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segunda-feira, 5 de março de 2012

SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE ESTÁ SOFRENDO POR UMA PERDA.





Quando estamos perto de uma pessoa querida que sofreu uma perda, às vezes ficamos com medo de provocar mais dor e sofrimento, ficamos cheios de dúvidas e sem saber que caminho escolher.


Sua presença é importante. Estar junto de uma pessoa enlutada, sem cobranças e sem expectativas pode ser muito valioso.


Se você quer ajudar, forneça uma lista escrita das coisas que pode fazer e os horários disponíveis; lembre-se que há coisa simples que são difíceis de realizar quando se está muito abalado, como transporte, compras, cozinhar, limpeza e outras atividades rotineiras. Lembre-se de cuidar de coisas práticas que ficam esquecidas.


Se você é próximo o suficiente, ofereça-se para ficar com as crianças, conversar e brincar com elas. Ter um adulto conhecido e calmo junto delas já é uma grande contribuição e pode ser um descanso para os pais enlutados.


Não evite falar do(a) falecido(a) e não tente evitar que as pessoas enlutadas falem dele(a). Seja um bom ouvinte, sem forçar a conversa; apenas deixe que saibam que você vai ouvir. Em caso de dúvida, pergunte.


Tolere as variações de humor e até algumas crises de raiva; não são contra você. O luto também significa sentir raiva pela perda sofrida.


Lembre-se que certas datas são marcantes e especialmente sofridas: aniversário de nascimento, de morte, de casamento, feriados e dias festivos. Mantenha o contato nessas datas: um telefonema para dizer que você também se lembrou pode ser acolhedor.


Luto é um processo que leva mais tempo do que em geral supomos; você pode observar períodos melhores e piores, mudanças nas pessoas enlutadas, uma aparente regressão "quando tudo ia tão bem". Não espere um processo contínuo e linear, as oscilações vão ocorrer.


O luto é uma reconstrução; a pessoa enlutada não vai "voltar a ser o que era". Ela estará construindo uma nova identidade, novas crenças, novos sonhos. O luto é o caminho para uma nova etapa de vida.


(Texto do  Apoio Mãe - Grupo de Apoio a mães que perderam seus filhos - 03/01/2006)

2 comentários:

  1. Oi Zelinda!
    Muito bom esse teu post e de grande valia, por tratar de uma questão bem importante. Com certeza será muito útil, para que se aprenda como ajudar as pessoas que passam por esse momento de dor, que sofrem pela perda de um ente querido.
    Agradeço de coração pelo teu carinho, tua preocupação comigo, e pelas palavras solidárias, me fazem bem. Realmente estou passando por um momento bastante difícil, tive uma forte recaída, e somente agora, depois de um ano e oito que minha Thais partiu, precisei procurar ajuda de um profissional psicoterapeuta, mas está tudo sob controle, tudo certo graças a Deus, felizmente não tomo medicamentos. Minha filha me faz muita falta, mas sigo na minha luta diária para sobreviver; por amor aos meus dois filhos Thais e Thiago prometi que não iria me entregar, e não vou amiga, tenho fé em Deus e em mim, encontrarei forças para continuar, não quero antecipar minha partida, para que um dia eu possa alcançar a felicidade plena de reencontrar minha amada filhota no Céu, espero ter o merecimento. A gente cai sim, mas levanta e segue em frente!
    Obrigada mais uma vez querida amiga. Saiba que o carinho é recíproco e verdadeiro.
    Que Deus a abençoe sempre e cuide de todos nós!
    Um beijo com imenso carinho.

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    Respostas
    1. Oi Ilca querida...
      Apesar de tanta dor e tanta saudades vc ainda esta pensando assim o Thiago está ai e precisando de uma mãe inteira ningúem quer uma mãe pela metade, a Tháis está muito orgulhosa por vc agir assim com seus familiares e amigos.
      Faz parte do luto tudo isso que esta sentindo, as recaidas a fragilidade a vontade de deixar de viver...
      Mais graças a Deus um dia não é igual ao outro e os pensamentos são outros melhores depois de uma noite de repouso.
      Com carinho... bjs

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