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domingo, 24 de abril de 2011

Pais em luto dão testemunho de aprendizagem

luciana leitão

Não há cura para o luto de uma mãe que perde um filho, mas pode 

haver terapia. 

"Não sinto menos dor, mas aprendi a viver com a saudade", diz 

Emília Agostinho, que perdeu o filho há 18 anos num trágico 

acidente de viação. Hoje, faz parte da associação "A Nossa Âncora", 

e lança, com outros quatro pais em luto, o livro "Na Curva do 

Caminho".

Aproveitando o décimo aniversário da associação que ajuda pais em 

luto em Portugal, cinco membros quiseram publicar os seus 

testemunhos enquanto pais que tiveram de chorar a morte dos filhos. 

"Na Curva do Caminho" conta a história da sua aprendizagem.

Segundo o psicólogo Abílio Oliveira, a colaborar com "A nossa 

Âncora" desde 1999, o apoio da associação assenta nos grupos de entreajuda onde uma pessoa com um luto antigo - o moderador 

- serve de intermediário entre pais com lutos recentes. 

"O grupo de partilha é um grupo terapêutico", afirma, e "o trabalho 

pode ser tão ou mais importante que aquele feito com um psicólogo".

A vantagem é "que toda a gente já passou pelo mesmo". O papel do psicólogo é não só coordenar, mas também tratar diretamente os 

casos mais complicados. Para Abílio Oliveira, o luto pode ser 

dividido em três fases: a anestesia, a desorganização pessoal e 

profissional e a recuperação. Na passagem para a terceira fase há 

"o ponto em que a pessoa bate no fundo" e começa a aceitar e a 

reorganizar-se.

No último período do luto, as pessoas tornam-se "mais criativas e 

mais altruístas". O fim do luto acontece quando os pais percebem 

que "o vínculo não depende da existência física". Segundo o 

psicólogo, há "mortes mais complicadas" que tornam mais difícil 

o processo de luto: as mortes violentas, os suicídios e os 

acidentes. Os comportamentos para - suicidas - como os de risco 

e de auto-agressão - dificultam a compreensão e aceitação. 

"É difícil resolver um luto", diz. E há mesmo pais que nunca 

saem do luto patológico: "Ficam parados na segunda fase 

do processo". 

E há ainda casos de luto crônico, de que são exemplo os 

pais que "nunca desmancham o quarto ou que estão sempre 

no cemitério."

Um comentário:

  1. Amigos, favor divulgar aos conhecidos. Estudamos as disciplinas de Tanatologia e Psicologia Hospitalar. Possuímos um domínio na Internet para a divulgação de nossas atividades, a saber: http://quandoavidadizadeus.blogspot.com/

    Repassem aos conhecidos!

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