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sábado, 9 de junho de 2012





Desiderata 



(Do Latim desideratu: aquilo que se deseja, aspiração) 
Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade calma e claramente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm sua história. Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, pode tornar-se vaidoso e amargo; porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. 

Desfrute suas conquistas assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde; é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios; porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais; e por toda parte a vida é cheia de heroísmo. 

Seja você mesmo. Principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor; porque em face de toda aridez e desencantamento ele é perene como a grama. Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude. Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. 

Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do Universo, não menos que as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui. E, quer seja claro ou não para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de concebê-lo e seja qual for a sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com a sua alma.Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso. Esteja atento. Empenhe-se em ser feliz. 



Há uma versão de que Desiderata, este conhecido e singelo texto, escrito em inglês e hoje traduzido para mais de 60 idiomas, foi encontrado na Igreja de Saint Paul, Baltimore, em 1692, e jamais se soube do seu misterioso autor.

Na verdade, Desiderata, aspirações em latim, é de autoria do escritor norte americano Max Ehrmann, nascido em Terre Haute, Indiana, EUA, em 26 de setembro de 1872 e falecido na mesma cidade em 9 de setembro de 1945.
 
Ehrmann formou-se em direito pela DePauw University e estudou direito e filosofia em Harvard por dois anos, quando se tornou promotor público.

Aos quarenta anos decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita e, em 1927, escreveu Desiderata, sem dúvida o seu mais conhecido texto.
 
Em 1956 o pároco da igreja de St. Paul, em Baltimore, reproduziu o texto em um panfleto mimeografado para os seus fiéis.
 
Posteriormente, alguém que o retransmitiu não incluiu os créditos originais e, equivocadamente, citou o texto como tendo sido "achado na Igreja de Saint Paul em Baltimore, datado de 1692".
 

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