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terça-feira, 16 de abril de 2013

Homenagem de Terezinha Araújo de Almeida ao seu Filho Jonatha Paulo de Almeida que nesta data completa 01 ano de sua partida para junto de Deus. Um anjo de paz e de luz.



UM ANO SEM VOCÊ MEU QUERIDO FILHO JONATHA


Em 24 de agosto de 1987 nascia aquele que seria a maior alegria da minha vida. A pessoinha mais preciosa, mais valiosa que teria na vida. A razão de tantas alegrias, tantas festas, aniversários felizes e festas de finais de ano com tantas emoções.
Mas o que eu jamais poderia esperar é que essa joia tão preciosa teria sua vida tão curta devido à uma síndrome terrível e sem cura chamada de: “Distrofia Muscular Progressiva” conhecida como “Duchenne”.
Jonatha nasceu de parto normal, no dia exato em que o médico disse que nasceria. Pesando 3.900 Kg. Foi amamentado no peito até os 07 meses. Saiu das fraldas no seu primeiro ano de vida. Jonatha não engatinhava, mas brincava sentado no chão e sempre cantarolando e sorrindo, aliás, seu sorriso sempre foi sua marca registrada.
Garoto lindo, gordinho. Quando nenê tinha até as curvinhas nas perninhas, lindão demais e bem coradinho. Participou do concurso da capa da “Revista Pais & Filhos” ficando em 4º lugar da criança mais bonita, mas para mim sempre foi o mais lindo. Era careca, tinha uma mechinha de cabelo em cima da cabeça, o qual eu fazia um cachinho quando lhe dava banho.
O tempo foi passando e Jonatha não andava. Já com 01 aninho não ficava em pé sozinho. De repente com muita dificuldade levantou e andou, mas já estava com 03 aninhos. Suas quedas eram constantes, então o levei ao pediatra. Foi então que começou nossa batalha. No Hospital de Clínicas através de uma biópsia foi diagnosticado que ele era portador da “Síndrome de Duchenne”.
Aos 04 anos começou a fazer fisioterapia e hidroterapia e Jonatha seguiu caminhando até os 13 anos.
Quando da descoberta da doença o médico nos chamou e nos comunicou que Jonatha andaria somente até os 09 anos e entraria em óbito aos 15 anos. Foi quando meu chão desmoronou. Fiquei flutuando, não podia acreditar naquilo, não poderia ser verdade, meu menino tão forte, tão corado, tão alegre. Aquele sorriso estampado em seu rosto, seus dentes tão brancos, nem sonhava que sua vida seria tão curta segundo o diagnóstico médico.
Mas continuamos nossa batalha sem nunca mais tocarmos naquele triste assunto.
Jonatha passou dos 09 anos andando com dificuldades, mas andava. Ia fazer suas terapias andando de ônibus, sempre sorrindo. Corria, andava de bicicleta e nunca perguntou por que tinha que fazer aquelas terapias.
Aos 13 anos foi para uma cadeira de rodas e também não fez nenhuma pergunta, e assim fomos batalhando sempre.
Aos 15 anos Jonatha continuava ali sorrindo, brincando e fazendo terapias e assim foram se passando seus aniversários de 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24 anos. Todos com festa e era tudo alegria, até o dia 27 de fevereiro de 2012, quando meu menino reclamou pela 1ª vez quando adoeceu. Então, foi internado dia 29 de fevereiro, ficando entubado por 48 dias. E as 21:15 hrs do dia 16 de abril de 2012 minha joia preciosa foi para não mais voltar. Deus o levou e me deixando sem nunca mais poder tocá-lo e nem mais ver aquele sorriso tão lindo que me encantava. Naquela cama de UTI ele sorria não sabendo da gravidade de seu problema.
Hoje sou triste, apagada, sem gosto por nada, saio de casa, pois o vejo o tempo todo no quarto em seu computador. Quando entro em seu quarto é como se ele estivesse em sua cama, e até seu cachorro vai atrás de mim no quarto procurando-o. É como eu fazia todas as manhãs para levantá-lo e trazê-lo para a cozinha para o café da manhã.
Então minha vida se transformou em nada, pois tudo o que tinha era o meu filhinho, tão querido, tão amoroso.
Sei que um dia vamos nos encontrar.  Hoje fico só na saudade de poder novamente pentear seus longos cabelos como todas as manhãs eu fazia. Saudade em lhe dar o banho, trocar suas roupas e seu tênis. Era eu quem fazia tudo por ele.
Só Deus sabe o quanto está sendo difícil ficar sem ele. Eu cuidaria dele por mais 24 anos sem reclamar e Deus sabe disso também.
Essa é a história de amor entre mãe e filho, Terezinha e Jonatha, real e sincera de todo o meu coração.
Encerro com uma pequena declaração a você meu filho:
- A mamãe te ama demais, do tamanho do infinito. Fica com Deus meu filhinho querido. Anjo de Paz e de Luz. 


                                                                 Te amo Jonatha.

3 comentários:

  1. Queridos Celso e Teresinha.
    Que linda homenagem para o Jonatha, só pais com muito amor no coração conseguem escrever essa história de vida com palavras tão carinhosas, sei que foi muito difícil, o mais importante que vcs conseguiram.
    Seu filho está muito orgulhoso e agradecido pelos pais que Deus escolheu para ele nesta vida.
    Deus escolhe pais especiais para filhos especiais e vcs foram escolhidos para cuidar do Jonatha, com tanto amor e carinho.
    Seu filho deixou um lindo raio de LUZ para iluminar nossos caminhos.
    Amo vcs..Bjs..

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  2. Olá Terezinha,
    Sei exatamente o que você sente, estamos unidas pela mesma dor. A ausência de nossos queridos filhos deixou um vazio profundo, uma dor sem nome, uma saudade sem fim... dói muito!
    Muita força, minha amiga. Nossa caminhada é árdua, sofrida, mas precisamos continuar. Com fé tudo é possível...
    Deus jamais nos abandona! Que Ele a ampare sempre!
    Beijos e muita paz em seu coração.

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  3. Linda homenagem, lindo filho! fique bem minha querida, porque ele lá de cima não quer ver suas lágrimas... um beijo em seu coração! fique bem.

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