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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A DOR DOS PAIS: O GRITO QUE ECOA PARA SEMPRE




Uma olhada nos vários jornais locais de qualquer parte do pais revela a CRÔNICA de mágoa e tristeza que se impõem aos pais a cada dia: uma criança de bicicleta é atingida por motorista alcoolizado; um jovem surfista é carregado para alto mar por ondas mais bravias, um jovem que comete suicídio; um bebê encontrado morto em seu berço, um universitário de 18 anos morto num acidente de carro; uma mulher no início de seus 20 anos – a esposa e mãe de duas crianças – que vem a falecer de um aneurisma, um jovem assassinado em um assalto a mão armada.
Na média, em torno de 350 pais diariamente nos EUA sofrem com a morte de um filho. Não  importa se esse filho é uma criança ou um adulto, são deixados para trás pais que lamentam profundamente e por um longo, longo período de tempo. Na realidade, muitos pais dizem, que sua mágoa é um grito que ecoa para sempre. Aqui estão alguns comentários e observações enviados por pais enlutados que esclarecem a forma e o escopo de sua tristeza e sua adaptação `a ela.
A dor diminuiu, mas a memória vive para sempre. Cinco anos apos a filha de 11 anos de Cindy Bullen ter morrido de câncer, sua mãe ainda fixa olhar em cada garota ruiva, procurando por qualquer tipo de semelhança com a sua filha, Jessie. “Eu ainda quero ver aquele rosto”, ela diz. “ que nunca irá embora...nem em cinco anos. Nem em dez. Nunca.”
A alegria retorna devagarinho. “Hoje eu posso rir, algo que eu não conseguiria fazer dois anos atrás”, afirma Bullen. “Eu posso, hoje em dia, me divertir. Mas eu sempre sinto a tristeza. Eu irei conviver com minha tristeza até o dia em que eu morra e esteja com Jessie novamente, de alguma forma.”
O mundo é visto de outra forma após a morte de uma criança. Para pais enlutados, a grande divisão não é entre preto e branco, masculino e feminino, ou protestante e católico . Um morador de Maryland, Lionel Chaiken, um pai de 71 anos que perdeu sua filha adulta vitima de um tumor no cérebro, divide-se entre um “mundo enlutado e um mundo não-enlutado.” Para aqueles abençoados que vivem num mundo não-enlutado, ele diz: “eles não sabem. Eles até que têm boas intenções, mas eles simplesmente não sabem.” Chaiken está se referindo aos comentários que ele ouvia como por exemplo “eles são solidários com ele”, “sua dor iria diminuir”, e “sua filha, Pam, estava num lugar melhor.” Nós não queremos que ela esteja num lugar melhor. Nós a queremos aqui”, Chaiken rapidamente afirma: “Nós não queremos ouvir isso. Não o digam, por favor.”
O mundo dos não-enlutados não compreende. Mel Giniger, cuja filha Amanda de 18 anos morreu num acidente de carro, diz: “não é algo que nós podemos conversar a respeito do lado de fora. Isso faz com que as pessoas se sintam desconfortáveis. A idéia de ter seu filho tirado de você assusta as pessoas. As famílias e amigos, eles querem que você volte a ser a pessoa que você era antes de isso acontecer. Eles não compreendem que você nunca poderá ser o mesmo novamente.”

Um comentário:

  1. Me identifiquei muito com esse texto, principalmnente com a parte final. Sei que jamais serei a mesma pessoa, às vezes há uma insistência por parte da família e amigos para que voltemos a fazer as mesmas coisas de antes, da mesma maneira que antes, mas isso simplesmente não acontece. Não é culpa nossa, a dor é que não mais nos permitirá viver como antes, não queríamos estar vivendo isso, só que aconteceu e as pessoas têm que entender. Nós é que estamos sentindo a dor.
    Abraços, e um fim de semana de paz!

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