e depois corta a cabeça do ego. O mestre não quer tirar sua individualidade, mas ele trabalha para cortar o nó do ego. E é tudo que no mais profundo você precisa. Tudo o que o rio quer é se tornar o oceano.

Mas perceba que essa passagem requer um grau de confiança, requer um grau de entendimento de compreensão. Eu digo a jornada em direção à Morada sagrada é um trânsito do falso ao real. É bonito, lindo, poético andar no vale da sombra e da morte, mas vai andar! (risos). É fácil entender, mas muito difícil viver. Mas, às vezes, realmente chegou o momento, a sua busca te levou à frente da porta do salão da verdade. Mas ainda nessa hora, você pode usar o seu livre arbítrio e dar meia volta, tirar o sapato para não fazer barulho e sair correndo.

Para completar, mais uma questão que já foi respondida...

Pergunta: Querido gurujji, no pico do Parivartam, algumas pessoas estão passando por emergências espirituais delicadas e também são oportunidades de transformação. Pode explicar esse processo de emergência que também levam ao surgimento do eu inferior? E como nos proteger de energias mais densas perceptíveis nessas mudanças?

Essa pergunta já foi respondida. Então, apenas completando, eu tenho dito que toda situação difícil traz a semente de uma oportunidade, você tem a chance de revelar um aspecto do seu Eu maior. São fricções para poder remover o falso, e tudo aquilo que é falso, em algum momento, precisa cair. Existe uma lei que determina que isso aconteça. Todas as capas foram construídas a partir do eu idealizado, a máscara precisa cair, não importa o tamanho do império. Tudo o que é verdadeiro vem da virtude. Por exemplo, se eu construí riqueza para me livrar do medo da pobreza, um dia você vai ter que se libertar desse medo da pobreza. Então você vai precisar perder essa riqueza, para perder o medo da pobreza e exercer a riqueza com liberdade, pois a virtude vem com a plenitude. Não tema as fricções. Compreenda que elas são oportunidades de crescimento. Mas se não puder não temer, entre nesse medo. Entregue-se dos pés à cabeça. Mas compreenda que esse medo é só um guardião, você precisa ir além dele. Às vezes mesmo tremendo dos pés à cabeça você pula. Assim a gente vai abrindo caminhos rumo à Morada sagrada – que é sinônimo de ancorar a consciência no momento presente; sinônimo da lembrança de si mesmo, que é sinônimo de despertar, despertar do sonho lúdico de luxúria e apego, que faz você acreditar que é uma gotinha de água e não o oceano.

Essa é a raiz da miséria humana. Estamos falando em transformar o sofrimento em alegria, a mentira em verdade, o veneno em néctar, a morte em imortalidade.

Agora estou falando sobre o processo para te dar conhecimento, te instruir, entre as palavras estou te dando energia, meu amor, minha Graça, para que você possa fazer esse caminho, para que você possa atravessar. Esse deserto precisa ser atravessado por você. Eu posso estar junto com você segurando sua mão, mas é você que tem que atravessar. E sei que muitas vezes você está tão perturbado que não consegue me ver segurando a sua mão e se acha sozinho, se acha esquecido....Deus nunca te abandona, Ele mora no seu coração! Mas às vezes, está tão denso e perturbado que você não consegue perceber, não consegue perceber a guiança divina, o suporte espiritual, a proteção. Então algumas camadas de ilusão precisam ser dissolvidas até que você possa perceber a guiança e o suporte.

Não tem como evitar esse caminho, quando realmente chega a sua hora. Você pode usar o livre arbítrio pra fugir e aí você vai ter que descobrir como é isso. Você tem o direito de fazer essa aula, e descobrir como é escapar. Escapar do destino quando ele bate à sua porta. E você mesmo se colocou ali. O rio chegou à beira do oceano, mas daí ele pode, com o livre arbítrio, ficar parado. Mas normalmente, é isso que foi descrito nessa pergunta, acaba realmente amargando essa sensação de terror. Eu não estou aqui filosofando porque as coisas são assim, só estou dando uma leitura de como é, é assim! Por que que é assim? Por que que de dia é sol e de noite é lua? Esse movimento contínuo mantém o universo. O que é que mantém o movimento contínuo? Qual o som de uma única mão batendo palmas? (risos) a mente não vai entender o mistério. A vida é um mistério a ser desvendado, a ser desfrutado com o coração. Vamos indo.

Vamos seguindo.

Tradutor diz: Prem Baba, joga uma aguinha porque está fervendo aqui!

E nem colocamos na centrifuga ainda!(risos).

Pergunta: Mestre, você falou sobre a importância da fé, mas o que é fé?

Uma compreensão de que você está sendo conduzido, guiado.

Existe uma fé falsa, uma fé que é criada pela mente, é uma crença. Essa fé é um estágio dentro do relacionamento com a Divindade, porque em um determinado estágio, a entidade precisa criar um Deus para ela creditar. E esse Deus normalmente é uma projeção dos pais. Talvez tenha que adular para ter as necessidades atendidas, alguém que você teme porque pode ser punido se você não faz o que precisa. Depende de como foram seus pais. Algumas imagens foram congeladas pela religião, mas essa fé em algum momento precisa cair. E quando ela cai, a entidade sente um ceticismo profundo o que é um estágio bastante elevado de consciência, porque está além da falsa fé. Até que ela experimenta Deus de verdade, ela tem a experiência de Deus e essa experiência de Deus realmente acorda essa virtude da verdadeira fé. A fé autêntica é uma certeza, porque você experienciou. O mundo pode querer te provar o contrario, mas você sabe. E essa fé verdadeira te segura. O mundo vai balançar, mas essa fé te segura. Eu estava aqui ontem no Ararti, derretido, recebendo darshan do meu guru e assim...constatando mais uma vez, puxa vida, ele não só me ergueu, como me mostrou cada etapa da jornada. Tudo o que eu precisava ouvir nessa vida ele me disse. Você acredita? (risos) você acredita que ele me disse absolutamente tudo que eu precisava? Ele me disse tudo! Ontem eu estava de novo: “Puxa, é verdade , ele me disse tudo!”

Esta fé me segura, pode balançar tudo, tudo, eu to firmado nessa fé.

Comentário do público - Baba, quando a gente começa, quando chegam essas incredulidades, como ficar em pé?

Às vezes, não dá para ficar de pé. Às vezes tem que deitar mesmo (risos) e está certo também. Faz parte da jornada. Uma vez teve uma crise no ashram, tinha uns maus elementos perturbados agindo no ashram, e o Maharaji tranquilo, só assistindo tudo. Daí uma pessoa foi exigir uma solução do Mahararaji: “Maharaji, algo pode dar errado!” – (Maharaji) Mas se der errado, dá certo também. Ele está vendo que aquilo faz parte do processo. Às vezes antes de melhorar tem que piorar um pouco.

Compreenda o processo de cura natural. Às vezes a doença precisa ser precipitada. E quando chega na pele é o ultimo estágio até que ela é liberada. A cura psicoespiritual segue o mesmo princípio, ok? Vamos cantar um pouco.

Quero dizer ainda, que estou lhe dando a presença do swami Triparti que veio da Índia para me ajudar conduzir algumas cerimônias védicas, ajudar a ancorar a energia espiritual nesse lugar.

Então já estamos com a leitura do Bagavatham acontecendo que é realmente um trabalho muito poderoso. E vamos entrar numa fase agora no dia 9 que visa curar feridas relacionadas aos ancestrais. Até o dia 24, que é o período da lua, então, ele vai ficar aqui recebendo fotos de ancestrais e nomes de pessoas que você ainda sente que tem contas abertas.

Quer falar algo Swami?

Swami: Estou muito feliz de estar aqui, nunca imaginei que o grande Prem Baba fosse estabelecer desse tamanho a mensagem do Sachcha Baba, nosso grande Guru. Quando há muito tempo atrás, havia uma promessa do Sachcha Baba e eu me perguntava quando esse trabalho poderá se alastrar pelo mundo inteiro? Eu tinha visões do mundo inteiro cantando Prabu aap jago, mas abria o olho e via que estava faltando esse trabalho. Então, agora vendo todos esses irmãos e irmãs do mundo inteiro, eu vejo que o programa de Sachcha Baba está se cumprindo. Há muitos milênios atrás quando o Lord Rama vivia, estabeleceu-se uma fase de harmonia no mundo e todos cantaram Sri Ram Jay Ram, e agora uma nova era de harmonia e paz em que as pessoas poderão cantar Prabuh aaop jago.

Estou muito feliz de poder explicar nossa linhagem. Pela chance de estar aqui de 9 ao 24 todo ano esse período de 15 dias se repete e nesses dias tudo de prática espiritual vai para os nosso ancestrais, são dedicados a eles. Então, as pessoas poderão trazer fotos de seus pais e avós, de seus ancestrais. Estaremos trabalhando para que eles sejam libertados e não ficar indo e voltando. Esse ano em 19 de junho meu pai, também deixou o corpo com 102 anos de idade. Se estivesse na Índia deveria fazer essa prece para ele. Eu estava em Rishikesh e deveria voltar ao meu lar, mas agora estou em um lugar universal e posso fazer a prece daqui que chegará nele da mesma maneira.

Então da mesma forma que estarei rezando por meu pai, estará aberta para fotos e lista de ancestrais para que todos possam se elevar. Foi com as graças de Sachcha Baba Mararaji que ele foi antes de eu estar aqui, porque se ele estivesse lá e eu aqui, isso iria atrapalhar. Eu completei o funeral do meu pai e agora posso estar aqui rezando por todos.

Abençoado seja cada um de vocês.

Até o nosso próximo encontro.

NAMASTE

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