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domingo, 25 de setembro de 2011


Lágrimas

Minhas lágrimas não têm destino
Não as encaminho a ninguém
Tenho-as aqui e solto-as...
Que vaguem por aí...
Encontrarão motivos para sua existência
Há sempre alguém que as merece

Minhas lágrimas não têm destino
Podem ser por você
Podem ser por mim
Podem ser por todos aqueles
Cujas lágrimas secaram no rosto

Minhas lágrimas não têm destino
Nem passado, nem futuro
Minhas lágrimas pertencem
A quem as compreenda, talvez...

Ou a todos que não as alcançam
Por olhos fechados, coração duro,
Ou ignorância, ou não saber chorar...

18/11/07

Minhas lágrimas têm hoje o destino
Que meu coração de mãe determinou...

18/06/08

Ana Maria Traub

2 comentários:

  1. Olá minha amiga Ana Maria.
    Obrigada por essa poesia que vc escreveu em um momento da tua vida, que era muito feliz e não sabia com tua família, ás peças do quebra cabeça estava todas em seus devidos lugares mais um certo dia como um vendável, essas peças se espalharam, sei que está muito difícil de junta-las , nunca mais vai ser possível deixa-las como antes...mais com o passar do tempo cada dia que passa vamos colocando uma peça, muitas vezes sem encaixa-la o mais importante que estamos sobrevivendo mais um dia, por amor dos que nos cercam e nós rodeiam por quê o teu filho que partiu antes de nós continua vivo no seu coração.
    Hoje vc tem uma célula sua no plano espiritual enviando, energia e muito fortalecimento para continuar viver.
    Deus sempre manda recadinhos, nós é que não estamos atentos quando ele te inspirou para a poesia da” Lagrima “ já sabia .... Que iria passar por esse vale de lagrimas.
    Com carinho Zelinda.

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  2. Emocionante mesmo essa poesia, de muita sensibilidade. É uma pena que essa mãezinha tenha encontrado um motivo tão triste para essas lágrimas...
    Beijos, Zelinda, e uma semana de muita paz!

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