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terça-feira, 3 de abril de 2012

TRABALHANDO COM PERDAS NA ESCOLA





I. Introdução
Sendo a preocupação primordial da escola formar indivíduos saudáveis e autônomos, capazes de produzir e de se relacionar, apresentamos uma proposta de trabalho que foca aspectos importantes presentes no desenvolvimento de todo ser humano, mas que muitas vezes não são abordados.
Desde o nascimento até o fim da vida passamos por várias perdas próprias de cada fase do desenvolvimento. Além destas, passamos por outras situações nas quais algo  é perdido e uma outra situação passa a prevalecer: nascimento de um irmão, separação dos pais, mudança de escola, mudança de casa, mudança de cidade.Também as perdas por morte na família ou mesmo na equipe escolar podem trazer novos desafios tanto ao desenvolvimento do aluno como à equipe escolar.
Todas estas situações podem gerar uma crise em que os envolvidos precisam de tempo e do apoio de pessoas orientadas para enfrentar e resolver melhor este desafio.


II. Justificativa
 Nem sempre os profissionais estão preparados para lidar com perdas e mortes. Isso acontece pois há uma idéia de que só podem lidar com a vida, e também, porque nem sempre estão seguros a respeito dos tabus que rodeiam as perdas e mortes.
A própria escola acaba exigindo que seus alunos vivenciem algumas perdas como, por exemplo, mudança de série e reprovação. Além disso muito do desenvolvimento físico  e emocional das pessoas estão acontecendo também na escola e não somente em suas casas.
Portanto é essencial trabalhar com perdas na escola.
A violência que estamos vivendo atualmente (brigas com mortes dentro ou nos portões da escola) também indica a necessidade de um trabalho com todos as pessoas que trabalham para a escola.
A preparação para situações de crise auxilia as pessoas a perceberem melhor seus recursos e, com isso, diante uma situação crítica podem lidar melhor com os aspectos que nela estão envolvidos.
Auxiliar na vivência de um processo de luto saudável (diante perdas e mortes) provoca um aumento na qualidade de vida.
 Se os alunos se sentirem acolhidos e puderem compartilhar as suas dores, a escola acaba se tornando um ponto de referência seguro, o que faz com que a relação aluno/ escola se solidifique.
Se o aluno se sente seguro, com espaço para compartilhar sua idéias e medos é provável que seu rendimento escolar melhore.


III. Objetivo
Instrumentalizar a escola a lidar com seus alunos e funcionários em situações de crise e perda, contribuindo para a formação de um local seguro e acolhedor.
Capacitar os educadores a promover dinâmicas de grupo com seus alunos e com funcionários que estejam vivenciando uma situação de crise, envolvendo mudanças profundas e perdas. Ser uma referência segura para que todos possam procurar quando precisarem.
- promoção de suporte comunitário - referência de apoio


IV. Execução
treinamento com coordenadores, professores e funcionários
- instrumentalização teórica (teoria do luto; perdas nas diferentes fases do desenvolvimento)
- instrumentalização prática (como ajudar o enlutado; dinâmicas de grupo de alunos)
- vivências


(Texto de Maria Inês Imperatriz Fonseca e Valéria Tinoco - Psicólogas)

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